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Olá, vizinhos!

Estas primeiras semanas da Mensagem de Lisboa foram muito como aquela expressão: pisar o chão a correr.

Na primeira semana dissemos ao que vínhamos, fizemos um primeiro conselho editorial, onde ouvimos ideias dos que estiveram connosco neste lançamento, na segunda semana fizemos a primeira reunião de redação aberta e ouvimos os nossos leitores fundadores.

Era sobre isto que vos queria falar, sobretudo aos que não tiveram oportunidade de participar. Uma reunião de redação aberta aos leitores é, para um jornalista, assim como saltar num trapézio sem rede: venha o que vier, estamos cá para ouvir.

E assim foi, na quinta-feira passada. A direção estava na Brasileira do Chiado, os leitores receberam um link de zoom para entrar, e as inscrições foram tantas que, para que a noção de ouvir fizesse sentido, tivemos que abrir cinco salas – todas por zoom, orientadas pelos membros da equipa. Ouvimos, mais do que falámos, e as sugestões, ainda estamos a digeri-las para pô-las em prática.

Foi uma hora e meia de boa conversa e debate, críticas e incentivos. E foi muito mais que isso. Pusemos em prática este novo tipo de jornalismo comunitário, em que as fontes de informação não são as formais, habituais, com títulos e cargos, mas… todos os lisboetas. Os que vivem até ao tutano a sua cidade.

Podem ver o resultado, aqui.

Neste link também podem inscrever-se para a próxima reunião, que será no dia 7 de abril, às 18:30. Haverá novidades: estamos a pensar abrir vários temas de discussão e ter um convidado inicial. Mas queremos perguntar-vos: faz sentido? Sobre o que gostavam de falar? Quem gostavam de ouvir? Respondam na volta deste mail, para que possamos corresponder a essas vontades.

No final da primeira semana abrimos as subscrições e a resposta foi incrível: a todos os que já estão connosco nesta caminhada, e nos apoiaram financeiramente, um especial agradecimento. Como membros iniciais terão direito a uma surpresa especial, e a possibilidade, daqui para a frente, de participar em eventos para membros. Em breve serão anunciados os de abril – estamos só à espera do que nos dirão as novas regras sanitárias para decidir o formato.

Como dizia há uma semana: o caminho está apenas a começar. Esta semana contámos várias histórias em que Lisboa se mostra a cidade inspiradora – como a do jardineiro Nuno e o ativista Leonardo. Em que os seus habitantes dão nas vistas, como o peixeiro do Twitter. Pensámos no futuro da cidade, com a ajuda das mentes criativas da Startup Lisboa. E pusemos o dedo na principal e mais polémica ferida da cidade: a discussão das ciclovias.

Demos as boas vindas à Filipa Martins, e ao Lian Zhang, que vive há 30 anos em Lisboa, e conhece a comunidade chinesa como poucos.

Leiam as histórias que não leram, ao som da playlist do Rodrigo Costa Félix. E sigam o delicioso segundo episódio da banda Desenhada do Nuno Saraiva e do Ferreira Fernandes – sobre as duas Júlias de Lisboa, mulheres a homenagear, na semana delas. A partir desta semana teremos também um cartoon semanal, o Park Mayer, onde ambos, como o nome indica, morará a sátira, a vida e a memória de famosos lisboetas. Começam com a vitória – simbólica, nestes tempos – dos nossos atletas.

Até para a semana, e boas leituras, com algumas sugestões aqui em baixo.

Catarina Carvalho

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