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“O metro é gratuito. O autocarro é gratuito. Os elevadores são gratuitos. O comboio é gratuito”. E também o funicular, os elétricos, assim como os parques de estacionamento à volta da cidade. Luxemburgo tornou os transportes públicos gratuitos para todas as pessoas e o impacto da medida está a ser positivo.

Com uma das maiores taxas de motorização da Europa – em cada dez pessoas, sete têm automóvel próprio – o Luxemburgo é um dos estados mais dependentes do automóvel no continente europeu e isso motivou a ação do governo local.

Com cada automobilista a gastar, em média, 33 horas por ano no trânsito, e com a necessidade de pôr termo à poluição atmosférica e sonora associadas, havia que agir. Implementada desde 1 de março de 2020, a gratuitidade dos transportes coletivos trouxe consequências positivas.

Com um investimento na rede de transportes públicos de cerca de 2,2 mil milhões de euros até 2023, os impactos da medida começaram a notar-se, apesar da pandemia. Enquanto em Lisboa se operacionaliza a gratuitidade dos transportes públicos para maiores de 65 anos e estudantes até aos 23 anos, no Luxemburgo os números oficiais mostram um aumento de 35% na utilização diária da rede de elétricos.

Contudo, como nos conta o quarto episódio de Cidades Impossíveis, “não basta a introdução de transportes públicos gratuitos” – há mais a fazer para aumentar a atratividade dos transportes coletivos.

A série Cidades Impossíveis, com realização de Ricardo Moreira e produção de Irina Pampim, procura soluções para alguns dos principais desafios urbanos da atualidade. Os episódios estreiam na Mensagem, todas as quartas-feiras. 

O primeiro mostra como Berlim procura responder à necessidade de garantir habitação acessível para todas as pessoas. O segundo, estreado há duas semanas, coloca o foco na estratégia de agricultura urbana de Bruxelas e o terceiro, tornado público na semana passada, mostra a estratégia de Barcelona para a mobilidade, a redução do ruído e das emissões poluentes, através da criação de superquarteirões.

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