É domingo em Lisboa, 19 de abril de 1506. Há missa na Igreja de São Domingos, bem no centro da cidade. Lá dentro os fiéis dão-se conta de uma “luz incomum refletida” e logo soltam: “milagre divino”. Um homem, alegadamente cristão-novo – um judeu convertido ao cristianismo – trava o entusiasmo e diz que aquilo que estão a ver não é mais do que o reflexo de uma candeia acesa. Furiosos com o que ouvem, os fiéis decidem arrastar o homem e espancá-lo. Era apenas o início de uma tragédia: nos três dias seguintes, multidões incitadas por frades dominicanos matariam milhares de cristãos-novos, culpando-os da seca e da peste que assolava o país, com origem aqui, neste histórico largo em Lisboa.

Passaram-se 519 anos. Camilla Pinho, de 33 anos, regressa ao Largo de São Domingos, bem junto à igreja, para lembrar aquele episódio, “o massacre de 1506″, que se tornou “um marco sombrio da intolerância religiosa em Portugal e antecedeu os horrores sistemáticos da Inquisição, da qual a própria Igreja de São Domingos se tornaria palco nos anos que se seguiram”. E conta que “não foi um episódio isolado”.

As dez pessoas à volta de Camilla, que neste dia se estreava como guia, ouvem com surpresa a história de um massacre que desconheciam. Elas que até já fizeram cama destas ruas, sem imaginar o que escondiam – o grupo é composto maioritariamente por imigrantes em situação de sem-abrigo.

Escutam, com atenção, à sombra de uma oliveira secular, de troncos grossos e folhagem farta. Faz calor em Lisboa. Mas todos aguardam, porque Camilla tem mais a dizer. Avança para o centro do largo, onde está uma Estrela de Davi plantada numa estrutura de mármore, e diz, com pronúncia brasileira, que o Largo de São Domingos, e não só aquela igreja, já foi um “espaço de intolerância”.

Hoje parece diferente: nos bancos longos de mármore, à sombra dos edifícios pombalinos, grupos de homens e mulheres vindo de outros continentes, sobretudo de África, estão sentados a confraternizar. Mas essa também é a história deste lugar, onde a presença histórica das comunidades africanas declara que aquele largo é agora um “espaço multicultural e de tolerância”.

É por mais tolerância que Camilla se tornou guia neste projeto que põe os imigrantes a contar capítulos da história de Lisboa que aprenderam. Chama-se Migrantour e é um projeto também ele imigrado: nasceu em 2010 na cidade italiana de Turim, chegou a Lisboa em 2015 pelas mãos da Associação Renovar a Mouraria e, atualmente, está em mais de 20 cidades europeias.

A particularidade destes passeios urbanos é que são concebidos e conduzidos por guias (ou, como gostam de ser chamados, “acompanhantes interculturais”) que são imigrantes em Lisboa.

Chegam de países como o Bangladesh, Brasil, Chile, China, Angola ou Nepal. E as visitas, tal como as histórias pessoais, acabam por ser todas diferentes. Mas unem-se neste único objetivo: promover um “diálogo intercultural”, para “empoderar os migrantes, porque eles acabam por ser mediadores interculturais”, explica Cláudia Pinto, a coordenadora do Migrantour na Renovar a Mouraria.

Migrantour no Martim Moniz. Fotos: Mateus Santa Rita

O percurso das visitas Migrantour é sempre o mesmo: começa no Largo de São Domingos e acaba no pátio da associação Renovar a Mouraria, passando pela Praça Martim Moniz e pelo Largo da Severa, no coração do bairro do fado.

O guião é co-construído com a Associação Renovar a Mouraria, que fornece aos guias informações históricas sobre a Mouraria e sobre as várias comunidades que ali vivem, mantendo-os também atualizados sobre a política migratória nacional. A regra é uma: não fugir dos factos provados pela história.

A freguesia de Santa Maria Maior – que inclui os bairros da Mouraria, Alfama, Baixa, Castelo, Chiado e Sé – é a mais multicultural em Lisboa. De acordo com os censos de 2021, os estrangeiros constituem 33,3% da população e são representados por 44 nacionalidades (INE), com uma presença significativa dos imigrantes do Bangladesh, seguidos dos brasileiros.

Facto 1: “Narciso acha feio o que não é espelho”

Camilla Pinho explica o sotaque carioca ao grupo: é filha e neta de imigrantes portugueses que partiram para o Brasil nos anos 1950. Chegou uma primeira vez em 2018, voltando logo de seguida para o Rio de Janeiro e regressando a Lisboa em 2023. Trabalha como assistente social numa associação que apoia imigrantes em situação de sem abrigo.

A guia vê o Migrantour como uma oportunidade para poder “contar a história a partir daquilo que nós (migrantes) vivemos aqui na cidade”. Citando a música Sampa (1978), de Caetano Veloso – na qual o artista explica o sentimento de estranheza ao chegar pela primeira vez a São Paulo – a brasileira explica que também teve dificuldade em identificar-se com Lisboa.

“Caetano diz que ‘Narciso acha feio o que não é espelho’. Então demorei a entender que essa também é a minha cidade e o lugar que eu escolhi viver.”

Camilla Pinho, acompanhante intercultural do Migrantour. Fotos: Mateus Santa Rita

As visitas Migrantour mostram que “Lisboa sempre foi uma cidade multicultural”. Cláudia Pinto, da Renovar a Mouraria, explica que os guias mencionam aquele passado histórico “que nós tentamos de alguma maneira esconder, que não é tão bonito, não é tão interessante ou não nos orgulha tanto”. Já “outras visitas falam sobre a homenagem que nós estamos a fazer às comunidades, porque ninguém explica o porquê de estarmos a homenagear naquele sítio”.

Facto 2: “A cidade mais africana da Europa”

Ainda no Largo de São Domingos, à sombra das árvores, há grupos de mulheres com longas túnicas de cores vibrantes e padrões diversos. Estão em pé. Numa mão carregam um saco, na outra uma caixa de plástico que serve de banco improvisado. 

“Já lhe disse que não pode estar a vender aqui. Não seja teimosa!”. Parecem já conhecer os dois polícias à espreita. A mulher, indiferente às advertências, sobe a rua e fica de plantão à espera que os polícias dispersem. Estão aqui para vender produtos de origem africana, como o caju e a cola, um fruto rico em cafeína que tem propriedades estimulantes e afrodisíacas. Este comércio, ainda que informal e ilegal, já é praticado desde o século XVIII.

Vendedoras ambulantes no Pátio Salema. Fotos: Mateus Santa Rita

Isabel Castro Henriques, historiadora, contava, em entrevista à Mensagem, que as comunidades africanas têm, desde o século XV, uma intervenção importante na vida social, cultural e económica da capital. A autora do livro Roteiro Histórico de uma Lisboa Africana (2021), afirma que “Lisboa é a cidade mais africana da Europa”. 

“Portugal teve um papel central no tráfico negreiro. Lisboa foi, seguida talvez por Sevilha, a cidade europeia que mais população de origem africana recebeu ao longo dos séculos e que mais marcas africanas tem hoje”, explica.

O grupo que segue Camilla vê a cena a acontecer enquanto está à volta do busto de “Pai Paulino”, figura popular da Lisboa oitocentista, escravo liberto e defensor dos direitos dos africanos.

Camilla Pinho menciona uma “outra versão da história que foi silenciada”, citando a frase de um samba-enredo da Mangueira de 2019 (escola de samba): “Desde 1500, tem mais invasão do que descobrimento”, refere-se à terra natal dela.

“Distrito Africano”, vista do Pátio Salema. Fotos: Mateus Santa Rita

Facto 3: Podemos “desconstruir preconceitos”

Um relatório europeu dá-nos pistas sobre como evolui a convivência na cidade: “um aumento acentuado do discurso de ódio, que visa, sobretudo, os migrantes, os ciganos, a comunidade LGBTQIA+ e as pessoas negras” em Portugal. Segundo dados da polícia portuguesa, as queixas judiciais contra crimes de ódio quase quintuplicaram em Portugal – de 63, em 2019, para 347, em 2024.

As visitas Migrantour são uma “ferramenta de transformação social muito rica” para  “desmistificar os preconceitos”. “Isto não é uma visita guiada só para saber a história da [Mouraria], é uma visita para explicar o que acontece aqui, e que as pessoas não falam, ou por desconhecimento, ou por preconceito”, explica Cláudia Pinto.

A acompanhante intercultural Inês Xu à frente do Memorial às Vítimas do Massacre Judaico de 1506, no Largo de São Domingos. Fotos: Mateus Santa Rita

Numa outra visita, o grupo orientado por Inês Xu procura refúgio do calor abrasador de junho à sombra de umas escadas. Sentados, quase todos com óculos de sol, os participantes – portugueses, brasileiros, italianos e norte-americanos – aproveitam para admirar a vista sobre o Castelo de São Jorge. Alguns comentam, surpreendidos, que nunca tinham estado ali.

Atrás de si ergue-se a Torre do Jogo da Péla, parte da Cerca Fernandina, muralha do século XIV que delimitava o Martim Moniz do resto da cidade. Após a conquista cristã de Lisboa, em 1147, mouros, moçárabes e judeus foram progressivamente empurrados para além desta muralha.

Num exercício para desmistificar os preconceitos, Xu mostra ao grupo uma frase que tinha no seu bloco de notas: “Os chineses são todos iguais”. Virou a página e mostrou uma série de rostos com feições distintas, pedindo aos participantes que apontassem para a pessoa que achavam que não era chinesa. No final, entre risos dos grupos, descobrem que, afinal, todos os rostos eram de chineses.

A guia Inês Xu a desmistificar preconceitos. Foto: Mateus Santa Rita

Esta é também a primeira visita da designer gráfica de 21 anos, filha de imigrantes chineses que chegaram a Portugal no início do milénio. Já nasceu aqui, mas conta que cresceu “entre a cultura chinesa e portuguesa” e confessa que a Mouraria lhe é “familiar”.

“É um sítio com uma comunidade chinesa bastante presente, e quando era pequena costumava vir aqui com os meus pais aos restaurantes e lojas, e todos os sábados vinha para a escola chinesa de Lisboa que, na altura, ficava aqui perto.”

Xu partilha ao grupo os conhecimentos que tem sobre a comunidade chinesa em Portugal, explicando como os fluxos migratórios têm evoluído ao longo do tempo. Nos anos 2000, registou-se um aumento significativo da imigração chinesa, com muitos a trabalharem na indústria têxtil, no comércio e restauração. Ainda assim, a guia não floreia este fluxo: diz que muitos vinham de “comunidades mais empobrecidas”.

Já não é bem assim.

Na última década, os imigrantes chineses chegaram com maiores capacidades financeiras. Xu destaca que os cidadãos chineses foram quem mais investiu no programa de Vistos Gold – um regime de autorização de residência concedido a cidadãos de países terceiros em troca de investimento mínimo de 500 mil euros no país, em vigor entre 2012 e reformulado em 2023.

Para Xu, os passeios Migrantour são uma oportunidade de “levar as pessoas a conhecerem o outro lado da cidade”. “Se calhar, para muitas pessoas isto é simplesmente um sítio com muitos imigrantes. É tentar levar as pessoas a entender um pouco da história, como é que tudo isto aconteceu, e por que é que isto aconteceu.”

Facto 4: as comunidades migram de forma diferente

Já na Praça Martim Moniz, a guia explica que cada comunidade migra de forma diferente. Enquanto para os nepaleses, o costume é migrar toda a família, para os bengaleses a tradição é vir primeiro o homem e depois é quem vem a família. Afirma que esta é uma das razões de se ver tantos homens no Martim Moniz.

Mas também, agora, porque paralizou o direito ao reagrupamento familiar, devido à reestruturação do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), que passou a ser AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) em outubro de 2023. Dezenas de milhares de pedidos estiveram congelados durante mais de um ano.

A situação só mudou no início de 2024. Mas em junho deste ano o Governo decidiu mexer na Lei de Estrangeiros (Lei nº 23/2007) e mudar as regras para o reagrupamento familiar: estes pedidos só podem ser feitos após dois anos da obtenção da autorização de residência. A lei introduz ainda uma distinção entre menores e maiores de idade: os primeiros poderão requerer o reagrupamento em território nacional, enquanto os maiores terão de o fazer a partir do estrangeiro.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou a Lei de Estrangeiros para o Tribunal Constitucional, apontando dúvidas sobre violação do direito à família após alterações ao reagrupamento familiar.

Martim Moniz, à saída da Rua do Benformoso. Foto: Mateus Santa Rita

Advogados que trabalham com imigração alertam que estas novas regras poderão representar um entrave adicional ao reagrupamento familiar, aumentando o risco de separação de famílias.

A Lei de Nacionalidade também sofreu alterações, destacando-se o aumento do tempo de residência legal exigido para solicitar a nacionalidade portuguesa. Cidadãos oriundos de países lusófonos terão agora de comprovar, no mínimo, sete anos de residência – em vez dos anteriores cinco. Para cidadãos de outras origens, o prazo é de dez anos.

A guia Camilla acredita que os migrantes, “assim como os turistas”, “também têm direito à cidade” e que a mudança acontece “pela cultura, pela integração”.

“A proposta é justamente tirá-los deste lugar de invisibilidade. Olha, o migrante não é só documento, não é só emprego, é importante que eles compreendam que eles também são parte da dinâmica da cidade, que eles têm direito a essa cidade”, diz.

Nas escadas do Beco do Jasmim, no coração da Mouraria, a guia pergunta ao grupo “que relação têm com o bairro da Mouraria?”. Um primeiro participante, que chegou há um ano do Brasil, diz que a sua ligação é afetiva, foi neste bairro onde deu o seu primeiro beijo em Lisboa. Outro diz, de forma pragmática, que foi graças a uma associação da Mouraria que conseguiu ter o seu BI português.

Segundo dados referentes ao final de 2024, Portugal tem mais de 1,5 milhões de imigrantes, representando cerca de 14,5% da população. Nesse mesmo ano, os imigrantes contribuíram com 3,6 mil milhões de euros para a Segurança Social, o equivalente a 12,4% do total das contribuições. Este valor é cinco vezes superior ao montante recebido em prestações sociais.

Facto 5: a Mouraria é uma “matrioska de questões sociais”

Nas arcadas do Centro Comercial da Mouraria, veem-se bocados de cartão envoltos em cobertores sujos, caixas de plástico e de vinho em pacote vazias. Algumas das pessoas que ali vivem estão visivelmente magras, andam de passo apressado e de cigarro preso entre os dedos. Dentro de alguns dias, as caixas e os vestígios de uma vivência sem casa seriam limpos, mas as pessoas continuavam lá.

A uns cem metros, grupos de turistas gravitam à volta das paragens de elétricos do Martim Moniz. São famílias, grupos de reformados e excursões organizadas, uns com ventoinhas portáteis, outros com bonés de cores condizentes. As filas parecem intermináveis, os grupos entram a conta gotas nos famosos elétricos amarelos, de lotação limitada. 

Cláudia Pinto, da Renovar a Mouraria, caracteriza o território da Mouraria como sendo muito “dual”. Diz ser um “espaço transitório de imigração”, onde existe uma comunidade “muito empobrecida” em determinados locais. Um estudo de 2023 da Associação sobre a comunidade migrante diz que 36% dos migrantes partilha casa com não familiares e que 2% vive com mais de 25 pessoas.

Refere também o consumo de droga a “céu aberto”, explicando que é um “ciclo fechado” porque o “consumidor não precisa de sair de aqui”, visto que o tráfico, o roubo para o consumo e o próprio consumo acontecem na Mouraria. A coordenadora aponta para a falta de apoios, dizendo que este território precisa de uma “sala de consumo assistido”.

Ao mesmo tempo, na freguesia de Santa Maria Maior, o processo de gentrificação é significativo. Entre 2013 e 2024, o centro histórico de Lisboa perdeu 28% da população, acompanhado pela diminuição do número de casas disponíveis e mais alojamento local (AL) – em 2018, eram 3666 unidades de AL nesta freguesia.

É uma “matrioska de questões sociais”, diz Cláudia Pinto. E as visitas Migrantour não pretendem “romantizar” nem “invisibilizar” todas estas questões sociais, mas sim causar o menor impacto nas “dinâmicas sociais que acontecem no espaço público.”

Cláudia Pinto, coordenadora do projeto Migrantour. Foto: Mateus Santa Rita

Filipe Peixoto foi convidado a participar na visita pela compatriota Camilla Pinho. Chef de cozinha no restaurante vegan The Food Temple, situado na Mouraria — bairro onde vive há seis anos — Filipe descreve o Migrantour como um “turismo mais inclusivo, que traz um pano de fundo que o turismo convencional não traz, com uma visão mais ampla do que só turística, é mais social”.

Roberta, italiana natural de Palermo, destaca as semelhanças entre a cidade natal e Lisboa, especialmente pela sua multiculturalidade. Acompanhou a visita guiada por Inês Xu e partilha da mesma perceção: “O facto de ter a palavra “tour” no meio, numa cidade como Lisboa que tem um turismo massificado, pode ser um incentivo e empurrão para os turistas que vêm aqui, que querem mais conhecer a cultura do lugar para onde estão a viajar. É um turismo diferente, mais sustentável e responsável – menos serviço, mais cultura.”

Ao fim de aproximadamente duas horas, as visitas Migrantour terminam no pátio da Associação Renovar a Mouraria para que os participantes conheçam o trabalho desta associação. Camilla Pinho refere o Apoio Social Integrado, que tem uma equipa técnica que dá apoio jurídico e social a pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente migrantes ou refugiados. 

Já a visita de Inês Xu, ainda no mês dos Santos Populares, terminou no Arraial da Mouraria no Largo da Rosa, cujo programa reflete a diversidade cultural da Mouraria, com música portuguesa, africana e árabe.

Fundada em 2008, o objetivo inicial da Renovar a Mouraria era dar uma nova vida a este bairro esquecido e estigmatizado, mas agora os desafios são outros, tais como a especulação imobiliária e a gentrificação. Cláudia Pinto diz que várias casas da cultura se viram obrigadas a fechar portas face às ordens de despejo, referindo os exemplos da Casa Independente, uma sala de espetáculos no Intendente, ou o projeto cultural e político Sirigaita

A coordenadora de projetos da Renovar a Mouraria confessa que já sentiram este tipo de pressões, mas que continuam em pé, sublinhando a importância de trazer pessoas para o bairro:

“Temos que continuar a reivindicar o espaço público, para que se possa fazer deste espaço um espaço agradável para toda a gente, para que as pessoas que não habitam aqui possam vir para cá. Em vez de estarmos a fechar casas de cultura, é reforçá-las”.

Largo da Severa. Foto: Mateus Santa Rita

*Texto editado por Catarina Reis


Mateus Santa Rita

Nascido e criado em Lisboa, é licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa. Adotou a cidade de Paris, onde prossegue os seus estudos em jornalismo. Durante o verão de 2025, integra a equipa da Mensagem para um estágio.

O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz une comunidades,
conta histórias que ninguém conta e muda vidas.
Dantes pagava-se com publicidade,
mas isso agora é terreno das grandes plataformas.
Se gosta do que fazemos e acha que é importante,
se quer fazer parte desta comunidade cada vez maior,
apoie-nos com a sua contribuição:

Entre na conversa

1 Comment

  1. Lisboa, Lisboa já não tenho visão das recordações que ainda sobrevive no meu pensamento tudo desapareceu.
    Os engraxadores de sapatos, amoladores de facas, a peixeira com canastra à cabeça vendendo o peixe, e outras vendiam sopa de fava rica, e o homem de branco que apregoava,( chora menino chora chupa,chupa que a mãe compra, chora..
    Por último na calçada combro , numa das esquinas havia uns homens que vendiam gravatas e tinham pendurado ao ombro umas grossas cordas que serviam para ajudar a transportar malas ou outro objeto pesado (serviço pago)
    Não me vou alongar mais, com tanta pieguice, mas nada disto existe.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *