Ficou conhecido como o médico que não usa bata, que acabou com as filas de espera à porta do centro de saúde às oito da manhã e que fechou as portas aos delegados de informação médica. Quando assumiu a coordenação da nova USF da Baixa, no Martim Moniz, em 2016, Martino Gliozzi e a sua equipa, formada totalmente de raiz, fizeram uma verdadeira revolução nos cuidados de saúde primários naquela zona da Freguesia de Santa Maria Maior, onde ninguém queria trabalhar.
E os desafios que as características da população colocavam eram muitos.
Oito anos depois, a USF da Baixa, o centro de saúde do território, é um caso de sucesso e Martino Gliozzi um lisboeta que até já sentiu na pele, como tantos dos seus utentes, as consequências da gentrificação e da especulação imobiliária – que o levou a ter de sair da Sé, onde vivia, para os Anjos.

O Jardim do Caracol da Penha, onde aconteceu esta entrevista e de onde, a certa altura, Martino acena à mulher e à filha mais pequenina, à janela, ao colo da mãe, num prédio vizinho, teve o voto do médico no orçamento participativo de 2016, ainda ele não vivia aqui. “Deve ter sido a única vez que votei num projeto que ganhou”.
Chegou a Lisboa em 2009, para fazer o internato de Medicina. Que impressão teve da cidade?
Vim para fazer o exame de admissão e fiquei. Comecei a trabalhar, em janeiro de 2010, no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central.
Na realidade, já conhecia Lisboa porque tinha feito Erasmus em Coimbra em 2005 e tinha estado uns dias aqui. Lembro-me que o que me marcou mais foi a luz. Naquela altura, também era fotógrafo, fazia reportagens fotográficas nas minhas viagens, e tinha uma panca com a luz. Ainda tenho. Acho que a luz aqui em Lisboa tem a ver com o oceano, com a brisa, com o vento, não sei, com as casas brancas também, mas é alguma coisa especial.
Depois, achei que era uma cidade ainda muito genuína, simples, as pessoas eram simples. Em Itália é tudo mais construído. Acho que não é defeito ser simples, é bom, esse lado genuíno.
Catorze anos depois, Lisboa mantém essa candura?
Em 2009, quando vim viver cá, ainda não havia o turismo de massa que temos agora, e por isso havia muitos lugares e recantos da cidade onde podias viver quase como se estivesses numa aldeia, mas ao mesmo tempo estavas numa capital, tinhas a cultura que tem uma capital, o cinema, o teatro, os concertos, os festivais. Continuo a achar que Lisboa é a melhor capital da Europa, apesar de ter mudado muito. Agora é preciso conhecer bem a cidade para saber quais são os cantinhos escondidos que não foram engolidos pelo turismo de massa e pela gentrificação, mas ainda tens sítios bonitos.
Que sítios são esses?
Bom, alguns são cafés, alguns são restaurantes, alguns são clubes desportivos ou coletividades, alguns são jardins e miradouros que ainda não foram invadidos pelos tuk-tuks.
Claro que é uma tendência em toda a Europa. Lembro-me de quando vim viver para cá, recear que se tornasse como Amesterdão ou Barcelona, cidades que aos poucos ficaram um pouco desvirtuadas, um pouco sem alma.

Quando veio, foi viver para onde?
Vivia em Alfama e agora ir a Alfama é um pouco triste. Tens turistas a tirar fotografias à roupa estendida de outros turistas, porque na realidade já é difícil encontrar lisboetas a viver lá.
Com o meu trabalho, vivi muito o drama dos despejos. O boom do Airbnb e dos despejos foi há cerca de cinco anos, diria eu, e naquela altura vi muita, muita gente a ter de sair da Baixa de Lisboa. Eu mesmo fui vítima, tive de sair da casa onde vivia ao pé da Sé. Recebi uma carta que dizia que tinha dois meses para comprar o prédio inteiro, que eram 12 apartamentos, alguns milhões de euros, ou sair. Havia pessoas que viviam lá há 30 anos e foram despejadas. Alfama e, em parte, a Mouraria, foram dos bairros que sofreram mais desta gentrificação.
Em Alfama, ainda tens o Tejo-Bar, ainda tens alguns cantinhos, mas quando volto lá fico sempre um pouco… é difícil de pensar que é o mesmo sítio. Mas também aconteceram coisas boas: tens as bicicletas elétricas, tens uns prédios foram reabilitados, há sempre dois lados numa história, mas a verdade é que a energia não é a mesma.

Agora vive nos Anjos. Dizia há pouco, antes de ligarmos o gravador, que este jardim onde estamos, do Caracol da Penha, foi a única coisa em que votou e que ganhou.
Sim [ri]. Foi no orçamento participativo de 2016. Ainda nem vivia aqui nos Anjos, mas gostei do projeto. A alternativa era um parque de estacionamento, por isso achei que fazia mais sentido um espaço verde, porque há poucos nesta zona e a verdade é que logo que abriu, isto encheu-se de gente, sempre, a toda a hora. Por isso, claramente era uma necessidade da população. E pronto, naquela altura votei por um projeto que ganhou, foi a primeira e a única vez. E é bonito, oito anos depois, desfrutar do resultado do meu voto.
Ver o resultado, não é?
Sim, às vezes votamos, há mudanças, mas é mais difícil perceber o impacto que tem o voto. E neste caso claramente teve um impacto visível, palpável.
Li numa reportagem sobre a USF da Baixa que dizia aos seus doentes que ia ficar sempre com eles. Lisboa é para sempre?
Bom, não tenho a certeza de que vou ficar a vida toda naquele Centro de Saúde, mas, quando cheguei, era importante que as pessoas soubessem que não tínhamos chegado e mudado tudo para depois sairmos logo e por isso dizia que vim para ficar e acho que faz sentido. A maior parte da equipa ficou e é importante as pessoas confiarem em ti. Já passaram oito anos e acho que a relação terapêutica e de confiança já está criada.
Mas tem essa perspetiva de ficar por Lisboa?
Bom, com estas mudanças de que falámos, uma pessoa começa a pensar se continua a fazer sentido viver numa cidade que foi ficando menos friendly, menos simpática, do que era, e muito mais cara. A maior parte das pessoas que trabalham comigo, aos poucos, foi saindo para a periferia e só vem ao centro de Lisboa para trabalhar. É um pouco triste, não é? Não sei se um dia vai acontecer, depende um pouco de como correr, de como a cidade evoluir.
Tem dois filhos pequenos. Lisboa é uma cidade boa para os miúdos?
Eu sou de uma cidade em Itália, perto de Bolonha, que tem 60 mil habitantes e sempre que vou lá passar uns tempos com a minha família, com os meus pais, com os meus filhos e a minha companheira, percebo que lá a qualidade de vida é muito superior.
Quando ando de carrinho de bebé aqui nos Anjos fico maluco, o chão sempre cheio de cocós de cão, tudo torto por causa da calçada portuguesa, muitas barreiras arquitetónicas. E é difícil encontrar uma creche, eu consegui porque inscrevi antes de a criança nascer, mas conheço pessoas que não conseguiram. Por outro lado, espaços verdes como este do Caracol da Penha, são muito importantes, mas não são muito frequentes. Logo que abriu isto, percebi a diferença entre ter e não ter um espaço onde ir com as crianças, porque há parques infantis que são 10 metros quadrados, se tanto, com 100 crianças umas em cima das outras, ao lado dos carros. Por isso, sinceramente, acho que podia ser muito mais friendly.
Em comparação com outros sítios no mundo, claro que aqui se vive bem, mas acho que com pequenas coisas, com pequenos investimentos, conseguia-se uma cidade mais fácil, em termos de serviços, de trânsito, de ciclovias, de tudo e mais alguma coisa.
Aventura-se com as suas crianças na ciclovia da Almirante Reis, por exemplo?
Aventuraria se fosse segura, mas não é. E com todas as questões relativas ao ambiente, não faz sentido a intensidade de trânsito e de carros em Lisboa.
De cada vez que vou para Itália ou para o interior de Portugal, para o Alentejo ou para Algarve, vejo que há cidades mais pequenitas que conseguem ter uma qualidade de vida que já não existe em Lisboa: uma creche ao pé de casa, os serviços mais perto, a possibilidade de fazer tudo a pé, pouco trânsito. Consegue-se improvisar muito mais. Em Lisboa, às vezes parece que tens de te organizar até não sei quanto tempo antes para, sei lá, ir jantar fora ou apenas ir ao jardim. Quando se é novo e sem filhos, é mais fácil. Depois torna-se mais complicado.
Porque é que saiu de Itália?
A principal razão foi que naquela altura, em 2009, para entrar na especialidade não havia, em Itália, um exame nacional como aqui, e eu não aceitava aquele método, porque uma pessoa tinha de lamber botas ao diretor do serviço e o processo não era nada transparente. Entretanto, isso mudou, mas naquela altura muitos amigos meus saíram de Itália quando acabaram o curso de Medicina por causa disso.
Eu já tinha estado a trabalhar em Moçambique e no Brasil…
Na favela não foi?
Não, na favela estive durante o internato. Quando estava na faculdade, estive em São Luís do Maranhão, num hospital a fazer cirurgias, uma coisa assim meio maluca, no Nordeste. Mas, como dizia, tinha estado em Moçambique e no Brasil e a minha dúvida era se queria ir para um país mais pobre, digamos, fora da Europa, ou manter-me na Europa. E a escolha de Lisboa teve que ver também ver com isso.
De que forma?
Por um lado, a língua, que já falava, por outro, o achar que Lisboa é a capital da Europa mais próxima do resto do mundo, mais aberta. Diz-se que a Península Ibérica é como dois irmãos siameses, ligado pelas costas, e Espanha olha para o continente, para a Europa, e Portugal olha para o oceano, para a América Latina, para África. E eu sinto isso. Claro que também há racismo, mas penso que Lisboa integra muito mais as outras culturas do que França ou Alemanha ou Reino Unido, que foram os outros países europeus que ponderei naquela altura.
Quando foi convidado para coordenar a USF da Baixa, criou um modelo bastante alternativo, diferente do que existia nos outros centros de saúde, mais horizontal, mais comunitário. Isso deveu-se à sua forma de encarar a medicina e o serviço às populações ou teve que ver com o contexto que encontrou?
Bom, eu já tinha ideias de como organizar o trabalho, por isso muitas das minhas decisões e da minha maneira de ser coordenador, tem um carácter, digamos, ideológico, filosófico. Por exemplo, a maneira como me relaciono com o resto da equipa, o carácter mais horizontal e menos vertical do trabalho, acho que faria assim em qualquer sítio do mundo. Também a forma como mudámos os cuidados de saúde em termos de consultas do dia, de consultas de urgência, que teve um grande impacto na organização e no serviço à população, penso que faz sentido de todo o lado. Agora, naturalmente, outras coisas, nomeadamente muitos dos projetos que criámos e desenvolvemos são adaptados à comunidade com a qual estamos a trabalhar.
E como é essa comunidade?
Trabalhamos na Freguesia de Santa Maria Maior, com uma população com um alto grau de analfabetismo e pobreza, muitos idosos, alguns problemas de alcoolismo e de violência doméstica, a questão dos migrantes e das dificuldades de integração, o problema do tráfico e consumo de drogas e a prostituição e, por isso, temos vários projetos comunitários que procuram dar resposta a estas questões. Por exemplo, temos um projeto com a comunidade do Bangladesh, que é a maior comunidade estrangeira naquela zona, temos a prescrição social, temos as caminhadas, tudo projetos criados para responder às necessidades da população.
Esse é um trabalho que vai muito além da clínica. Trata-se de verdadeira saúde pública, de trabalhar por uma comunidade mais saudável?
Digamos que qualquer médico de família, qualquer médico de medicina geral e familiar, que trabalhe sobretudo nos cuidados primários, na sua prática clínica diária, dá conta de que muitas das respostas de que as pessoas precisam não passam pela prescrição de medicamentos. A raiz dos problemas é mais social ou psicológica e não há fármaco que a resolva.
A ciência demonstra que mais de metade dos problemas tem uma forte influência social e a nossa experiência empírica, o nosso trabalho no terreno, confirma-o. Por isso, a ideia é tentar dar uma resposta mais eficaz do que o medicamento.
Daí o projeto da prescrição social, que o Dr. Cristiano e a Dr. Andreia foram os primeiros a pôr em prática em Portugal, em articulação com várias instituições da comunidade. Na verdade, encontrámos uma resposta mais estrutural e orgânica a algo que todos os médicos gostariam de fazer e às vezes fazem, mas pontualmente.

E as caminhadas?
É outra ideia do Dr. Cristiano, ele é que é o inventor dessas coisas todas. A prescrição social foi “importada” de Inglaterra, e as caminhadas foram inspiradas nas Walk With A Doc, dos Estados Unidos. A ideia é, uma vez por mês ter um momento de educação para a saúde, sobre um determinado tema, no centro de saúde, e depois dar uma volta com os utentes pelo bairro. Em cada mês escolhemos uma zona diferente. As pessoas gostaram muito e houve uma grande adesão, sobretudo antes da pandemia.
Agora, estamos aos poucos a voltar a ter números como antes e é engraçado porque temos várias gerações a aderir. Todos estes projetos ajudam as pessoas a sentir que o centro de saúde faz parte da comunidade, não é algo que vem lá de cima, e também ajudaram a desconstruir um pouco aquela visão paternalista do médico ou do enfermeiro. O facto de o médico fazer uma caminhada connosco ajuda a quebrar barreiras.
Imagino que a reação inicial dos utentes tenha sido de estranheza. Como é que evoluiu a relação deles com o centro de saúde?
Foi. Atenção que não acho que nós tenhamos sido os primeiros a inventar certas coisas, nem que o Serviço Nacional de Saúde tenha parado no tempo. Há centros de saúde que mudam mais, outros menos, há os mais modernos e que refletem mais sobre os projetos e há os mais tradicionais. A grande diferença da USF da Baixa, além da população em si, foi que era um centro de saúde com muitas dificuldades, onde havia fila à porta antes das sete da manhã, gente à procura de uma consulta, e poucos médicos de família. Em 2015, foi criada uma equipa nova, de raiz. Mudaram as caras todas e mudaram as regras e no início as pessoas não perceberam, daí a importância de dizermos que tínhamos vindo para ficar, de que falávamos há pouco, e de explicarmos porque é que estávamos a mudar certas coisas.
Naquela altura, eu tinha 32 anos e era o mais velho da equipa e era o coordenador. Quando alguém perguntava pelo chefe e aparecia eu, as pessoas ficavam surpreendidas. Por isso, digamos que no início, uma parte dos utentes – estamos a falar de muita gente, 16 mil pessoas, por isso há de tudo – não percebeu algumas regras básicas.
Uma das grandes mudanças teve que ver com a consulta do dia e com as filas enorme à porta logo de manhã.
Sim, antigamente, havia x vagas, distribuídas logo de manhã, e depois já não havia mais consultas e nós mudámos as regras, distribuindo as vagas ao longo do dia. Na verdade, assim conseguimos atender mais pessoas e passados 15 dias, um mês, já não havia fila à porta. Resultou e foi importante, porque tanto nós como os utentes percebemos que foi uma mudança que valeu a pena.
Temos alguns indicadores que avaliam a qualidade do nosso trabalho e, claramente, percebemos o que resulta. E quando os utentes percebem, desde o início, que estamos preocupados com eles, com a saúde deles e não só, torna-se mais fácil, as pessoas aderem melhor quando entendem as nossas ideias e as nossas propostas.
A USF da Baixa e os problemas que lá aparecem são um espelho da cidade de Lisboa, da evolução que teve nos últimos anos?
Eu sempre achei que quem trabalha nos cuidados de saúde primários, o médico de família sobretudo, tem acesso à riqueza da comunidade e da população no seu conjunto. Muito mais do que um médico que trabalha num hospital ou no privado, que se relaciona com um certo tipo de utentes mais específico.
O médico de família, no centro de saúde, vê da pessoa mais pobre à pessoa mais rica, que mais cedo ou mais tarde precisa de ti, vêm pessoas de todas as profissões, todo o tipo de família, reconstituídas ou mais clássicas, todas as nacionalidades [na USF da Baixa há utentes de 94 nacionalidades diferentes]. Quando foi o boom do Airbnb, tínhamos as pessoas que começaram a trabalhar no Airbnb e nos tuk tuk, tínhamos as que estavam a ser despejadas, tínhamos e ainda temos, os idosos que moram nos quartos andar sem elevador de prédios onde todos os outros pisos foram desocupados e eles ficaram lá sozinhos, o que coloca a questão do isolamento. É impossível trabalhar ali e não dar conta do que está a acontecer na cidade.

Catarina Pires
É jornalista e mãe do João e da Rita. Nasceu há 50 anos, no Chiado, no Hospital Ordem Terceira, e considera uma injustiça que os pais a tenham arrancado daquele que, tem a certeza, é o seu território, para a criarem em Paço de Arcos, terra que, a bem da verdade, adora, sobretudo por causa do rio a chegar ao mar mesmo à porta de casa. Aos 30, a injustiça foi temporariamente corrigida – viveu no Bairro Alto –, mas a vida – e os preços das casas – levaram-na de novo, desta vez para a outra margem. De Almada, sempre uma nesga de Lisboa, o vértice central (se é que tal coisa existe) do seu triângulo afetivo-geográfico.

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Muito inteligente essa reportagem. Trouxe critica certa e contou que os problemas locais podem ser manejados de modo a incluir as pessoas na solução de seus problemas como também da qualidade de vida da comunidade.
Essa equipe é fantástica. Saíram da mesquinhez comesinha do ” sempre foi assim” , a culpa é do governo e deram um jeito de não serem infelizes no trabalho. Aposto que tem muita gratificação com os resultados. Obrigada por comunicar essa história.
Nao e so esta usf que reage assim na minha ,a medica nao usa bata desde sempre, nao ha filas funciona muito bem, tb temos caminhadas e aulas de culinária, para diabéticos e nao so … e e uma equipe super jovem de medicos .
E tb nao e zona facil de cascais …
Porque os outros centros de saúde não seguem este exemplo?
Confirmo , sou utente tudo funciona bem sem problemas , assim fosse todo sistema !!
Pena o Dr.não dar um pulinho até ao centro d saúde de S. Vicente. Tão perto mas tão longe. Era bom, havet em todos os centros essa teoria mais vale uma caminhada, k um comprimido. Felicidades p essa equipe, e também para a jornalista.
Uma vez fui pedir uma consulta , Negaram,a funcionária que eu não pertencia ao posto (morando numa das ruas atrás do posto)estava cheio febre aflito,ora este posto pertence (Vale Tejo ). Não entendo ! ,descontei p previdência durante cerca 50anos ,quando a gente precisa é só burocracias , é só BLa BLA ” conversa da Treta”
O principal problema do SNS é a má organização do serviço, falta de uma cultura de serviço público, aliás transversal a uma grande parte da administração pública.
O caso aqui relatado, deveria ser a regra e não a excepção.
De qualquer modo, felicito a equipa e o seu coordenador.
Bom Ano!
Tenho 74 anos,sempre fui Lisboeta,agora aposentada e a viver num sítio privilegiado nos arredores de Sintra.Fiquei muito bem impressionada e feliz pela abertura de pensamento e dinâmica criada nessa U S F.Um exemplo de como é possível a mudança e a proximidade com as pessoas. Médicos e humanistas que agem pelo bem e dignidade dos outros.
Embora longe agradeço a vossa ação e gostaria muito que o vosso exemplo se estendesse a outras USF.Parabéns.
É uma satisfação ler esta notícia, que prova que afinal é possível organizar os centros de saúde de uma forma eficiente!
Espero que o Ministro da Saúde e o Director Executivo do SNS se inspirem em ideias que resultaram!
Parabéns ao Dr Martino Gliozzi! Espero que as cadeias de televisão o entrevistem para dar visibilidade a tão importante realização!
Sinceros parabéns pela força e coragem desta iniciativa. O imobilismo que se apoderou da cidade para responder a requisitos de cidadãos com muito melhor condição de vida acabou por abafar as gentes de Lisboa e as suas necessidades
Parabéns portanto pela belíssima luz de fraternidade e esperança com esta novo sopro de vida
Obrigada
Um quartel-general de entregas no bairro do Rego faz toda a diferença.
Tenho um familiar de 89 anos a viver sozinho no bairro do Rego, sei que vivem pessoas idosas e carenciadas, gostaria de voluntariar-me para o projeto de entregas, ler um livro, uma sessão de automassagem ou algo que seja do meu dominio.