Olá, vizinhos

Toda a gente tem o seu jardim em Lisboa. Não há nada que fale melhor da cidade de proximidade do que o jardim que adotamos no nosso quotidiano. O meu é o da Fundação Calouste Gulbenkian, e sei que sou uma privilegiada por morar a uma distância dele que consigo percorrer a pé (ou a correr, como tantas vezes faço, pela fresca da manhã ou à tardinha).

Fez-me tanta falta, quando o fecharam, no confinamento. Sei-lhe as cores e os cheiros e as diferenças das estações. A primavera, quando chega, anuncia-se naquela árvore de flores branquinhas e depois declara-se nos patos que seguem as mães. Este jardim, que tem a marca de Gonçalo Ribeiro Telles, não é só meu: diz muito a todos os lisboetas e não deve haver um que nunca tenha namorado nos seus recantos.

Falo-lhe de jardins porque esse será o tema do nosso encontro de quinta-feira, às 18:30 – ainda por Zoom, a partir da Brasileira. Não vamos falar de jardins como o da Gulbenkian… se bem que, por que não? Na verdade, vamos falar, basicamente, do que os leitores presentes no encontro quiserem falar. Tragam-nos as vossas sugestões de jardins escondidos, e as vossas histórias de jardins voluntários. Lembrem-nos as árvores mais bonitas. E as flores que precisam de ser protegidas.

Desta vez, vamos ter mais companhia, e uma companhia de luxo. Convidados especiais, ao vivo, gente que foi protagonista das nossas histórias com jardins, que foram das que mais leituras tiveram, e que vão estar disponíveis para esclarecer dúvidas, responder a questões e contar as suas curiosas aventuras.

Vai estar o jardineiro Nuno Prates, que criou um jardim num canteiro da sua rua que mudou as regras municipais, e Leonardo Rodrigues que relatou a incrível história da D. Florentina e com ela ganhou paixão pelo verde – e agora andam ambos a espalhar jardins pela cidade, depois da reportagem da Mensagem. Também estará presente Rosa Casimiro, ativista da Plataforma em Defesa das Árvores; e Filipa Taipina, a moradora do Parque das Nações que trepou às árvores em frente ao seu prédio para as proteger. 

Vamos portanto, falar de jardins. A inscrição pode ser feita aqui. Tragam os vossos para trocarmos experiências!

E, como sempre, um lembrete para que o nosso jornalismo, de lisboetas para lisboetas só pode ser feito consigo. Dê a sua contribuição, aqui.

Até quinta!

Catarina Carvalho


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