Olá, vizinhos!

Bôu sta dretu?

Esta expressão em crioulo serve para anunciar aos que ainda não deram por isso que a partir desta semana temos jornalimo em crioulo na Mensagem – e o padrinho é o Dino D’Santiago. Será a primeira vez – que haja registo – num orgão de comunicação social em Portugal e estamos muito orgulhosos.

Leiam aqui o primeiro artigo (também traduzido em português):

E aqui a crónica do Ferreira Fernandes homenageando os crioulos da vida dele, entre Luanda e Lisboa:

Crioulos nossos

Crónica de Ferreira Fernandes

Razões do nosso orgulho: unir as comunidades da cidade, dar-lhes visibilidade e ajudar os nossos leitores a descobrir os seus recantos. Mas há mais: o crioulo, ele próprio, une em vez de separar, e é por isso, como língua e cultura misturada, que é uma rama contra o racismo.

Há muito que o crioulo é falado por toda a Lisboa, cidade porto de pessoas que vieram de Cabo Verde e Guiné Bissau, e na sua música ganhou uma preponderância especial. Agora também tem jornalismo.

Para este projeto ganhámos uma bolsa de 12 mil euros do projeto Newspectrum, que nos permite pôr o projeto de pé. Tivemos a parceria com a Lisboa Crioula. E teremos a Karyna Gomes, jornalista guineense de origem cabo-verdiana, a coordenar os trabalhos.

Sigam-nos em mais esta aventura. Podem ver aqui e aqui os ecos do projeto na imprensa portuguesa. E hoje à noite, no jornal das 20 da TVC – televisão de Cabo Verde.

Para os subscritores da nossa newsletter semanal, um artigo exclusivo, sobre o crioulo em Lisboa:

A origem do crioulo, e a sua importância em Lisboa, a mais crioula das cidades europeias

E tenham um ótimo fim de semana! Ou adás, como preferirem!

Catarina Carvalho

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