Foto: Rui Martins

Oslo e Lisboa são duas capitais europeias com culturas e climas muito diferentes: enquanto Oslo tem invernos rigorosos e verões relativamente amenos, Lisboa desfruta de um clima mediterrâneo, com verões quentes e invernos suaves. Oslo destaca-se pelo elevado custo de vida e salários, sendo, de facto, uma das cidades mais prósperas da Escandinávia, enquanto Lisboa oferece um custo de vida mais acessível aos turistas do norte da Europa e é famosa pelo seu património histórico, gastronomia e tradição cultural.

Ambas as cidades têm um forte sentido de identidade e atraem residentes e turistas por diferentes razões: Oslo pelo estilo de vida escandinavo e proximidade com a natureza, e Lisboa pela sua hospitalidade, clima e património histórico.

Já falei aqui do que podemos aprender com Berlim. E Oslo?

Restauração:

Não existe uma cultura de “alimentação” na Noruega como em Lisboa, por isso, a quantidade de restaurantes, cafés e pastelarias na capital nórdica é muito menor do que em Lisboa: um pouco mais de 5 mil contra perto de 1500 em Oslo. E isto apesar da capital norueguesa ter mais 200 mil habitantes que Lisboa.

Os restaurantes são, com efeito, relativamente raros na capital norueguesa, ao contrário do que sucede em Lisboa, nem a cozinha norueguesa merece especial destaque sendo, contudo, relativamente numerosos os restaurantes étnicos, especialmente nos bairros de maior imigração.

Foto: Rui Martins

Imigração:

Quem entra nos estabelecimentos comerciais em Oslo depara-se, desde logo, com duas diferenças com Lisboa: os empregados são – praticamente todos – de nacionalidade norueguesa e os imigrantes são extremamente raros em posições de atendimento ao público (já são mais frequentes em backoffice ou nas cozinhas). Isto não é produto de políticas definidas ou de algum tipo estrutural de racismo, mas resulta do facto de o domínio da língua ser – como em Portugal – um requisito essencial nestas posições: a maioria dos imigrantes não domina a difícil língua norueguesa (como sucede em Portugal com os imigrantes lusófonos do Brasil e de África), o que os afasta, automaticamente, do sector.

A Noruega tem um conjunto bastante alargado de políticas que incentivam os imigrantes a procurar qualificações que correspondam às necessidades do mercado, sendo a sua presença comum nos sectores da construção, limpeza assim como nos cuidados de saúde e a idosos.

Por outro lado, na sociedade norueguesa, é tradicional que os jovens trabalhem em regimes de part-time em lojas, supermercados e pastelarias depois das aulas criando uma vantagem competitiva quando procuram o seu primeiro emprego.

Também a proteção legal ao trabalhador é bastante extensa na Noruega, assim como os níveis de remuneração: o salário médio/hora para empregados de restauração em Oslo é de cerca de 180 Coroas (NOK), o que equivale aproximadamente a 16 euros. Já em Lisboa, o salário médio por hora no setor de restauração é algo à volta dos 8 euros. De sublinhar que o salário médio por hora na Noruega é de aproximadamente 37,16 euros, enquanto em Portugal é de apenas 8,78.

Estes factores combinados fazem com que a proporção de nacionais nestes empregos seja muito maior do que em Lisboa.

Ecopontos:

Em zonas, por exemplo, junto à sede do Partido Trabalhista (onde se realiza regularmente uma feira), existem mais de dez contentores de separação de resíduos. Junto a estes havia um único saco de plástico com resíduos. Em Lisboa, a situação é muito diferente… Todo o piso da praça estava limpo apesar de existirem – por toda a cidade – muitas folhas de árvores.

A rede de ecopontos é relativamente diminuta tendo apenas 40 “estações de reciclagem” de vários tipos sendo móveis 18 (o conceito “ecopontos móveis” que também existe em Lisboa ainda que sejam apenas 3). Quanto aos contentores de outros tipos em Lisboa existem mais que em Oslo: 433 de vários tipos (desde vidrões a ecopontos e ecoilhas enterradas). Isto significa que o essencial dos contentores de resíduos de Oslo estão nos prédios e, sobretudo, nos seus espaços e jardins interiores (comuns em Oslo) e não, como sucede em Lisboa, no passeio e espaço público.

O essencial da recolha de resíduos (com taxas muito superiores às de Lisboa) é realizada nas famílias em sacos de cores diferentes por tipo de resíduo e que são colocadas em contentores guardados nestas zonas privadas dos prédios.

Existem variantes de acordo com as ruas e bairros, mas, por regra, resíduos alimentares, plástico e diversos são recolhidos 3 vezes por semana e o papel 1 vez. Em Lisboa, a recolha de resíduos indiferenciados é realizada à segunda, quarta e sexta-feira, a recolha das embalagens é realizada à terça-feira e aos sábados e a recolha do papel é realizada à quinta-feira.

Os contentores de resíduos fora dos prédios habitacionais são raros a qualquer hora e não encontramos nenhum na rua durante o dia (ao contrário do que sucede em Lisboa) nem mesmo nos bairros mais pobres.

“Monos” e resíduos de obras:

São raros os sacos com resíduos de obras (em várias horas de caminhadas apenas encontrei um) sendo estes recolhidos em contentores fechados (os de Lisboa são abertos). Em Lisboa, por contraste, é possível encontrar resíduos de obras na rua durante meses (como acontece no começo da Av. Guerra Junqueiro).

Os moradores de Oslo podem entregar o seu lixo doméstico até 20 vezes por ano, sem custos, em 5 “grandes estações de reciclagem”, incluindo-se nesta definição móveis, resíduos de jardim e de restos de pequenas obras. Pontualmente, o município coloca pela cidade pequenas estações móveis.

Para recepção destes resíduos o município obriga a um registo através da plataforma online da cidade (o “GjenbruksID”) o que permite contabilizar e medir com precisão a quantidade e frequência destas entregas.

As recolhas de grandes volumes de resíduos e os eventos que geram muito lixo não são recolhidos pelo município (como sucede em Lisboa) mas, sempre, por empresas privadas. Os resíduos gerados por empresas são entregues por estas nas mesmas estações de recolha, mas têm que ser pagas.

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Resíduos urbanos:

Os sacos de lixo em caldeiras de árvores ou esquinas comuns em Lisboa são totalmente inexistentes em Oslo, algo onde o contraste com Lisboa é gritante. As papeleiras são todas cilíndricas e de mais de 100 litros estando independentes dos candeeiros (como sucede em Lisboa) e são numerosas nos locais onde há concentração de pessoas.

Existe um grande número de papeleiras electrónicas em Oslo: abrem-se com um pedal (permitindo o uso de apenas uma mão) e são alimentadas a painéis solares como sucede em Lisboa mas em modelos de menor capacidade e em muito menor número (no Areeiro, por exemplo, não existe nenhuma).

Os resíduos alimentares separados pelos habitantes de Oslo em sacos verdes são aproveitados como fertilizantes para quintas agrícolas sustentáveis na Noruega oriental. A separação, contudo, não é perfeita, estimando que cerca de metade dos resíduos alimentares acabem nos sacos de resíduos indiferenciados.

Os noruegueses produziam em média 40 kg de desperdício alimentar por pessoa/ano, o suficiente para fertilizar 160 km2 de campos agrícolas.

Em Lisboa sabe-se que os resíduos florestais têm alguma reutilização em Monsanto, mas não é nítido em que percentagem nem qual é a escala do aproveitamento sendo, contudo, certo que a cidade não exporta nem reutiliza esses resíduos vegetais (e muito menos os alimentares) para a produção e venda deste tipo de fertilizantes como faz Oslo.

Vidrões:

Existe uma rede própria – separada – de vidrões em Oslo. São visualmente muito menos apelativos do que os de Lisboa e muitos têm tags que parecem ser limpas com pouca frequência.

Algumas papeleiras têm estruturas metálicas laterais que são usadas para depositar garrafas de vidro e latas que depois os serviços do município recolhem para futura reciclagem. Nada semelhante existe em Lisboa.

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Tags e lixo gráfico:

São inexistentes nas ruas mais populares (e nunca vi nenhuma equipa de limpeza), mas existem muitas “assinaturas” em equipamentos de mobiliário urbano – caixas de distribuição de electricidade e bancos.

Nas zonas mais escuras (por exemplo, nos corredores e túneis que ligam os bairros mais pobres às zonas comerciais) existem paredes inteiras cobertas de tags e a limpeza parece ser nula ou muito deficiente.

Foto: Rui Martins

O lixo gráfico em paredes de prédios particulares é extremamente raro, ao contrário do que acontece em Lisboa.

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Casas de banho públicas:

Comparando Oslo e Lisboa no que diz respeito às casas de banho públicas, observamos que, em Oslo, as casas de banho públicas são modernas, estão melhor distribuídas, nomeadamente em parques, centrais de transporte e nas ruas mais movimentadas.

Foto: Rui Martins

Em Lisboa, existem sanitários públicos, mas são menos frequentados e existe maior dependência dos estabelecimentos privados, como cafés e centros comerciais. O acesso – em ambas as cidades – é pago, mas em Oslo os preços são mais altos (geralmente entre 5 a 10 NOK, ou 0,50 a 1 euros), enquanto que, em Lisboa, o custo é menor.

Oslo investe mais do que em Lisboa em sanitários públicos de limpeza automática e associados a empresas de publicidade, que funcionam durante todo o ano.

Trânsito:

O trânsito é praticamente inexistente na zona central com excepção de transportes públicos, táxis, bicicletas (algumas de plataformas mas em muito menor quantidade do que em Lisboa) e pequenos veículos eléctricos que abastecem as lojas da cidade. O ruído rodoviário é praticamente inexistente (quase todos os veículos são elétricos) e o condutor norueguês não tem hábito (ao contrário do luso) do uso da buzina.

O acesso automóvel ao centro de Oslo é bastante restrito, com políticas focadas em reduzir o trânsito e promover alternativas mais sustentáveis, tais como transportes públicos e o acesso pedonal.

No centro da cidade encontramos várias áreas totalmente fechadas ao tráfego automóvel, sobretudo nas zonas de maior concentração de peões e comércio. Estas zonas foram pedonalizadas e são muito frequentadas ao fim da tarde pelos noruegueses.

Oslo usa um sistema de portagens para regular o acesso de veículos ao centro, com taxas que variam de acordo com o horário do dia, sendo mais altas durante horários de pico. O objectivo deste sistema é o de desincentivar o uso do carro e reunir fundos para financiar os transportes públicos e outras iniciativas ecológicas. Nada parecido existe em Lisboa.

Estacionamento:

O acesso automóvel ao centro de Oslo está severamente condicionado, mas os moradores (que não são muitos, dado que a maioria dos edifícios são de escritórios ou comerciais) têm ao seu dispor vários e amplos silos automóveis (como o da “Onepark”) com modernos e flexíveis sistemas de pagamentos. Eles, contudo, estão em regra vazios. O mesmo sucede em Lisboa, embora na capital portuguesa a regra continue a ser o estacionamento na rua, ocupando duas faixas de estacionamento por cada arruamento.

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Passadeiras:

São muito bem mantidas e em alguns locais da cidade são permanentes usando cores diferentes de piso. Em nenhuma passadeira de Oslo se regista a deficiente manutenção/pintura como é relativamente comum acontecer em Lisboa (uma competência das juntas).

Transportes públicos:

A intensidade da sua frequência é extraordinária, especialmente a dos eléctricos. A rede de eléctricos é generosa e a de autocarros (totalmente electrificada) complementa-a assim como a do Metropolitano. A zona central de Oslo é extraordinariamente desprovida de trânsito automóvel desde que o município decidiu impedir o acesso por veículos particulares sendo apenas vistos veículos das plataformas e táxis para além de muitas bicicletas e trotinetes e uma grande quantidade de transportes públicos.

A rede de transportes públicos (a “Ruter”) é muito densa e os bilhetes podem ser comprados online – sem papel -, não havendo validadores nos veículos (embora existam inspectores). Os autocarros são muito pontuais e existem painéis electrónicos em algumas as paragens que indicam as linhas e os tempos estimados de chegada.

Em Lisboa existem alguns painéis mas menos sofisticados e os atrasos da Carris são a regra. Em caso de atrasos superiores a 20 minutos, quando este é atribuível à empresa, o utente recebe 75 euros de créditos para gastar em táxis.

Existem bilhetes para bicicletas nos autocarros mas a sua admissão é gratuita em julho e fora das horas de ponta.

Foto: Rui Martins

Paragens de transportes públicos:

Como em Lisboa, existe também uma concessão a uma empresa privada. Também têm sistemas de carregamento de telemóveis por porta USB mas os bancos são de madeira, mais largos e muito mais confortáveis e, sobretudo, situados sempre à mesma altura, que os infelizes bancos instalados pela JCDecaux em Lisboa.

Foto: Rui Martins

Alguns têm grandes painéis electrónicos com mapas, linhas e paragens e todos têm iluminação, assim como painéis digitais que indicam a hora de chegada do próximo veículo. Como em Lisboa, têm publicidade comercial em painéis digitais (da “Clear Channel”). Algumas paragens têm os mesmos bancos de encosto (que também surgem nas estações de comboios) que a JCDecaux instalou em algumas paragens (por exemplo, na Av. Manuel da Maia).

Rede de bicicletas partilhadas:

As estações são numerosas (algumas estão dentro do alcance visual umas das outras), todas têm dois mupis da “Clear Channel”, assim como painéis digitais informativos, contrastando aqui – vivamente – com as estações GIRA de Lisboa.

Foto: Rui Martins

Trotinetes partilhadas:

Existem vários operadores em Oslo, mas não existem locais dedicados, sendo comum encontrar trotinetes nos passeios e vias. Em Lisboa existem estes locais e, após um acordo de março de 2024, este parecia estar a ser cumprido para, recentemente, o estacionamento de trotinetes voltar a ser caótico.

Foto: Rui Martins

Ciclovias:

A cidade de Oslo é provida de uma extensa e interligada rede de ciclovias que utilizam as laterais das vias libertadas do estacionamento automóvel nas zonas mais centrais da cidade norueguesa. A ciclovia é geralmente repartida em duas na direcção do trânsito e pintada com tinta abrasiva vermelha. Não existem as “vias partilhadas” que, em Lisboa, na prática nunca passaram de uma declaração de boas intenções.

A utilização de bicicletas durante os dias de semana em Oslo aumentou 39% nos últimos dez anos, tendo o número de acidentes caído 47% desde 2014.

Foto: Rui Martins

A cidade começou a investir seriamente na rede ciclável em 2015, tendo construído mais de 155 km de ciclovias desde então.

Uma avaliação realizada por uma consultora estimou um ganho de 331 milhões de euros em efeitos sócio-económicos em virtude desta estratégia de mobilidade da capital norueguesa. O aumento da actividade física entre os residentes da cidade representa o maior benefício para a sociedade, juntamente com a redução dos custos com acidentes e o aumento da segurança para os usuários das vias. A maior despesa é a construção e melhoria das ciclovias, além da operação e manutenção da rede de ciclovias.

Passeios:

Não existe calçada: nas zonas mais comerciais e de maior intensidade pedonal (a qual em Oslo é efectivamente muito intensa nas avenidas comerciais depois das 1700) a opção é o recurso a lages de pedra tratadas para não serem escorregadias (como sucede nas lages da Baixa pombalina) ou de um agregado abrasivo. Nas zonas mais populares e menos comerciais a opção foi pelo cimento. Em ambos os casos não é raro encontrar danos no piso indicando que a manutenção deste pavimento pedonal está longe da perfeição. Os danos parecem provocados por veículos pesados que atravessam essas zonas do pavimento (como sucede, aliás, frequentemente também em Lisboa).

Os passeios são largos – especialmente nas zonas comerciais – e sem as depressões que caracterizam a calçada (mesmo a bem mantida) em Lisboa sendo o seu uso fácil mesmo para quem se desloca em cadeira de rodas.

Foto: Rui Martins

Todos os passeios são rebaixados e com guias para cegos (com alvéolos nas zonas que imediatamente precedem a zona de atravessamento) que, por vezes, se prolongam pela via pedonal. O mesmo tipo de guias existem também nas estações de metropolitano e comboio que servem a cidade de Oslo numa densidade que é sensivelmente idêntica à de Lisboa nas grandes vias comerciais mas melhor nos bairros residenciais.

A maior parte das superfícies comerciais tem rampas de acesso elevadas em betuminoso numa aplicação nem sempre perfeita, mas constante.

Todos os semáforos – sem excepção – têm grandes botões de interrupção para o verde e sinalização sonora.

Bancos nas ruas:

Existe uma grande quantidade de bancos nas ruas, praças, árvores, jardins e até em torno de fontes. Todos estão imaculadamente preservados e pintados. Uma minoria tem lixo gráfico (“tags”) e a regra dominante parece ser o uso de estruturas em pedra nas zonas mais frequentadas e a opção por bancos de madeira e metal no resto da cidade.

Foto: Rui Martins

Nas zonas comerciais há muitos bancos e nas ruas que foram pedonalizadas há células de bancos de madeira ou blocos de cimento cobertos de madeira acompanhados de floreiras e, em alguns casos, árvores.

Foto: Rui Martins

Pilaretes:

São extremamente raros em Oslo, tendo-se optado pela instalação de floreiras com plantas de baixo consumo de água e manutenção junto às vias de trânsito.

Zonas pedonalizadas:

As ruas mais comerciais foram pedonalizadas com uso de lajes, mas mantendo uma separação passeio-rua para acesso por parte de veículos de cargas e descargas.

Em algumas destas zonas foram abertos corredores de plantas de baixo consumo de água.

Foto: Rui Martins

Lojas:

Praticamente todas as lojas estão abertas nas zonas comerciais. Em algumas zonas dos bairros mais pobres regista-se uma quantidade apreciável de lojas com aparência de estarem encerradas há muito tempo.

Os centros comerciais fecham cedo, alguns pelas 17:00 e muitas lojas fazem o mesmo funcionando das 10:00 às 17:00. A abertura ao sábado é mais condicionada (frequentemente entre as 10 e as 18:00 e ao domingo ocorre ainda em horários mais reduzidos, quando ocorre, o que é raro).

Esplanadas:

As esplanadas em estruturas definitivas (p.ex., as do McDonald’s da Av. de Roma e de muitos cafés nas Avenidas Novas) são raras em Oslo, privilegiando-se mesas e cadeiras amovíveis separadas do pavimento por floreiras (que, ao contrário de Lisboa, usam plantas verdadeiras e não de plástico).

Foto: Rui Martins

Iluminação pública:

Dominada por LEDs e está toda em funcionamento com excepção de algumas zonas onde decorrem intervenções no subsolo. A regra da iluminação (há zonas onde é insuficiente) parece ser o uso de candeeiros que ficam no meio da rua, apoiando-se nos cabos da numerosa rede de eléctricos de Oslo.

A iluminação pública em Oslo é acendida pelas 17:00, mais cedo em Lisboa, devido ao facto de anoitecer mais cedo nestas latitudes. Há zonas onde – por erro – está acesa durante todo o dia. Todos os candeeiros já usam sistemas LED.

Painéis Digitais e Mupis:

Não existem, simplesmente, painéis digitais de grande formato na cidade. Existem mupis digitais (nenhum em papel e nenhum em pilares como vemos em grande profusão em Lisboa). As estações da rede de bicicletas partilhadas têm dois cais (esse contrato serve para as financiar). Mas a JCDecaux está presente (com monolitos negros idênticos aos de Lisboa) em todas as estações da rede ferroviária norueguesa.

Jardins:

Oslo tem poucos pequenos parques, mas conta com grandes jardins públicos, muitos criados entre o século XIX e XX. Esses espaços, como o Frognerparken com esculturas de Vigeland e o Slottsparken ao redor do Palácio Real, são marcos culturais e históricos.

Esta comparação entre Oslo e Lisboa mostra contrastes notáveis em diversos aspectos urbanos e culturais, desde o clima até à organização do espaço público e gestão de resíduos.

Enquanto Oslo se destaca pelo seu foco em sustentabilidade e eficiência, com políticas rigorosas de mobilidade e reciclagem, Lisboa demonstra ter muito a aprender com o exemplo desta cidade nórdica.


Rui Martins

Rui Martins nasceu em Lisboa, numa Rua da Penha de França, num edifício com uma das portas Arte Nova mais originais de Lisboa. Um ano depois já tinha migrado (como tantos outros alfacinhas) para a periferia. Regressou há 18 anos. Trabalha como informático. Está ativo em várias associações e movimentos de cidadania local (sobretudo na rede de “Vizinhos em Lisboa”).

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