Olá vizinha ou vizinho!

Eh lá, que semana agitada e boa! A Mensagem de Lisboa está no Festival Iminente a ser testemunha – e agente (cof,cof,cof) –  desta mudança que acontece na cidade.

– ‘Lá estão eles com as ideias otimistas’, diz o vizinho ou a vizinha. 

E nós respondemos – Sim! 

Porque há uma Lisboa a acontecer, e é ela que se vê através do Iminente, e em tudo o que este festival mostra.

Para isso o mural que Vhils está a construir numa das paredes do recinto é ótima metáfora: uma face humana vai-se desvendando numa parede, por detrás das camadas de cal branca, à medida que o artista intervém, retirando essas camadas.

Como podem ver aqui: 

Há uma cidade de gente por detrás das paredes, e muros. Há um cidade aquém e além do debate fechado do Twitter, e das diatribes políticas – se bem que tudo aqui é bem político, olá se é. 

Como mostram estas conversas:

O que um festival tem a dizer sobre dança urbana, política na comida e mulheres na cidade? São as talks do Iminente

Neste Iminente o que se vê é uma cidade que vive, trabalha e luta. O Festival tem uma ligação a vários bairros que começa um ano antes e vai trabalhando essa relação e aprendizagem mútuas. E é por isso, também, que este lugar, na Matinha, é por estes dias uma cidade como ela devia ser: misturada, diversa e criativa.

Uma cidade em que as diferenças não contam. Aqui, não contam. Lá fora, todos sabemos, contam, e bem. Mas aqui é um lugar de criação, e imaginação onde isso conta menos. Playground é o mote deste ano. Assim seja, o recreio onde atenuamos as nossas dores e fortalecemos as nossas virtudes. 

E aqui, cria-se. Sobretudo cria-se.

Não é só o Vhils. É a Joana a vender os seus hambúrgueres na banca do arraial, é a D. Emilia por detrás da sua cachupa, o Vitor com as suas T-shirts, o Tiago a tentar mudar comunidades com hortas, a Pinny a mudar a dança que se faz, a Mariana a pôr os seus meninos a dançar, também, o Heidir com os seu rapazes do rap, a Dona Margarida a quem o crochet mudou a vida, a Alice a marcar os outros com os seus poemas, o Supelinox, que ninguém sabe quem é, a olhar-nos do seu mistério. E o António e a Carla que juntam as pontas todas. E claro, todos os que trabalham nos bastidores, orgnizando tudo, ou fazendo nascer palcos, pintando paredes. Ou os que cantam, dançam e mostram a sua arte nos palcos e pelo recinto.

E é aqui que nós, na Mensagem, humildemente entramos: para contar todas estas histórias. Para mostrá-las a si, leitor.

Venha connosco! E já agora, venha ao Iminente onde a Mensagem tem a sua redação instalada até domingo – pode ver a programação aqui.

Até lá!

Catarina Carvalho


Chelas, Cova da Moura, Pendão e Portugal Novo mostraram ao ministro a Cultura de Lisboa que poucos conhecem


O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz dantes pagava-se com anúncios e venda de jornais. Esses tempos acabaram – hoje são apenas o negócio das grandes plataformas. O jornalismo, hoje, é uma questão de serviço e de comunidade. Se gosta do que fazemos na Mensagem, se gosta de fazer parte desta comunidade, ajude-nos a crescer, ir para zonas que pouco se conhecem. Por isso, precisamos de si. Junte-se a nós e contribua: