Ouvem-se os acordes de uma guitarra. O ritmo da Bossa Nova que começa a pulsar camuflando as conversas em línguas do cinema. Há um ambiente cosmopolita, na esplanada do Príncipe Real. O sol aquece a esplanada, há gente bonita e de todas as cores. Mas num banco lateral, Maria Nazaré Alcântara, moradora no bairro há dezenas de anos, encontra razões de protesto: “Ouvem-se todas as línguas menos a nossa”.

Terá razão na rezinguice? Bem, se pensarmos que esta moradora do Príncipe Real, que já lá vive há mais de 30 anos, tem até ao final do ano para abandonar a sua casa – ordens do senhorio que vai reabilitar o imóvel para vender – percebemos melhor o conflito e as suas razões. Nos livros de urbanismo chama-se gentrificação. Ela explica melhor em palavras lisboetas: “Aqui existe a desunião e o correr com os moradores”.

Recentemente, houve mais um episódio na história socio-cultural de um bairro que a tem já longa. Foi lançada no dia 9 de outubro a Príncipe + Real, uma associação que diz querer reunir moradores e comerciantes com a ideia de trabalhar a coesão do bairro de forma a recuperar a sua identidade. Mas o facto de uma das sócias da associação ser a EastBanc, imobiliária que nos últimos anos tem investido na zona, contribuindo para a mudança para bairro de luxo, e o Presidente ser Tiago Eiró, ele mesmo o CEO desta empresa, levantou celeuma.

A esplanada do Príncipe Real, ponto de reunião entre turistas, estrangeiros e locais. Foto: Rita Ansone

“Esta associação não é um gato com rabo escondido. É clara: está ligada à EastBanc. Acontece que esta é a promotora da gentrificação”, acusa Jorge Pinto, morador do bairro e um dos responsáveis pelo grupo “Amigos do Príncipe Real” que, não sendo uma associação formal, dinamiza um grupo no Facebook e um blogue há alguns anos.

É interessante que um grupo imobiliário que tem promovido a reabilitação de edifícios de luxo tenha também a necessidade de promover a “autenticidade do bairro”? É o suficiente para merecer um olhar atento. Se até uma empresa imobiliária como a EastBanc o faz quer dizer que a questão da gentrificação excessiva estará a afetar o próprio valor do bairro, mesmo imobiliário.

O geógrafo Luís Mendes, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, especialista em gentrificação e regeneração urbana, aponta para uma certa moda do ativismo: com o objetivo de “gerar algum diálogo com a comunidade”, há uma “estratégia para garantir que os processos de mudança se fazem com maior pacifismo, sem gerar muita resistência”.

E o geógrafo tem uma explicação para o “fenómeno” da procura da autenticidade. “Os novos moradores, os novos públicos destes bairros, procuram alguma genuinidade e autenticidade de convívio”, diz. “Mas o bairro tem vindo a tornar-se apenas um cenário, um palco da sua vivência, não há um entrosamento. Os nómadas digitais, por exemplo, são muito sensíveis ao autêntico, ao genuíno. Mas no entanto não se misturam nos espaços populares da sociedade”.

O geógrafo refere-se, pois, aos novos moradores do bairro do Príncipe Real, que escolhem esta zona pelas suas características identificativas. Frequentam a esplanada, ouvem música, passeiam pelo bairro mas acabam por não participar do “espírito de comunidade”: não têm contacto com os velhos moradores… até porque são cada vez mais escassos.

Ora a Príncipe + Real apresenta como principal objetivo esse mesmo: unir novos e velhos, recuperando-se o tão procurado sentido de vizinhança.

Mas os mais velhos não acharam piada à ideia: dizem que não foram consultados, para já. E duvidam das intenções da associação, algo que revelaram nos comentários a uma primeira notícia da Mensagem sobre o assunto.

Criar sinergias entre associações

Um desses grupos é o dos “Amigos do Príncipe Real” que já existe desde os anos 2000 e que se tornou mais conhecido entre 2013 e 2014, quando conseguiu unir os moradores contra a construção de um parque de estacionamento subterrâneo a contornar a estrutura do jardim, que, diziam, poria em causa o Reservatório da Patriarcal, um núcleo do Aqueduto das Águas Livres classificado como Monumento Nacional. Foi graças a um abaixo-assinado por eles promovido que se impediu a sua construção. Para além deles, existe ainda o grupo “Liga Amigos Jardim Botânico”, que diz também não ter sido consultado pela nova associação – daí a quezília.

Tiago Eiró, o CEO da EastBanc e Presidente da Príncipe + Real, diz que o propósito da associação é “falar abertamente com outras organizações e iniciativas que também querem o melhor para o bairro e para os seus residentes”. E não exclui (muito pelo contrário) dialogar com os grupos já existentes: “Certamente que, no seu percurso, a Associação ‘Príncipe + Real’ vai colaborar com outras organizações e entidades porque, sem sinergias e união, não conseguiremos cumprir com a nossa missão de tornar o nosso bairro um sítio melhor para todos”.

A EastBanc: de Georgetown a Lisboa

A Eastbanc tem tido uma intervenção forte no Príncipe Real. Logo ao virar na Avenida da Liberdade para a Praça da Alegria vê-se a sua última obra, um antigo edifício do século XIX – em tempos residência da família Keil e onde, mais tarde, funcionaria uma empresa de venda de componentes eletrónicos, a DIMOFEL – completamente vedado com andaimes. Será, em breve, o Alegria One, edifício a cargo da JLL e da Cushman & Wakefield, que conta com 2 800 metros quadrados de área total de construção e sete pisos. A assinatura do empreendimento é do arquiteto Eduardo Souto Moura e o investimento foi de 11 milhões.

É o mais recente símbolo da EastBanc e da sua influência no bairro.

O Alegria One, entre a Avenida da Liberdade e a Praça da Alegria. Foto: Alegria One

A EastBanc não se apresenta no mercado como uma simples imobiliária: há toda uma filosofia por detrás da marca e é essa que se está a replicar no Príncipe Real, depois de Georgetown, bairro da cidade americana de Washington, onde Anthony Lanier conseguiu tornar trendy uma área “moribunda”, nas palavras do CEO português numa entrevista ao podcast HomeHunting

A mudança, em Lisboa, não será tão grande, até porque a Eastbanc não tem o mesmo nível de propriedades que tinha em Georgetown, mas as transformações são visíveis.

Com carreira começada na Áustria, foi em Washington que Anthony Lanier, o fundador da Eastbanc, começou a levar a cabo a reabilitação de bairros americanos. Em 2005, um artigo do The New York Times descrevia-o como “um autêntico pioneiro, alguém que antecipou não só a ressurgência do mercado imobiliário da cidade mas também da popularidade crescente das compras feitas a pé”. No fundo, era o regresso da cidade de proximidade – mas com todos os confortos do luxo.

Essa também foi a história da modernização de Georgetown: era uma cidade portuária independente até 1871 quando se tornou uma área em Washington, e mesmo morando aqui muitas figuras de poder, a maioria das suas compras eram feitas nos malls dos subúrbios. Nos anos 70, como conta o The New York Times, o lado mais comercial de Georgetown, pela M Street e a Winscon Avenue, começara a declinar. Atrás desta M Street, ficava a Cady’s Alley, com 16 edifícios. E foi precisamente nessa área que Lanier começou a apostar, depois de, em 1996, ter comprado e renovado pequenos edifícios comerciais no seu bairro. Em 1998, comprava o primeiro edifício na Cady’s Alley, hoje absolutamente transformada.

O objetivo era criar uma rua de comércio inspirada nas grandes cidades europeias. Mas não sem negociar com os “preservacionistas”, como lhes chamam nos Estados Unidos – aqueles que querem preservar os edifícios históricos de uma cidade – que lhe deram permissão para reabilitar oito edifícios virados para a M Street como uma só estrutura, se, em troca, Lanier preservasse 70% das paredes exteriores originais desses mesmos edifícios, como explica o The New York Times.

A M Street, em Georgetown, onde foi anunciado que será construído um laboratório de retalho. Foto: EastBanc

Foi o que aconteceu. E o resultado final é uma Cady’s Alley que hoje combina diferentes estilos e materiais arquitetónicos e que convenceu até os mais críticos das transformações. Entretanto, a EastBanc já se estendeu para outras áreas de Washington.

A empresa EastBanc chegou a Portugal há 20 anos e escolheu o Príncipe Real como a sua área de atuação – pela beleza e potencial óbvios. Com um portfolio de cerca de 40 mil metros quadrados, em vários segmentos de mercado (a maioria espaços de retalho e escritórios), já comprou mais de 20 edifícios, entre eles o Palacete Ribeiro da Cunha (atual EmbaiXada). Este é, segundo Tiago Eiró, o exemplo máximo da “revitalização” que pretende fazer ao bairro. A sua mão esteve também no Palacete Faria, nos restaurantes Pizzaria Zero Zero, Atalho, Gin Lovers, Tapisco (Chef Henrique Sá Pessoa), no bar Pavilhão Chinês, nas lojas Barbour e até mesmo no restaurante de Jamie Oliver.

No fundo, é este mesmo modelo que tem vindo a ser aplicado no Príncipe Real, nota-se à vista. E Luís Mendes explica o que se passou aqui: “As imobiliárias por vezes acabam por ser atores fundamentais suportadas pelos executivos que valorizam o que estas podem fazer em termos de planeamento urbano. E acabam por quase substituir a Câmara em planos de intervenção urbana”. A proposta da nova associação inclui precisamente a substituição das autoridades locais em alguns assuntos de resolução pelos vizinhos.

Lojas, lojas, lojas

O modelo americano é um dos motivos pelos quais o bairro tem atraído tanto turismo e expatriados em busca de um bairro com estilo e modernidade e conforto. Basta avançar pela rua da Escola Politécnica para se ter uma ideia desta “revitalização urbana”: a cada passo, lojas de luxo, brunches, cafés americanizados…

Mas o que agrada aos turistas e estrangeiros levanta dúvidas aos moradores que parecem preferir o tradicional, embora menos moderno, comércio de bairro antigo. “A zona perdeu as suas características”, acusa Manuela Soares Correia.

Por exemplo? O fim da tabacaria-papelaria do senhor Amândio. “Já não há uma tabacaria na parte de cima do bairro”, lamenta a vizinha.

“Gentrificação comercial”, é assim que Luís Mendes define a transformação do Príncipe Real. “A estrutura comercial está orientada para suprir as necessidades do turista. Os estabelecimentos comerciais enobrecem-se, estetizam-se, ganham outras características, há um aburguesamento”.

E, de facto, a palavra inglesa “gentrification” remete para isso mesmo: um processo através do qual uma área se torna mais “nobre”.

Esta é uma realidade que Tiago Eiró não ignora. Diz que para se conseguir a “revitalização urbana”, há que manter o que ainda faz sentido no bairro, mas sempre “renovando, e acrescentando qualidade”. E dá particular destaque a essa mesma palavra numa entrevista à Homehunting. “Se olharmos para outros bairros de Lisboa, falta-lhes comércio. Esta lógica de complementaridade é fundamental. Damos valor ao comércio, e ao ter cá moradores, turistas. O segredo está no equilíbrio.”

Já são poucos os vizinhos no bairro do Príncipe Real. Há uma grande proliferação de alojamentos locais. Foto: Rita Ansone

As lojas são, portanto, fundamentais, mas também aqui o equilíbrio é algo que muito dificilmente se conseguirá deixando o mercado funcionar, apenas, sem regras, como explica o projeto da cidade de 15 minutos, em Paris: a Câmara comprou mais 62 mil lojas a privados e pô-las a concurso para usos especificados.

Se isso não acontecer é bem possível que o resultado sejam as habituais consequências da modernização numa zona de grande pressão imobiliária: o surgimento das novas lojas turísticas que substituem muitas lojas de bens essenciais, que acompanha o aumento de rendas, despejos, a proliferação dos alojamentos locais (há registo de 3542 AL na freguesia da Misericórdia).

“Os empreendimentos no Príncipe Real são positivos para a sociedade, mas aumentam os valores do imobiliário e estão na causa dos despejos”, diz Luís Mendes.

Com a chegada de um novo executivo à Câmara de Lisboa, o geógrafo prevê dois possíveis cenários: “Se for mais neoliberal, vamos ter uma tendência de desigualdades e de desentendimentos entre a oferta e a procura. Se tivermos um planeamento mais regulado, em que efetivamente o executivo e o departamento do urbanismo tomem o pulso da situação, com uma política de comércio urbano, poderá haver um convívio equilibrado das funções residenciais e comerciais”, explica. E propõe uma nova lei de arrendamento, que permita proteger as rendas e revitalizar o comércio tradicional.

Unir a vizinhança no bairro da moda: utopia ou realidade?

É assim que está o Príncipe Real. Debaixo das avalanches turísticas das últimas semanas (antes que regresse algum tipo de restrições) e do rame rame quotidiano do bairro, há uma certa tensão entre os movimentos de vizinhos antigos, e os dos novos habitantes do bairro.

No evento de lançamento da Príncipe + Real , do dia 9 de outubro, havia muitos estrangeiros. “Não vi o senhor José da tasca, nem a Dona Quina da mercearia, nem a dona Olívia da florista”, diz Manuela Soares Correia, sócia fundadora dos “Amigos do Príncipe Real”. “Se for para coabitar com equilíbrio, ótimo, se for para manter como está, péssimo, se for para continuar o que se está a passar, não vai haver paz, vai haver guerra no bairro”, ameaça.

Patrícia Luz, responsável pela Príncipe + Real, contrapõe numa só frase: “A nossa ideia é começar do zero e fazer um trabalho de conjunto”. E, quanto à presença da EastBanc, argumenta: “É uma sócia como qualquer outra pessoa, não tem ponderação maior do que o senhor José que vive no bairro há anos”.

“Benfica” e os amigos jogam às cartas no Príncipe Real. A sua filha viu-se obrigada a abandonar esta zona, devido às rendas altas. Foto: Rita Ansone

O Príncipe Real está menos gentrificado do que pode parecer à primeira vista. Quem quiser encontrar um bairro antigo de Lisboa basta ir todos os dias às mesas do jardim onde o mesmo grupo de velhotes joga às cartas. António Alberto (conhecido por “Benfica” pelos amigos por razões óbvias) pousa as cartas para contar como a filha, tal como os filhos do seu amigo Joaquim Pires, se viram obrigados a procurar onde morar fora de Lisboa face às rendas exorbitantes.

Num dos bancos, a vizinha Isabel Ferreira lamenta a evolução do bairro: “Esse tipo de iniciativas é para os turistas que passam”. Maria Nazaré queixa-se de que “não há vizinhos, é só estrangeirada”. A amiga que se senta ao seu lado concorda com a cabeça.

Ideias feitas ou sentimentos fortes?

“Eu não sou antiquado, mas gostava mais do antigamente”, diz “Benfica”. “Havia mais convivência, mais amizades. As portas estavam sempre abertas, partilhava-se tudo”. Este é talvez o espírito do bairro que mais muda, com a saída dos antigos e a chegada de novos habitantes. É uma história mais velha do que as cidades, provavelmente. Já lá vão os verões em que a “gente nova” de Lisboa se encontrava no Príncipe Real para namorar, como recorda Joaquim Pires. “Isto agora é só velhos… e turistas”.

Tiago Eiró recusa-se a aceitar isso. E acha que é possível mudar com a nova associação: “O sentimento de vizinhança vai depender muito da forma como formos capazes de unir residentes e moradores, e isso é um dos nossos objetivos e que queremos materializar através de ações e iniciativas com as quais o bairro se identifique e que acrescentem valor, não só ao Príncipe Real, mas principalmente às pessoas que ‘fazem o bairro”, explica, por escrito, em resposta à Mensagem.

“Com a Associação Príncipe + Real, criamos uma estrutura que está atenta e participa na manutenção destes equilíbrios do bairro e na sua evolução. E a pandemia veio reforçar ainda mais esta necessidade porque as pessoas passaram mais a viver o seu bairro, a sentir na pele a importância da proximidade”, conclui.

Será possível ainda reverter o paradigma a que todos parecem resignados por ali? Para já, a associação diz não ter uma “agenda estabelecida” – tudo dependerá daqueles que aderirem e do que fizerem.

Patrícia Luz, a responsável da nova associação, deixa bem claro que, estando consciente das “batalhas dos moradores”, espera que estes se associem e contribuam com os seus pontos de vista. “Temos os eixos de intervenção e, dentro disto, temos tudo para construir”.

Há quem esteja otimista. Mariana Carvalho vive há 50 anos na zona e continua contente com o seu bairro. “Eu acho que ainda existe espírito de vizinhança e que é possível estabelecer diálogo entre a ‘gente nova’ que vai surgindo e ‘os mais bairristas’, que ainda não desapareceram por completo”.

Estará aí o segredo para o futuro? Na verdade, que haja uma nova associação a pensar no mesmo que as antigas pode trazer algo de novo. Mas nada irá mudar se não houver políticas públicas ou regras que impliquem novos usos ou impeçam os despejos, como defende Luís Mendes.

Uma marca da antiga sapataria Costa numa agora loja de café. Foto: Rita Ansone

Nesta que é uma das zonas mais bonitas da cidade, a gentrificação não começou hoje. Na esplanada do Príncipe Real, há copos com líquidos coloridos e personagens vindas de todos os cantos do mundo. Um casal de turistas consulta um mapa da cidade e amigas francesas riem-se das memórias já criadas numa Lisboa que está na moda. Além da banda sonora que faz os pés dançar debaixo das mesas, há senhoras com sotaque lisboeta a conversar, jovens a fumar ao som de hip-hop. Lisboa está a mudar, o Príncipe Real está a mudar. O que será o futuro de ambos, está na mão de todos, dos seus políticos e dos seus habitantes.


Ana da Cunha

Nasceu no Porto, há 24 anos, mas desde 2019 que faz do Alfa Pendular a sua casa. Em Lisboa, descobriu o amor às histórias, ouvindo-as e contando-as na Avenida de Berna.

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7 Comentários

  1. isto parece uma encomenda da eastbanc, ou a jornalista não percbeu nadinha do assunto

  2. Catarina, o que me parece injusto é que refiram, logo no título, a existência de uma guerra quando o que existe é uma situação de profunda injustiça social e desigualdade. Quais são as armas ao dispor dos antigos moradores do bairro? Esses estão simplesmente a ser varridos para outros lugares, não há guerra nenhuma há, isso sim, injustiça.

  3. Os antigos moradores não são guerreiros, são resistentes e sábios porque guardam a alma e a memória do lugar.

  4. É verdade, Rosa. Mas nesse caso é um dos graves problemas da política de habitação em Lisboa, ou da falta dela. As guerras existem, e nem sempre há armas dos dois lados. O que se passa no Principe Real é isso. Guerra talvez seja até uma palavra extrema, sim. Faz parte das escolhas jornalísticas… que às vezes não agradam a todos. O que é injusto é que este artigo não seja visto como imparcial, ouvindo as partes, que foi o que aconteceu.

  5. Não sei se é imparcial, nem isso me preocupa muito. Mas quero continuar a acreditar que não é uma guerra, é um processo de transformação de um lugar, um processo aliás que acontece a toda a cidade e que só faz sentido se for feito em prol da cidade, defendendo a sua memória, e não dos interesses das imobiliárias de sucesso internacional.

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