É escritora. No seu primeiro romance, descreve a plumagem do Passeio Público e, no segundo, as saudades dos que partiram do Cais das Colunas. Os cafés de Lisboa são escritórios convenientes e o rio o repouso dos olhos. 


Estamos há 29 anos sem Natália Correia

A localização pode ter tido a mão do oculto. A versão que persiste coloca Natália, alguns amigos e uma vidente, munida de um alguidar com água e de um pêndulo, em cortejo pela capital no então Volkswagen da escritora, perscrutando as energias dos diferentes locais que, à época, estavam disponíveis no mercado. De uma maneira…

Embriagai-vos!

Ainda não sabia que queria ser escritora e já me interessava pelo processo de escrita. Foi por essa altura que trilhei os Paraísos Artificiais de Baudelaire, nos quais o ópio, o haxixe e o vinho são utilizados por intelectuais porque há substâncias que “contêm a faculdade de aumentar desmedidamente a personalidade do ser pensante”. Não…

Quando Monsanto tinha árvores

O meu velho pai enfiava-se pela mata de Monsanto para me mostrar as criações de Deus, mas eu olhava para o chão à procura da hipotética origem. Se tivesse de escolher uma razão para o nosso inexorável afastamento, seria esta: ele espantava-se com os efeitos, quando a mim me interessavam as causas. O início e…

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