
Olá, vizinho/a!
Quem vos tecla hoje é Álvaro Filho, brasileiro de origem, mas português de vivência e afeto, quem não vê a hora de voltar a participar na festa democrática.
‘Tá chegando a hora, as Legislativas batem à porta e ninguém quer – nem deve – deixar de exercer o seu direito de escolher quem terá nas mãos a missão de guiar os rumos de Portugal em tempos onde, como diria o poeta, são demais os perigos dessa vida.
A Mensagem também vai participar. Não deitando o voto na urna, mas à sua maneira, como jornal, contribuindo para o debate das questões públicas e sociais e ajudando os cidadãos a esclarecerem dúvidas e a sedimentarem uma opinião.
Há, entretanto, ainda quem pense que a Mensagem não “fala de política”, uma falsa impressão, talvez pela homepage não exibir uma editoria ou secção de política, por não se divulgar as agendas dos candidatos ou pelo rosto dos políticos não surgirem nas fotografias com a mesma frequência com que surgem em outros meios de comunicação.
Mas a Mensagem “fala de política”, sim, e desde o primeiro dia da sua existência.
Fala de política através das histórias de lisboetas que constroem jardins, que fazem das ruas de carros agora ruas para estar e brincar, e que mudam leis.
De coletividades que transformam vidas ou reanimam boas tradições.
De bairros que escondem histórias de pobreza e superação.
Da solução que pode fazer os autocarros de Lisboa andarem mais depressa (e atrasarem menos!).
Fala de política ainda quando reúne os leitores em jantares de vizinhos (se esteve connosco ontem, obrigado!) ou eventos como a Mensagem ao Vivo, mas também quando monta a redação em lugares que são desertos de notícias e transforma uma reportagem num mural da cidade feito por Vhils, em homenagem a um fotógrafo refugiado em Lisboa na II Guerra Mundial.
Um dos nossos princípios da Mensagem é justamente não entrar no debate político superficial, o quem-disse-o-quê-sobre-quem (que muitas vezes mais confunde do que esclarece), levando o eleitor a acreditar que todos os políticos são o mesmo, só muda o código postal.
Acreditamos que é possível ajudá-lo a perceber a importância de participar no processo democrático ao conhecer mais e melhor a história do seu vizinho, e que um eleitor bem informado vai se sentir estimulado a sair de casa e fazer a diferença. Para melhor.
Talvez por isso é que fomos distinguidos, esta semana, com o Prémio Cidades e Territórios do Futuro, da APDC, na categoria “Relacionamento com o cidadão e Participação”.
Mas não é por isso que, quando o dever chama, deixamos de analisar a política do Palácio de São Bento. Foi o que fizemos para preparar estas Eleições Legislativas, que acontecem domingo, 18 de maio. Porque o que ficará decidido poderá também transformar a cidade onde vivemos, estudamos e trabalhamos. Mas como? Veja aqui:
Mais casas, mais transportes e… menos frio? Como as próximas eleições podem mudar Lisboa

Aprendemos a fazer política não só contando, mas também ouvindo – independentemente da idade de quem fala. Como tem acontecido com 80 alunos cheios de energia e ideias dos 3.º e 4.º anos da Escola Básica Teixeira de Pascoais, em Alvalade.
Estes pequenos fregueses são agora os novos repórteres da cidade, num projeto-piloto inédito lançado pela Mensagem, onde crianças de 8, 9 e 10 anos vão mapear histórias, problemas e soluções para Alvalade e Lisboa.
“Também moro aqui! Mini-repórteres do bairro” é uma parceria com a Associação de Pais da escola, no âmbito da AEC (Atividade de Enriquecimento Curricular) Clube de Jornalismo – coordenado pela jornalista brasileira Maíra Streit, colaboradora da Mensagem.
A prova de que o valor e a defesa da democracia se aprende desde cedo (e na escola!) e que vale muiiiiito a pena ouvir mesmo quem não tem ainda idade para votar, mas é capaz, sim, de contribuir com soluções para a freguesia e a cidade onde estudam, brincam e vivem.

Vote, vizinho/a. Vote.
Até breve.
– Álvaro Filho








