Jornalista e escritor brasileiro, 51 anos, há seis em Lisboa. Foi repórter, colunista e editor no Jornal do Commercio, correspondente da Folha de S. Paulo, comentador desportivo no SporTV e na rádio CBN, além de escrever para O Corvo e o Diário de Notícias. Cobriu Mundiais, Olimpíadas, eleições, protestos – num projeto de “mobile journalism” chamado Repórtatil – e, agora, chegou a vez de cobrir e, principalmente, descobrir Lisboa.

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O meu pequeno camarada

Tive de o fazer: tirei o mais novo da escola pública para fugir do bullying e o meti na marxista Voz do Operário. Agora, o mais novo já não quer mais ir à Disney, prefere Cuba, trocou o poster do Minecraft pelo de Che e não me chama mais de pai, só de camarada.

Zé da Tasca: as bifanas que puseram o mundo na rota do Boa Hora Futebol Clube

No Boa Hora Futebol Clube, na Ajuda, José Carlos – o Zé da Tasca – guarda a sete chaves a receita do molho que enfeitiçou o algoritmo: 1.800 avaliações no Google e todas elas com nota máxima. Entre o inglês dos turistas e o suor do balcão, esta é a história da bifana que não “entrega o ouro ao bandido”, mas que trouxe o mundo inteiro à Ajuda para conferir o milagre das cinco estrelas.

Ao quiosque, com carinho

A vida de um bairro gira na órbita da galáxia dos quiosques, atraída pelo gravidade do cheiro do café e da tosta mista, suspensa no ar pelos eflúvios das imperiais, onde a tristeza, o frio e a desesperança são tragados por um buraco negro qualquer.

João Kopke, o surfista que põe os outros a pensar enquanto pega uma onda

Há quem vá para o mar para fugir do mundo, mas João Kopke vai para o explicar. Aos 30 anos, o músico e cientista político tornou-se uma das vozes mais singulares das redes sociais em Portugal, transformando o surf numa ferramenta pedagógica que já ajuda estudantes a passar em exames de História.

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