Quando descobri o Kappo, já não achava que algum restaurante japonês em Portugal pudesse ainda surpreender-me, mas o chef Tiago e a sua equipa comandam um omakase elegante, mas nunca pretensioso; um espaço que redefiniu por completo o que eu esperava deste tipo de experiência.
A comida aqui é divertida, criativa e surpreendentemente farta, com cada momento funcionando como uma evolução natural — desde pequenas provas de marisco cru até cortes inteiros de wagyu em shabu shabu — apenas para culminar na melhor mordida de nigiri queimado a carvão que alguma vez irá provar; uma cascata de iguarias japonesas que vai muito além de um simples corte de otoro de qualidade.
Há muitos restaurantes nesta lista a quem eu daria estrelas Michelin antes dos que atualmente as possuem, mas fiquei absolutamente indignado ao descobrir que o Kappo foi, de alguma forma, ignorado. Isto não é apenas uma das melhores refeições de Portugal, é também um omakase de topo que facilmente se manteria entre os melhores do mundo. Sim, isso inclui Tóquio.

O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz une comunidades,
conta histórias que ninguém conta e muda vidas.
Dantes pagava-se com publicidade,
mas isso agora é terreno das grandes plataformas.
Se gosta do que fazemos e acha que é importante,
se quer fazer parte desta comunidade cada vez maior,
apoie-nos com a sua contribuição:
