Veio para Lisboa estudar Literatura em 2012. Daqui só saiu para o Brasil, onde, à portuguesa, teve saudades dia e noite. Regressada, escreveu Lisboa, chão sagrado e a cidade foi a diva onde se perderam personagens. Anos depois, numa casa em Benfica, foi ao Médio Oriente e escreveu Palavra do Senhor. Para os de cá, tem sotaque minhoto; para os de lá, engravatado.


Quando o Nonô vivia aqui

Lisboa é bonita, mas não se paga ao senhorio com amor à literatura, e qualquer um precisa de espaço para esticar as pernas. Lisboa venceu o Nonô – e por isso perdeu-o. E eu, que nunca fiz mal a ninguém, lá o perdi também.

O mal de pensar sozinha

Nunca a vi com mais ninguém, fiz-lhe a história a sós. Os tempos eram outros, decerto passou a vida sem saber o que era namorar. Naqueles tempos, quem não apanhava entre os 20 já não apanhava nada.

Lembram-se as duas

Hoje Lisboa ainda se inunda, mas nenhuma pega na outra ao colo. Se a mãe diz “Abriga-te para não te molhares”, a filha responde “Ai mãe. Que seca.” A adolescência venceu tudo, a chuva não faz assim tão mal.

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