O Nobel da Paz foi entregue a dois jornalistas. Há anos que se fala de fakenews, de desinformação e afins – e os portugueses são dos mais preocupados com o assunto, segundo os dados da maior sondagem nestes temas, do Reuters Institute – atira-se para todo o lado, para leis, fact-checking, literacia mediática, mas a verdade é que qualquer solução tem de partir de uma base: bom jornalismo.

E como bem explicou Maria Ressa ao longo dos seus anos de luta, há que usar todos os meios ao nosso dispor. A jornalista filipina que partilhou este prémio com o russo Dmitri Muratov, sempre disse que além de sangue (mais para uns do que para outros, sobretudo para ela que esteve presa várias vezes), o jornalismo precisa de suor. E de ideias novas. Foi assim que ela construiu o seu site, independente.

“Jornalismo é construir comunidades de ação. O que as constrói é o jornalismo”, dizia Maria numa entrevista ao Reuters Institute. “É isso que a tecnologia nos permite fazer. É uma conexão direta para construir comunidades. Como é que se fortalece a democracia? De baixo para cima.”

Há muito para refletir nas lições de Maria. Das críticas às grandes plataformas – sobretudo ao Facebook – até ao valor da resistência com um sorriso. Para nós, na Mensagem, interessa-nos esta, a de construir comunidades que mudem as nossas cidades, que mudem as nossas vidas.

Também por isso vem mesmo a calhar o debate que teremos esta quarta-feira, às 18:30, na Brasileira do Chiado. Com Bernardo Correia, diretor-geral da Google em Portugal, Ricardo Ribeiro, do site Fumaça, e Paulo Pena, jornalista do consórcio Investigate Europe, vamos debater os desafios do jornalismo independente e como as plataformas podem interferir (para o bem e para o mal…). Quem quiser assistir pode ainda inscrever-se enviando um email para geral@amensagem.pt. À distância também dá, através da transmissão direta no Facebook.

Lá vos esperamos!

Catarina Carvalho

  

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