É surpreendente descobrir quão jovens são os sushichefs e sommeliers de saquê que trabalham no balcão do Omakase Ri. Os “miúdos”, como o proprietário Rishav Verma os chama carinhosamente, demonstram um nível de talento que se esperaria encontrar apenas entre chefs veteranos em Tóquio. Mas o que realmente distingue este sushi em cave, servido em menu fixo, de tantos outros omakase de Lisboa é precisamente o seu vigor juvenil.
Aqui, é mais provável ouvir o 36 Chambers dos Wu-Tang Clan a sair das colunas do que a enésima faixa genérica de shamisen, e o balcão em forma de U convida a socializar com os desconhecidos sentados ao lado.
Este não é um restaurante de omakase em Lisboa a fingir ser o requintado espaço de um velho mestre japonês. Pelo contrário: depois de três copos do seu sake flight, é provável que já esteja a acompanhar a sala inteira a cantar “dolla dolla bill, y’all” antes mesmo de lhe trazerem a conta.

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