Veio para Lisboa estudar Literatura em 2012. Daqui só saiu para o Brasil, onde, à portuguesa, teve saudades dia e noite. Regressada, escreveu Lisboa, chão sagrado e a cidade foi a diva onde se perderam personagens. Anos depois, numa casa em Benfica, foi ao Médio Oriente e escreveu Palavra do Senhor. Para os de cá, tem sotaque minhoto; para os de lá, engravatado.


As promessas de um rooftop

Foi assim que acabei a trocar umas mensagens com um tipo modernaço que, chegado a Portugal da Ucrânia, parecia ter um plano para revolucionar tudo e que procurava uma creative manager para um linguistic project. O plano era criar robots que fingissem produzir conversas. Lá me chamou, achei eu, para uma entrevista. É aqui que entra o rooftop.

Sou um rato

Não há dor maior na vida do que ser rato. Damos amor e recebemos coisa pior do que a indiferença. Por umas vezes, um humano lá finge que é nosso amigo, mas já sabemos que o prato de queijo que nos deixa tem arsénio em cima.

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