É jornalista e mãe do João e da Rita. Nasceu há 46 anos, no Chiado, no Hospital Ordem Terceira, e considera uma injustiça que os pais a tenham arrancado daquele que, tem a certeza, é o seu território para a criarem em Paço de Arcos, terra que, a bem da verdade, adora, sobretudo por causa do rio a chegar ao mar mesmo à porta de casa. Aos 30, a injustiça foi temporariamente corrigida – viveu um ano no Bairro Alto –, mas a vida – e os preços das casas – levaram-na de novo, desta vez para a outra margem. De Almada, sempre uma nesga de Lisboa, o vértice central (se é que tal coisa existe) do seu triângulo afetivo-geográfico.


Os galegos vêm para Lisboa há 500 anos. Hoje, a Galiza faz casa na Xuventude de Galicia, em Santo António

No alto do Torel, num palacete do fim do século XIX, vive a Xuventude de Galicia – Centro Galego de Lisboa. Aos 117 anos, rejuvenescida, com sangue novo na direção e foliadas a encher a casa, é uma das associações culturais que resiste numa freguesia que está a esvaziar-se delas. É também o caminho mais curto (e animado) de Lisboa à Galiza.

Crochet, comida, música, livros e liberdade. Numa rua escondida de Alvalade, este é o Casulo tecido pela Rita e o Rafael

O Casulo – Espaço Cultural nasceu em setembro de 2025, na Rua Moura Girão, 3A. Rita Bourbon e Rafael Matos juntaram as poupanças, alguns amigos e mobílias que já ninguém queria e criaram uma associação. Ponto de encontro, clube de leitura, sala de cinema, de concertos, de aula, de jogos, quer-se espaço cultural aberto, inclusivo e comunitário. Em Alvalade, um sonho de infância ganhou paredes, esplanada e centenas de sócios.

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