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Lisboa troca-tintas

Não tenho nada contra o cor-de-rosa. Do que me queixo é da completa ausência de articulação entre os proprietários e entre estes e o município: é que hoje, de forma quase escandalosa, cada um dos edifícios da Praça do Areeiro tem o seu próprio tom.



Levar os meninos à escola

O que diriam as gerações futuras se nos vissem aqui presos nestas cápsulas de metal, uma hora por dia, para irmos buscar de carro pessoas que já aprenderam a andar há pelo menos três pares de anos?





Série: Cidades para Quem?



Tanto barulho para nada

Querendo-se ou não, o barulho já faz parte integrante do nosso quotidiano há muito tempo, mesmo em lugares onde o silêncio bem podia ser a regra.






A fuga de Cabul e a violenta travessia da fronteira do Afeganistão. “A nossa última esperança”

Samim Seerat escreve sobre a difícil experiência de deixar para trás o seu país, o Afeganistão, quando foi dominado pelos taliban, e ter conseguido chegar a Lisboa com a família. Nesta crónica recorda o dia que passou com a mulher Roya e a filha Sama, na fronteira com o Paquistão, a tentar passar para o outro lado. Uma espera extenuante, violenta e que quase os fez perder a esperança.



Amas na Cova da Moura. “Se eu não existo, as mães não podem trabalhar e as crianças é que vão sofrer”

Esta reportagem ganhou o Prémios de Ciberjornalismo de Proximidade. Fala da pobreza que obriga a que os pais da Cova da Moura tenham de escolher trabalhar e deixar os filhos recém-nascidos sozinhos. Emília, Lucinda e Luísa são três das amas do bairro, que salvam gerações. As histórias do bairro nas histórias delas. | Também em crioulo

Vivem como imigrantes ilegais no país onde nasceram, Portugal. “Mandaram-me para Angola, mas eu não conheço aquele país, nunca saí daqui”

Não podem ter um contrato de trabalho, até fazer os exames nacionais na escola, e vivem sujeitos à ameaça de ser deportados para um país que nunca conheceram. Ainda que a lei da nacionalidade esteja em mudança há meio século, a tornar-se mais aberta, nada mudou para muitos daqueles nascidos em Lisboa e a quem nunca foi cedida a nacionalidade portuguesa.

À procura de Roger Kahan, o judeu que Lisboa esqueceu

Roger Kahan, conhecem? É natural que não. E mesmo assim a passagem por Lisboa, nos anos 1940, deste judeu, importante fotógrafo de cinema em Paris, ficou documentada em fotografias comoventes. Lisboa foi o pivot de uma história que havia de continuar no Brasil, Nova Iorque, Haiti, Roma, Israel… Kahan foi fotógrafo de revistas de charme e inspirador de um grande romance. Uma longa investigação para ler com tempo.







Em crioulo/ na kriolu






Alberto Manguel: “Em Lisboa encontrei um sentido de honra e nobreza de espírito que é quase feudal”/ “Lisbonne est mon dernier amour, celui qui a le plus de force”*

Lisboa nos livros? “Não há um romance sobre a cidade”, diz o escritor argentino Alberto Manguel, recém lisboeta a instalar a sua biblioteca num palácio das Janelas Verdes. E traça um retrato deste lugar do seu imagnário, que mete saudade, livros e democracia em estado puro. *Aussi en français



DECO – consultório de vizinhos