Olá vizinhos e vizinhas,

Hoje quem dá o recado sou eu, Álvaro Filho, o jornalista brasileiro da Mensagem. Um brasileiro como tantos outros milhares a viver em Lisboa e que, no último domingo, saíram de casa para exercer a sua cidadania nas eleições presidenciais do Brasil.

Desde já: desculpem-nos pelo barulho. Mas para nós, a democracia, como o futebol e o carnaval, também é uma festa.

Esta é uma eleição importante, não só para o Brasil, mas também para Portugal, onde os brasileiros são a maior comunidade imigrante (cerca de 252 mil residentes), e principalmente para Lisboa, o maior colégio eleitoral brasileiro fora do Brasil, com os cerca de 45 mil eleitores.

Importante também porque o resultado das urnas pode influenciar o fluxo migratório de brasileiros para Portugal.

Entrevistei a socióloga Thaís França, investigadora do ISCTE, que alertou para o facto de a última das quatro vagas de imigração de brasileiros ter sido a primeira em que a insatisfação com o cenário político no país surge como um dos principais motivos.

Leia-se: insatisfação com o governo Bolsonaro.

O que na minha opinião, é um motivo justíssimo para não se querer estar no Brasil.

E por falar em minha opinião, deixei-a bem clara numa crónica na qual confesso o meu voto e o porquê de não ser possível manter uma imparcialidade jornalística quando tanto está em jogo no meu país.

Inclusive, em jogo a democracia que (ainda) nos faz felizes.

Os brasileiros fizeram fila em Lisboa para votarem nas eleições presidenciais do país.

Apesar de importante para brasileiros e portugueses, nem só de eleições brasileiras andamos a falar:


Nascer

em Lisboa

Por: Maria do Rosário Pedreira

Dez pessoas no comboio

Por: Ana Bárbara Pedrosa


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