O que faz um jornal dos lisboetas quando toma posse um novo presidente? Pois fizemos o que fazemos desde início: reunimos a comunidade – desde o Conselho Editorial às pessoas que descobrimos ao longo destes meses, e fazem mexer a cidade – e debatemos o que poderia ser Lisboa. Como pode o novo ciclo começar com o pé direito? – perguntámos a uma série destas pessoas, atores nesta urbe, que pensam, gostam da cidade, e agem para mudá-la, todos os dias. E pedimos-lhes que nos mandassem ideias.

Chegaram-nos muitas. Ideias práticas e sonhos. Modos de fazer e de planear. Políticas – e menos. Todas são conselhos que qualquer autarca gostaria de ouvir.

Agora, Carlos Moedas, também são seus. Poderá usá-los para uma melhor cidade.


Joana Mouta: “Que o seu privilégio esteja à disposição dos outros. Esteja atento aos detalhes e promova a cultura do erro.

“Carlos Moedas,

Antes de mais, parabéns pela conquista e pela confiança que depositaram em si, de fazer a diferença. Deram-me a oportunidade de lhe deixar notas sobre o que gostaria que se lembrasse agora que assume esta tão nobre tarefa em nome de todos nós. Aqui vai:

Joana Mouta, dirigente da Associação Passa Sabi, ativa na mobilização, dinamização e valorização da comunidade do Bairro do Rêgo.
  • 1. Que o seu privilégio esteja sempre à disposição dos Outros.
  • 2. Que esteja sempre descentrado de si, dos seus e da sua elite. Não são representativos da Cidade que liderará doravante. Os que o rodeiam correram uma corrida de longa distância. Lisboa real corre uma corrida de obstáculos. 

Não é a mesma coisa. E, não se vivendo isso, é mais difícil estar consciente dessa realidade. Importa tornar isso presente, consciente, a todos os momentos, sem excepção.

Tem essa responsabilidade reforçada pela mundividência e legado de humanidade que transporta consigo.

Ainda mais:

  • 3. Importa estar atento aos detalhes.

A quem afecta directamente os assuntos que estão a ser discutidos e as decisões tomadas e garantir que as pessoas visadas estão sentadas na mesma mesa e com a oportunidade efectiva de participar nas soluções que lhes tocam.

Importa mais do que não discriminar, mais do que não maltratar, mais do que não incluir, importa notar, reparar, olhar nos olhos, cumprimentar, ouvir, ver no outro um eu igual. A todo o momento.

4. É a indiferença que mata, fere, nos distancia da nossa essência. O não procurar entender. O não notar quem falta ouvir, ver em certas salas, palcos, cargos, equipas.

5. Exija da sua equipa e dos corpos de trabalho da câmara, a mais alta qualidade de trabalho, de entrega, de dedicação. Promova a formação e actualizações contínuas. Evoque o privilégio do serviço público enaltecendo quem o faz com o brio e a precisão de um neurocirurgião: não basta fazer os mínimos. Há que promover superação de potencial porque só assim evoluímos. Todos. Juntos.

6. Garanta sistemas de avaliação e prestação de contas a todos os que possa. Avaliar, corrigir, melhorar é necessário e constrói-se de forma mais sólida quando se assume os erros e se procuram evoluir.

7. Promova a cultura do erro e do fracasso. É a negação de erros imensos e o orgulho que criam Torres de Marfim que contrariam a missão da Política.

8. Procure todas as áreas sociais: de educação, saúde, assistência social, desenvolvimento comunitário, fomento da cultura, inovação e criatividade, onde os holofotes estejam desligados há muito tempo e onde falte fazer melhor, especialmente se não servir a maioria e se disser respeito a minorias, grupos mais vulneráveis, mais para trás na corrida. A equidade assim o exige.

9. Procure os parceiros certos para os mais diversos temas, conte com as associações das comunidades, com os grupos de vizinhos, com as comissões sociais, com os grupos de pais e com todos estes ‘pequenos’ grandes corpos da massa crítica e sociedade civil que se movem altruisticamente pelo Bem, pelo Melhor.

Exija a mesma retidão de valores dos grandes parceiros institucionais que se esquecem muitas vezes das suas missões primárias e para as quais têm verbas nacionais: como Juntas de Freguesia, Santa Casa da Misericórdia, Gebalis, Fundações, etc,…

Bem, teria muitas coisas mais e sei que será um esforço hercúleo mas garanta que o faz valer a pena, pela diferença.

Espero que consiga fazer mudanças de fundo e aprofundar  e integrar o envolvimento social em toda a evolução tecnológica, de mercado ou de capital que tenhamos a ver. Todas elas fazem falta. Mas nenhuma importa, sem a primeira. Espero que as pessoas sejam sempre a sua prioridade. Boa sorte!”

Leia mais sobre o que faz a Joana Mouta, aqui.


João Seixas: “Faça uma estrutura de visão estratégica para 2050 e promova a participação das pessoas da cidade

“Lisboa necessita de muito mais do que ‘uma ideia’, ou mesmo um conjunto de ideias. Necessita de uma estrutura, sólida e democrática, de construção de políticas.

João Seixas, geógrafo, professor da NOVA-FCSH e especialista em cidades

A cidade tem desafios complexos e decisivos diante de si. Esta década vai ser vital em campos como as alterações climáticas, a transformação dos modelos económicos e produtivos, o fomento de habitação acessível, o combate às desigualdades e à segregação.

A compreensão e a governação destes desafios vão necessariamente exigir uma ampliação do exercício da política na cidade.

Será necessário desenvolver uma estrutura de visão estratégica para, pelo menos, 2050. E para as várias escalas da cidade, de cada bairro à metrópole.

Uma visão pensada, debatida e partilhada com as pessoas.

Hoje em dia, a complexidade da cidade não se coaduna com qualquer tipo de despotismo iluminado. Não chega achar que se sabe o que a cidade precisa. Sobretudo quando tanto está a mudar, e tem de mudar, e as pessoas necessitam de compreensão, de envolvimento e de inclusão. Inclusão social e inclusão política.

Por sua vez, o desenvolvimento de uma estratégia integradora não é fazer um conjunto de conferências com convidados ilustres. Isso qualquer um faz. É desenvolver uma estrutura pensante e participativa, dentro e fora da CML.

Uma estrutura de ativação de conhecimento, de debate e análise de opções, de posicionamento de políticas. Uma estrutura que inclua conselheiros, cidadãos vários, cabeças pensantes críticas e independentes; e não apenas assessores e yes-men. Que construa compromissos com a cidade, e assim fomente, nela, um melhor sentido de comunidade.”


Dora Santos Silva: “Crie um Air B&B entre estudantes e idosos”

“As 25 instituições de ensino superior localizadas no município de Lisboa recebem diariamente milhares de estudantes, professores, investigadores e funcionários.

Dora Santos Silva, professora universitária de jornalismo na NOVA FCSH, criadora do projeto +Lisboa

Muitos destes estudantes vêm estudar para Lisboa e os obstáculos começam antes de passarem pelos portões da faculdade: não encontram uma casa a preços suportáveis e as residências não chegam para tanta procura.

Outros profissionais, como professores destacados para longe das suas áreas de residência, migrantes, nómadas digitais ou investigadores estrangeiros, sofrem do mesmo flagelo.

Ao mesmo tempo, muitos idosos lisboetas vivem isolados em apartamentos com várias assoalhadas, sem qualquer tipo de apoio. Através de uma associação ou programa criado para o efeito, esses quartos poderiam ser arrendados acessíveis a estudantes ou profissionais deslocados e, em troca, estes comprometiam-se a fazer semanalmente tarefas específicas, como ir às compras, ou simplesmente fazer-lhes companhia.”


Pedro Gouveia: “Por que não Zero mortes?

“Quando olhei pela primeira vez para o mapa dos atropelamentos em Lisboa, vi que os “especialistas” em tráfego estavam errados: não é “uma questão de civismo”.

Pedro Homem de Gouveia, arquitecto, coordenador da Equipa do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa (2009-2019)

A nossa equipa (no Plano de Acessibilidade Pedonal, na CML,) tinha passado mais de dois anos a construir uma base de dados rigososa e a primeira coisa que saltou à vista foi que a distribuição não é aleatória. Há locais de maior concentração de atropelamentos, o que aponta claramente para a existência de factores estruturais. Ou seja: o essencial é corrigir a infraestrutura, mais do que culpar ou “educar” as vítimas.

Até porque em todos os anos havia mais pessoas colhidas sobre a passadeira (do que fora dela), ou a atravessar com o verde (do que com vermelho).

Os sinistros rodoviários são fenómenos complexos e a facilidade com que se emitem sentenças lembra o que dizia Carl Jung: “Pensar é difícil, por isso é que a maioria das pessoas prefere julgar”.

Se o problema é da infraestrutura, isso significa (1) que há solução, (2) que é tecnicamente errado dizer que os atropelamentos mortais e graves “são inevitáveis”, e (3) que deixar este problema arrastar-se é imoral.

Onde realizámos obras de acalmia de tráfego, o resultado foi sempre o mesmo: queda abrupta da sinistralidade.

Nesta questão não há meio termo – quem se fica pelas palavras é parte do problema. Cada vez mais cidades europeias estão a trabalhar para atingir zero mortes no tráfego (chamam-lhe Visão Zero) e duas capitais europeias já o atingiram. A mobilidade tem de ser segura, para se tornar sustentável. E investir na segurança dos peões protege todos: a pé, de bicicleta, ou ao volante. Por isso recomendo para Lisboa a mesma ambição: Zero.”


Safaa Dib: “Promova rendas acessíveis para a cultura

“Uma proposta exequível que certamente teria um enorme impacto na cidade e beneficiaria o setor cultural seria a possibilidade de requalificar edifícios devolutos, ou outros edifícios inutilizados e que sejam propriedade da Câmara, convertendo-os em espaços culturais.

Ateliês, estúdios, fábricas, oficinas ou cooperativas culturais, destinados a projetos de criação e divulgação artísticas, permitindo que os criadores e agentes culturais pudessem beneficiar do usufruto destes espaços mediante um regime de renda acessível.” 

Leia mais de Safaa, aqui


Mauro Wah: “Crie protocolos com as associações de moradores

Mauro Wah, da Associação de Moradores do PER 11.

“Criar um protocolo/gabinete em que a Câmara Municipal de Lisboa estivesse mais ligada a associações que dão mais contributos e qualidade de vida às comunidades em que estão inseridos. 

Porque, para nós, que vivemos de projetos financiados por um ano, é complicada a continuidade desse caminho. Não significa que não se faça, mas há um desdobramento maior.”



Mário Alves: “Dê prioridade aos peões (que somos todos)”

“Todas as pessoas que votaram no próximo presidente da Câmara de Lisboa são peões. Todos os que não votaram também são peões. Até aqueles que não saíram de casa para votar são peões. 100% dos lisboetas são peões.

A minha ideia para o mandato que agora se inicia é simples, consensual e poderá ajudar o executivo em minoria a criar pontes com a oposição: recolocar o peão e o Plano de Acessibilidade Pedonal no topo das prioridades das políticas de mobilidade municipal.

Mário Alves, especialista em mobilidade urbana sustentável e membro da direção da MUBI e Secretário-Geral da Federação Internacional de Peões

Esta condição universal (inclui pessoas em cadeiras de rodas, quem entra e sai do seu carro, dos transportes públicos ou coloca o cadeado na sua bicicleta) é possivelmente a razão por que foi o modo de transporte mais esquecido e desprezado nas políticas de transporte durante décadas.

No entanto, o Plano de Acessibilidade Pedonal foi aprovado por todos os partidos políticos, num raro momento de unanimidade. E até a decisão de elaborar um plano, tomada em 2008, foi com base numa proposta subscrita pelo então presidente da câmara e pela líder da bancada do PSD na vereação.

Os peões são os glóbulos vermelhos da cidade. Uma rua que deixe de ter peões, gangrena e morre. É ao ritmo do andar que não só nos transportamos para destinos próximos, mas também temos a possibilidade do encontro casual com o outro e a própria cidade. Permite a criação de capital social, saudável, potencialmente democrático porque acessível a todos. É a génese da Lisboa poética, inclusiva e eficaz.

 A “cidade dos 15 minutos”, que todos quiseram chamar sua durante a campanha eleitoral, tem por base o conforto e qualidade dos movimentos pedonais. Agora está na hora de colocar ação por onde andaram as nossas palavras.”



Eupremio Scarpa: “Devolva a rua às populações”

Eupremio Scarpa, especialista em futebol de bairro, criador do Clube Relâmpago e dinamizador social na Alta de Lisboa

“Facilitar a reapropriação da rua, dos espaços públicos, pela população. As comunidades precisam de redescobrir o prazer de conviver, de estar juntas na rua, ao ar livre, nos parques, nos baldios, em pátios.

Promover eventos na rua que sejam organizadas pelos próprios moradores. Isto poderia ajudar as coletividades, as associações de bairro e os grupos organizados a redescobrir o desporto popular, desporto para todos: correr, pedalar, brincar, sem preocupações com carros e trânsito.

As ruas são de toda a cidade, não só a Baixa, o centro. Redescobrir a periferia, valorizar a periferia, valorizando os seus moradores e as suas comunidades.”

Leia mais sobre Euprémio, aqui


Ana Bárbara Pedrosa: “Invista 100 milhões na compra de 5% do Alojamento Local

“Combater a emergência habitacional em que Lisboa vive desde que foram impostas as medidas da troika. Para isso, mudar o paradigma, entender a habitação como um direito e não como um mercado. 

Ana Bárbara Pedrosa, escritora e lisboeta adotiva

Investir 100 milhões de euros na compra de 5% do alojamento local. Pôr o alojamento adquirido no programa público de rendas controladas, garantindo 10 mil casas nos próximos 4 anos.

Em simultâneo, regular o alojamento local, limitando os alojamentos disponíveis para arrendamento temporário e penalizando os usos não habitacionais e especulativos, e eliminar o estatuto de benefício do Regime de Residentes Não Habituais, assim como os Vistos Gold.”

Leia a Ana Bárbara Pedrosa, aqui


Seixas da Costa: “Abra a caça ao buraco”

Francisco Seixas da Costa, diplomata e lisboeta adotivo

“A ideia já foi posta em prática, no passado. E esfumou-se. É simples de aplicar, difícil de sustentar: criar uma “helpline” telefónica do munícipe, das 8h00 às 18h00. Que atenda sempre! Para quê? Para alertar para um qualquer buraco perigoso numa rua, para uma casa que esteja em abandono, cujo acesso pode dar origem a um incêndio, para situações de iminente risco público, a que uma intervenção rápida do município pode obviar.

Uma “nuance” importante: alguém deve estar do outro lado da linha ou, se acaso tiver de haver pontualmente um “deixe a sua mensagem”, por excesso de procura, o presidente deve comprometer-se – e isso deve ser ficar na gravação – a que alguém ligue pessoalmente ao munícipe, nas 24 horas subsequentes à chamada.

Finalmente (eu sei que é difícil, mas essa é a “glória” da medida), o munícipe deve receber sempre, no prazo máximo de uma semana, um telefonema de esclarecimento sobre se aquilo de que se queixou foi remediado. Ou não, neste caso, explicando porquê.”

Leia mais de Seixas da Costa, aqui.


David Lopes: “Garanta que o executivo não se afasta dos bairros. Ouça-os.”

David Lopes, gestor, ex-CEO da Fundação Francisco Manuel dos Santos, chairman da Aeon Topvalu e membro fundador do Conselho da Diáspora Portuguesa

“1. Construir uma verdadeira política de habitação para a cidade de Lisboa. Esta área regrediu nos últimos anos por falta de visão e experimentalismos prolixos e inócuos. Inclui-se neste capítulo a concretização, não cumprida, pelo anterior executivo de criar uma oferta relevante de residências universitárias.

2. Capacitar a cidade com uma rede de cuidadores, que permitam apoiar os que vivem sós e em estado de precariedade e que façam de Lisboa uma verdadeira cidade solidária e de proximidade.

3. Garantir que o executivo não se afasta dos bairros e dos lisboetas. Ouvi-los permanentemente, começando por “atacar” os problemas mais difíceis (e que estão profusamente diagnosticados).”


João Tito Basto: “Apoie quem está no terreno a trabalhar com a comunidade

João Tito Basto, vice-presidente da Associação de Residentes do Alto do Lumiar

“Um conselho para o próximo presidente da Câmara: sentir as muitas comunidades que fazem Lisboa. Conhecer e valorizar as associações de base local, as coletividades culturais e desportivas e os 19 grupos comunitários que existem na cidade.

Apoiar incondicionalmente quem está na comunidade a trabalhar para a comunidade, quer chova quer faça sol, quer haja dinheiro ou não, quem dá muitas vezes o que não pode porque algum vizinho ainda pode menos.

Tudo isto acontece todos os dias sem que uma boa parte da cidade se aperceba.”


António Moura: “Crie uma visão para a Baixa Pombalina, que a devolva aos lisboetas”

“Desejo que a Baixa seja apreciada com a dignidade que merece e volte a ser um local de serviços, lazer, cultura e compras por parte dos portugueses. A cidade não pode avançar para um futuro sem uma visão para a Baixa Pombalina.

António Moura, empresário da Baixa de Lisboa.

Há que fazer o levantamento e mapear todos os pontos fortes culturais, comerciais e de lazer atuais da Baixa. Há que definir qual o tipo de oferta de comércio, serviço e cultura que faria os portugueses voltarem a querer estar aqui, propondo vários projetos com autenticidade portuguesa que criem diferenciação em relação à oferta estandardizada de marcas estrangeiras proposta pelos shoppings.

 Com esse documento aprovado, há que identificar e convocar empreendedores, empresários, parceiros diversos, para lhes apresentar esta visão e motivá-los a investir na nova Baixa Pombalina, de acordo com os critérios definidos. Os parceiros reagem a estímulos e a Câmara Municipal de Lisboa tem imenso poder, inclusive financeiro.

Se quisermos construir uma nova visão para a Baixa de Lisboa e se quisermos criar os estímulos necessários para fazer avançar esse sonho, os parceiros não deixarão de aparecer e transformar a Baixa Pombalina em algo que atraia os portugueses e desta forma exista uma autenticidade não só no edificado, mas também nas relações humanas.”


Alexandra Luís: “Abra um Espaço Mulheres e Raparigas”

Alexandra Alves Luís, presidente da Associação Mulheres sem Fronteiras

“Lisboa necessita de um espaço pensado para as necessidades das mulheres e raparigas, nas suas diversidades, que habitam, trabalham, visitam e usufruem da cidade a nível cultural e de lazer e que neste espaço encontrem as respostas que necessitam.

Este seria também um espaço que trabalharia na recuperação e visibilidade da história das mulheres na cidade de Lisboa, quebrando os ciclos de esquecimento e silenciamento a que temos sido votadas. Seria um espaço dinamizado por associações de mulheres representativas das nossas diversidades.”


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