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Os superquarteirões de Barcelona não são uma ideia nova. Nasceram em 1987, da cabeça de Salvador Rueda, atual diretor da Agência de Ecologia Urbana de Barcelona. Na altura, a ideia pretendia assegurar o cumprimento dos níveis máximos de ruído, diminuindo o nível de tráfego automóvel dentro dos quarteirões da cidade. O conceito, replicável a outras cidades e desenhos urbanos, é o foco do mais recente episódio de Cidades Impossíveis.

Tiveram de passar-se quase três décadas, mas os superquarteirões já são uma realidade. Foram criados nove e “fala-se de outros 20 para os próximos anos”, com o objetivo de chegar aos 500. Numa cidade com 60% do espaço dedicado ao automóvel, 80% dos munícipes quer mais espaço público e os superquarteirões possibilitam isso mesmo.

Dentro de um superquarteirão, só circula de automóvel quem precisa mesmo de lá circular: moradores e comerciantes. Depois de implementados, 70% do espaço anteriormente ocupado pelo automóvel é recuperado para usufruto público e são instalados parques de jardim, bancos de jardim e a plantadas árvores.

Em Barcelona, “inverteu-se a lógica” e foi dada primazia ao peão, seguido da bicicleta, dos transportes públicos e, só por último ao automóvel. Quatro anos depois da implementação dos primeiros superquarteirões, “os comerciantes, que tiveram medo pelos seus negócios, abandonaram as críticas, porque viram abrir novos negócios e viram as ruas cheias de gente”.

A série Cidades Impossíveis, com realização de Ricardo Moreira e produção de Irina Pampim, procura soluções para alguns dos principais desafios urbanos da atualidade. Os episódios estreiam na Mensagem, todas as quartas-feiras. O primeiro mostra como Berlim procura responder à necessidade de garantir habitação acessível para todas as pessoas. O segundo, estreado a semana passada, coloca o foco na estratégia de agricultura urbana de Bruxelas, que até 2035 pretende produzir 30% das frutas e vegetais que consome.

Berlim: 22 junho
Bruxelas: 29 junho
Barcelona: 6 julho
Luxemburgo: 13 julho
Helsínquia: 20 julho

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2 Comentários

  1. Muito Interessante estas reportagem sobre cidades da Europa e sua transformação para o Futuro da sua população.
    Parabéns, continuam assim.

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