
Olá, vizinha ou vizinho
Deixe-me apresentar-lhe o Hugo, a Inês, o Ruben, a Fernanda, o Gonçalo e a Carolina. São os nossos novos vizinhos. Todos nascidos e criados no bairro do Rego, ali nas Avenidas Novas, em Lisboa, vão participar no projeto Correspondentes de Bairro – e daqui a uns tempos estarão a fazer histórias que vai querer ler.

Ontem foi uma festa, na Associação Passa Sabi, no bairro do Rego, nossos anfitriões neste projeto. Foram eles que selecionaram os jovens que vão trabalhar connosco numa formação a longo prazo que vai passar por assuntos do dia, por técnicas de narrativa, por contar de histórias… A parte das fake news vai ser dada pelo Paulo Pena, jornalista e especialista no tema, autor do livro Fábrica de Mentiras.
Aqui estivemos num encontro de vizinhos para o qual convidámos:
- Rogério Roque Amaro – economista, académico e dinamizador comunitário
- Israel Paródia – estudante de medicina, jovem e dinamizador da comunidade cigana
- Joana Mouta – coordenadora da associação Passa Sabi
- Karyna Gomes – jornalista na Mensagem e cantora
E depois houve cachupa e conversa com muitos dos nossos convidados, entre eles representantes de todos os partidos na Câmara Municipal de Lisboa.

Estes jovens estão distantes do mundo mediático e jornalístico. Claro que acedem às notícias pelas redes sociais – como a maioria dos jovens de todo o mundo (foi isso mesmo que o último estudo do Reuters Institute, realizado em março, mostrou – “para os jovens, as notícias não são apenas digitais, são sociais”).
Que efeitos sociais é que isto tem? Para eles o que é o jornalismo?
Algo distante, que raramente espelha as suas preocupações, habituados a morar num bairro tantas vezes fora do radar das preocupações do resto da cidade e dos media.
E para si? Sente o mesmo?
E se o jornalismo fosse uma arma que todos podiamos usar para “ter uma voz mais forte”?
Inspirado nas tendências do jornalismo comunitário, criámos este projeto.
A iniciativa ganhou uma bolsa do Programa Cidadãos Ativ@s/EEAGrants, fundo gerido em Portugal pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação Bissaya Barreto ao qual a Passa Sabi e a Mensagem concorreram. São coordenadoras do projeto Joana Mouta, da associação Passa Sabi, Catarina Carvalho e Catarina Reis, respetivamente diretora e jornalista da Mensagem.
Serão eles os contadores de histórias. Das suas histórias. Todas estas histórias – editadas e curadas – serão publicadas na Mensagem de Lisboa. Histórias que ninguém conta e que estão normalmente afastadas dos media tradicionais. Histórias de Lisboa que é a nossa casa.
E por falar nisso, vejam esta imagem.

Esta é uma imagem da aula que Ricardo Belo de Morais deu sobre a Lisboa de Fernando Pessoa, na primeira sessão da Mensagem no El Corte Inglês – um ciclo sobre a cidade cuja próxima sessão será a 11 de novembro, com Rui Tavares, e a seguinte a 14 de dezembro, com Ferreira Fernandes.

Foi sala cheia para uma hora e meia de uma história cheia de pormenores esquecidos da cidade como os cafés do Rossio, os escritórios, as casas e a Brasileira do Chiado, claro, frequentadas pelo maior poeta lisboeta.
Inscreva-se nos próximos e venha aprender como nós aprendemos também!
Até para a semana
—Catarina Carvalho
A Rua da Prata esteve fechada ao trânsito e aberta às pessoas. E se ficasse com menos carros para sempre?
Fernando Pessoa, A. Crowley e o mistério da Boca do Inferno – a BD
Por: Nuno Saraiva e Ferreira Fernandes
Lembram-se as duas
Crónica de Ana Bárbara Pedrosa
Pedir desculpa pelo esclavagismo não devia ser feito de forma amena e imprecisa
Crónica de Vasco M. Barreto e Ilustração de Lia Ferreira

O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz une comunidades,
conta histórias que ninguém conta e muda vidas.
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