É escritora. No seu primeiro romance, descreve a plumagem do Passeio Público e, no segundo, as saudades dos que partiram do Cais das Colunas. Os cafés de Lisboa são escritórios convenientes e o rio o repouso dos olhos. 


“Atrasada.5m.bj”

Aqui me confesso. Se ‘Atrasados’ fosse nome de marcha popular, eu seria a madrinha do bairro. Comecei por me atrasar no parto, a nascer, talvez por ser época de cerejas e as comer aos quilos, compradas diariamente no Frutalmeidas de Alvalade, daquela forma que toda a mãe alimenta o filho ainda feto, crente, quem sabe, […]

A minha cartomante de Rio de Mouro

Dedicada à Ana Leandro, que me guia no oculto. ‘Como se chama o querido’, perguntou a taróloga. ‘Não há quem chegue de coração leve’, explicou, enquanto dispõe os arcanos menores sobre a mesa de leitura. Reconheço as cartas, em tudo semelhantes ao baralho que o avô usava para vencer à bisca e cobrar rodadas de […]

Dei boleia a uma desconhecida

Estava estacionado na berma da Calçada de Carriche, a ver se o motor do Seat arrefecia para dar nova volta à chave na ignição, quando ela entrou e sentou-se no banco traseiro. Trazia óculos de sol e o olhar pendido sobre o telemóvel. Estudei-a pelo retrovisor. O lábio inferior tremeu antes de dizer: “Então, não […]

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