

“Quando o meu irmão Oliver Zaciu e eu (Sergio Zaciu) lançámos pela primeira vez o Immigrantfoodie, nunca acreditei que tudo chegaria a isto. Se não sabe, comecei esta página como uma brincadeira. Estava à espera de respostas de candidaturas de emprego na Irlanda e na Alemanha e basicamente pronto para deixar Portugal e aceitar o meu futuro a trabalhar nos escritórios de uma grande empresa de cinema. Talvez Netflix, talvez Imax, talvez Mubi… Seja como for, eu só fingia estar entusiasmado com isso.
Adorava a indústria cinematográfica, mas nunca quis acabar a trabalhar como burocrata nela.
As coisas ficaram realmente interessantes quando o João Marecos e a Catarina Carvalho, da Mensagem de Lisboa, me contactaram há pouco mais de um ano. Propuseram uma colaboração, e eu imediatamente tive uma ideia:
Passei 8 anos a viver em Los Angeles a estudar Produção de Cinema, mas não descobri L.A. através dos filmes. Descobri L.A. através de Jonathan Gold, o crítico gastronómico do LATimes.
Todos os anos, ele publicava a lista Jonathan Gold’s 101 Best Restaurants, um guia da cidade que capturava toda a sua glória culinária, desde Japantown até Little Ethiopia, de Spago a Mariscos Jalisco. Não eram apenas críticas de restaurantes, era um estudo antropológico de L.A. e de todos os seus enclaves étnicos.
Estive com Jonathan Gold uma vez. Estávamos a sair de um cinema em 2016. Ele foi gentil e generoso ao dar-me o seu tempo. Infelizmente, faleceu dois anos depois, mas a sua memória continua viva, e eu quis prestar homenagem ao impacto que teve na minha vida ao publicar a lista ImmigrantFoodie Top 101.
Felizmente, aquilo que começou como uma página no Instagram para partilhar com os meus amigos rapidamente se tornou mega-viral. Burger Champ… Formosa… Ruvida… KAU BBQ… Delphi Cheesesteaks… De repente, tinha mais de 30.000 seguidores. Digamos apenas que fiquei muito feliz por ter recebido aquela carta de rejeição da Netflix!

Achei que isto poderia ser o início de mais um projeto interessante: uma lista anual que capte a cena culinária sempre em mudança de Lisboa e homenageie os chefs, locais e imigrantes, que a tornam tão eletrizante.
Além disso, era uma oportunidade para exercitar as minhas habilidades de escrita. Passei a maior parte dos últimos dois anos a fazer vídeos rápidos e negligenciei o meu amor pela prosa — não sou só argumentista, também fui jornalista de cinema numa vida passada.
Demorei o meu tempo, e a Mensagem foi muito generosa ao esperar enquanto visitava cada restaurante da minha lista de obrigatórios antes de enviar para publicação. Entretanto, a Mensagem candidatou-se comigo a um subsídio da Câmara de Lisboa, e ganhámos! Depois, os patrocinadores começaram a aparecer: de repente, este pequeno artigo único transformou-se num evento.
Não espero que esta lista seja a lista definitiva dos melhores sabores de Lisboa, e tenho a certeza de que a lista do próximo ano será ainda mais vibrante, mas isto é um começo — e um começo empolgante! Espero que gostem da minha escrita e descubram alguns restaurantes novos pelo caminho.
Bom apetite
To read the list in English, go here.

A MENSAGEM CONTA A HISTÓRIA
A Valenciana é a prova de que a tradição sabe mais do que qualquer modismo
Chiveve, uma profecia realizada pela magia dos sabores de Moçambique
A MENSAGEM CONTA A HISTÓRIA
Galeto, tradição lisboeta e o prazer de uma boa refeição até às três da manhã
A MENSAGEM CONTA A HISTÓRIA
Café de São Bento, o restaurante de Lisboa onde o poder se senta à mesa
a mensagem conta a história
A Palestina em Lisboa, Zaytouna é sinónimo de sabor e de resistência

a mensagem conta a história
O Palmeiral, um saboroso presente italiano no coração do Príncipe Real
A MENSAGEM CONTA A HISTÓRIA
Valentina dança com a massa para servir a legítima comida italiana em Lisboa
A MENSAGEM CONTA A HISTÓRIA
Oven: o forno que deu a volta ao mundo para realizar o sonho de Hari
a mensagem conta a história
Joaquim, o caçador de memórias afetivas e a sua cozinha visceral na Taberna Os Papagaios

Para saber toda a história:

O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz une comunidades,
conta histórias que ninguém conta e muda vidas.
Dantes pagava-se com publicidade,
mas isso agora é terreno das grandes plataformas.
Se gosta do que fazemos e acha que é importante,
se quer fazer parte desta comunidade cada vez maior,
apoie-nos com a sua contribuição:


