Olá, vizinhos!

Hoje queria falar-vos de algo que tem sido interessante e discreto nestes dois meses de Mensagem (sim, são só dois-meses-dois!): a igualdade de género no nosso projeto. Dito assim parece ferramenta de sociólogos, arma de arremesso política. Por estes dias, está outra vez nas notícias, pelas más razões.

No nosso caso, não é uma coisa nem outras. É antes, digamos, a ordem natural das coisas.

Na Mensagem há muitas mulheres a escrever. Artigos – como este, dos cafés que não aceitavam mulheres (provavelmente só uma mulher dava conta desse facto) – reportagens – como a história dos jovens que levaram em mãos o combate à pandemia – e crónicas várias como estas aqui em baixo.

Há mulheres a falar e que são protagonistas de histórias, como a D. Florentina e ou Heloísa Cid.

Há mulheres que são as guerreiras da cidade. Como estas:

Há mulheres a fazer playlists, como a Inês Meneses – que nos deliciou esta semana com esta lindíssima escolha musical da sua Lisboa. 50 canções para ouvir este fim de semana de chuva.

Há mulheres com opiniões fortes, e sobre dois assuntos tão importantes em Lisboa, como a calçada portuguesa e as ciclovias.

O sexo e as ciclovias

Por Tatiana Canas

Há mulheres no Conselho Editorial (embora aí ainda tenha que haver mais). Há mulheres entre os nossos leitores (aí são quase metade/metade).

O que pensar de tudo isto

E há uma mulher na direção… o que significa que tem a habitual tendência de pensar demais sobre as coisas. Sobre o jornalismo que se faz. E perguntando-se a que se devia esta igualdade na Mensagem, chegou a algumas conclusões que podem ser interessantes para um debate sobre o assunto.

A primeira conclusão é que a vida lá fora, a que a Mensagem cobre, em Lisboa, é muito mais igualitária do que a que se passa nos gabinetes – seja da política, seja da economia, institucionais na mesma. E por isso é que dizemos que é a ordem natural das coisas que as mulheres tenham maior presença no nosso projeto do que noutros, jornalísticos. Porque estão lá. Fazem coisas na cidade

A segunda é que há mulheres prontas e dispostas a fazer coisas – desde que o ambiente seja propício a isso. E propício a isso não é menos exigente nem menos profissional. É simplesmente sério e meritocrático. Isto leva-nos à terceira conclusão: a igualdade começa nas nossas cabeças, na forma como olhamos o mundo e como atuamos sobre ele.

Pensem nisto, e até breve.

Catarina Carvalho
Diretora

PS1 – Continuamos a precisar de todo o vosso apoio para este projeto de um jornalismo diferente e próximo. Podem fazê-lo aqui.

PS2 – Em breve anunciaremos as novidades do nosso encontro de leitores de maio – que será dia 5 de maio, já podem marcar na agenda. Estamos a avaliar as condições de segurança face à pandemia.    

PS3 Se ainda não leram, aproveitem o fim de semana para dar uma vista de olhos a esta seleção de artigos que publicámos nos últimos dias. Vejam com especial atenção o artigo publicado em parceria com consórcio de jornalismo de investigação europeu Investigate Europe – ou como a alimentação vendida nos supermercados das cidades europeias muda de acordo com o país.