
Olá, vizinho/a!
Já viu como andam as ruas de Lisboa? Ou tem observado a Jornada Mundial da Juventude apenas através da televisão e do telemóvel?
Confirma-se ao vivo: estão cheias de peregrinos, vindos de todos os cantos do mundo, a erguer quase todas as bandeiras (as dos seus países e as dos seus direitos), ansiosos pelo maior de todos os momentos nesta estadia na cidade: ver o Papa Francisco.
E o Papa Francisco tem mostrado estar atento a uma parte desta Lisboa, aquela parte nem sempre justa para quem faz dela morada: falou do bairro da Mouraria, onde convivem dezenas de nacionalidades (e tantos nas piores condições), e hoje visita o bairro da Serafina e da Liberdade, em Campolide. Lugares que nos inspiram, que até marcaram a nossa Revolução dos Cravos (sabia?)… mas onde a pobreza é atroz. Onde a periferia não é geográfica, porque são centrais, mas sim social.
E onde associações como a Renovar a Mouraria, parceiros da Mensagem, têm feito a diferença.
O Bernardo Peixoto conta-nos hoje como o padre Francisco Crespo, da paróquia que abrange o bairro da Serafina e da Liberdade, esteve sem mãos a medir por este dias. Lado a lado, são os bairros a serem oficialmente visitados pelo sumo pontífice da Igreja Católica.
A paróquia do padre Crespo é uma paróquia ativa, consciente das dificuldades daqueles a quem serve, e com sede de futuro.
Mas poderiam ser outros. Outros bairros, mais ou menos mediáticos, a servirem de visita.
Não para mostrar como são pobres, mas para mostrar como são ricos (é, no outro sentido da palavra): como são casa de jovens inspiradores, aspirantes à seleção de futebol feminina, como a Iara Varela; de homens como o Mauro Wha, que uniu comunidades através de um simples campo de futebol; mulheres como a Emília, considerada “a rainha da cachupa”, que nos arrepia quando bate com as mãos na chabeta, o batuque dela; também Nuno Varela, “o padrinho” de talentos do bairro dele; e a Carla Alves, que tirou o “sem futuro” da definição daqueles que vieram da velha Curraleira e ajudou a dar-lhes uma associação, “Geração com Futuro”; como o Mushu e a Joana, que nos têm ajudado a criar Correspondentes de Bairro no bairro do Rego.
Teríamos tanto mais para acrescentar, tantos mais heróis na cidade.
O que descobrimos esta semana é que há padres em Lisboa que também andam atentos às histórias da cidade e fazem questão que sejam manchete e inspiração para todos os lisboetas – como a Mensagem procura fazer.
Deixamo-lo com a história deste padre jornalista que fundou uma rádio nas traseiras da igreja, em Benfica:
Até à próxima!
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