Há apenas um restaurante em toda a cidade de Lisboa que tem a coragem de alterar completamente a sua cozinha a cada quatro meses, usando ingredientes portugueses para explorar novas gastronomias. Esse restaurante é o Vibe, de Mattia Stanchieri, uma espécie de caverna gastronómica que mergulha na história de um país (ou região) com a mesma pesquisa rigorosa e dedicação incansável de um bolsista de Rhodes.
Isto não é apenas mais um restaurante elegante com um menu arrebatador — é uma experiência que praticamente implora para ser revisitada vezes sem conta, porque funciona com a mesma informalidade efémera de um food festival pop-up.
A ironia, claro, é que o Vibe é, categoricamente, um restaurante de alta cozinha, desconstruindo pratos clássicos e servindo-os em porcelanas feitas por medida. Tudo isto com um espírito lúdico que impede qualquer sensação de pretensão culinária: é fine dining transformado em fun dining.

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