O que eles testemunharam ao volante: o olhar dos TVDE virou uma exposição
João Paulo não tem câmara nem formação em fotografia, mas tem nove anos de Lisboa acumulados no telemóvel. Ao volante de um TVDE, vive a cidade no compasso de espera: quando um cliente sai e o destino do próximo ainda é um mistério, aproveita os minutos mortos para captar o que a maioria não vê. Agora, os olhares deste e de outros motoristas saem do ecrã e ganham vida numa exposição criada pela Bolt.
Nos Anjos, um chef indiano refaz a rota de Vasco da Gama e fala de colonialismo à mesa do restaurante
O restaurante Kerala foge dos pratos tradicionais e usa as mesmas especiarias trazidas nas caravelas para provar que as aventuras de Vasco da Gama na Índia valeu mais do que a pena. Na mesa, há um livro de História, que não descarta reflexões sobre a violência do processo colonial.
Sandrina Martins ajudou a transformar um mercado abandonado de Paris numa referência cultural. Pode Arroios seguir o exemplo?
O Festival TODOS traz a Arroios, ao Mercado do Forno do Tijolo, a mulher por detrás da renovação do Carreau du Temple, em Paris – uma referência cultural na cidade.
Pedro fez da avó Margarida uma peça de teatro: estaremos a ficar mais conservadores?
O encenador Pedro Sousa Loureiro usou a relação com a sua avó Margarida para falar destas heroínas sem capas, mas com os superpoderes da compreensão e do acolhimento, fundamentais durante o importante e decisivo processo de “coming out”. Uma parte da programação do Festival TODOS, que decorre entre 10 e 13 de setembro, em Arroios.
Alvalade: a roulotte de pão que alimenta o espírito de bairro está em risco de desaparecer
É assim desde 1979, quando Lurdes Nascimento conseguiu regularizar-se e estacionar a roulotte no passeio. Um negócio de família ao serviço das famílias de Alvalade, com pão vindo da Guarda de 15 em 15 dias… e já salvo por um vizinho.
“Olá, maltinha!” Subin, o indiano que vende casas e gelados em Lisboa, virou uma estrela nas redes sociais
Depois de deixar a Índia aos 19 anos, Subin percorreu a Europa como estudante antes de viver em Lisboa. Agora com 27 anos, vende casas, trabalha num restaurant, numa geladaria e ainda arranja tempo para vídeos nas redes sociais. O seu otimismo e vontade de integração são contagiantes.
Em Arroios, quase tudo mudou desde há 124 anos. Não esta retrosaria
Fundada em 1902, a Retrosaria Borges não tem letreiro cá fora, para cortar custos, mas lá dentro continua a alinhavar a memória de uma Lisboa que está a desaparecer: a dos velhos ofícios.
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