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Há dias em que Filipa demora três horas de casa ao trabalho, do Monte da Caparica até Setúbal. Um percurso que faria em menos de uma hora, caso a disponibilidade financeira lhe permitisse ter um carro. Várias vezes o chefe dela demorou o mesmo tempo do Porto a Setúbal e houve dias em que até chegou primeiro.

O esforço de Filipa é mesmo isto, um esforço: por ter de sair muito cedo e por chegar sempre tarde, esta mulher teve de tomar a difícil decisão de deixar a filha ao encargo dos avós, viver longe dela no dia a dia.

Esta é a história contada no primeiro episódio da série documental que a Mensagem estreia no próximo dia 31 de outubro, o mesmo em que se assinala o Dia Mundial das Cidades. Uma oportunidade para questionarmos: “Cidades para quem?”, a pergunta que deu nome à série.

Assista aqui ao trailer:

https://amensagem.pt/wp-content/uploads/2022/10/TEASER_SERIECIDADESPARAQUEM_MENSAGEMDELISBOA.mp4
Vídeo: Inês Leote

Cinco minutos para falar de direitos (ou a falta deles)

Em episódios de cinco minutos, desenhados para o as redes sociais, onde está hoje grande parte dos leitores, a Mensagem vai esmiuçar a história real dos transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa, analisando o problema com a ajuda de especialistas.

A partir das vidas e exemplos reais.

Partimos de trajetos mais desafiantes para colocar em evidência o que acontece no dia a dia.

E damos rostos às dificuldades de que tanto ouvimos falar diariamente. As falhas no planeamento e na operação ou interligação da rede e dos vários operadores.

Cada episódio questiona se um direito básico está assegurado: como o direito à família, ao trabalho, ao lazer.

Porque, como lembra a especialista em mobilidade Paula Teles, a mobilidade é por si só um direito. “Falamos muito do primeiro direito, o da habitação, mas e o segundo, o direito à mobilidade?”.

Para levar os miúdos à escola, é preciso ir de carro? Como seria mais saudável para as crianças? E os idosos que vivem na periferia das cidades, longe dos serviços de que precisam diariamente? Quem vai à discoteca e precisa de voltar para casa, em São João da Talha, que opções tem? E como é para quem começa o trabalho de madrugada? Porque é que tem de ser tão difícil percorrer o dia-a-dia? Porque é que temos de abdicar de direitos?

Os episódios serão publicados quinzenalmente no site e nas redes sociais da Mensagem.

O primeiro, chamado “Direito à Família”, estreia já no próximo dia 31 de outubro.

Entre os especialistas participantes nesta série estão Paula Teles, formada em Engenharia Civil e Planeamento do território, especialista reconhecida em mobilidade; Carlos Gaivoto, mestre engenheiro em Sistema de Transporte e antigo diretor de planeamento na Autoridade Mobilidade e Transportes de Lisboa; Mário Alves, especialista em transportes e mobilidade, fundador da MUBI – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, entre outros.

Ficha Técnica:
Produção – Catarina Reis e Frederico Raposo
Imagem e edição – Inês Leote

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3 Comentários

  1. Tive de desistir de fazer tratamentos de fisioterapia no IPReumatologia, porque moro perto do cemitério de Benfica e os tratamentos são na Quinta das Conchas.A distância não é grande,mas tinha de apanhar 3transportes,o que implicaria sair de casa ás 13h e regressar as 17,30,cansadissima.Desisti!

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