Neste artigo:

1 - A primeira aula
2 - O 'conselho científico'
3 - Universidade popular: um conceito nunca muito português
4 - Quem são estes grupos comunitários?
5 - O que acontece quando se ouve mais a comunidade?

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Não há alunos, há aprendentes. Nem aulas – mas sessões de conhecimento partilhado. Nem salas ou lugar fixo para aprender. Ensinar pode acontecer em qualquer lado, até na rua. E os professores serão membros da comunidade, vizinhos. Mas esta escola também não se faz de conversas de café: tem uma espécie de conselho científico, em que moradores dos bairros se juntam a outros membros com formação académica superior, alguns deles investigadores.

Nasceu este fim de semana, em Lisboa, não só uma nova escola como um novo tipo de escola. É um projeto chamado Pluriversidade Comunitária – por oposição à ideia de “(uni)formização” do saber. Nasce do, e para o, conhecimento cívico e voluntário. É uma escola popular e comunitária e começou por ser idealizada pelo investigador do ISCTE, especialista em temas sociais, Rogério Roque Amaro, assim que decidiu reformar-se da academia. “Porque o saber não está só na academia”, lembra o cérebro da empreitada.

Participam no arranque mais de 60 pessoas de 16 grupos comunitários ligados a alguns dos bairros mais desfavorecidos da cidade. Os intervenientes são moradores ou técnicos e académicos.

No fundo, o objetivo é a transmissão e o circular do saber, descentralizando o que normalmente fica apenas na academia, para o trazer até quem nunca teve acesso ao ensino superior. Querem fazer da educação mais um meio de resolução de problemas e provar que a experiência de vida pode valer tanto ou mais do que um canudo.

“Sempre achei que a sabedoria não estava só na academia, mas na vivência das comunidades”

ROGÉRIO ROQUE AMARO, investigador e docente do ISCTE
Rogério Roque Amaro, investigador do ISCTE, levou uma vida a trabalhar e a estudar as comunidades de alguns bairros mais desfavorecidos de Lisboa. É o cérebro de toda esta operação. Foto: Rita Ansone

A ideia já levava anos na cabeça do professor. “Sempre me senti insatisfeito por ser um mero académico. Via os meus colegas presos aos computadores, sem sair do gabinete. Eu nunca fui assim”, diz. Por um lado, conta, “por ascendência feminina” da avó e da mãe, mulheres analfabetas, “mas muito inteligentes”. A vivência com estas duas mulheres fomentou nele uma crença quase imbatível de que “a sabedoria não estava só na academia, mas na vivência das comunidades”.

Depois, os anos de trabalho de terreno provaram-lhe estar certo. E a Pluriversidade Comunitária nasceu.

A primeira aula

Na primeira ‘aula’, são ‘professores’ Soraia Corneta e Joaquim Saavedra, ambos de etnia cigana. Estão em palco ao lado do académico e investigador que dedicou toda a carreira a estudar esta comunidade, Rogério Roque Amaro.

Neste dia, falam para o auditório da Casa dos Direitos Sociais, junto ao bairro da Flamenga, em Marvila. Na plateia, os ‘alunos’, entre os quais vários homens e mulheres ciganos. É sobre eles que se fala neste dia, porque “raramente lhes damos voz, na primeira pessoa”, diz Rogério Roque Amaro. Dar-lhes voz, garante, é meio caminho andado para combater o estigma a que estão associados.

A aula é uma tertúlia. Mas, antes, um filme preenche a tela do anfiteatro: “Ser cigano”, realizado pelo alemão Peter Nestler, nos anos 70. Imagens a preto a branco mostram um problema antigo – já nos campos de concentração alemães, a segregação era clara, mostra o documentário. O realizador também esteve na tertúlia para falar, ainda que à distância.

E falar sobre isto “é mais importante do que nunca”, diz Joaquim Saavedra, homem cigano de 51 anos e um dos oradores deste dia. “Chegamos a um ponto em que deixámos de nos importar em reivindicar qualquer coisa, porque a nossa voz nunca é ouvida”, lamenta.

Estenderia uma lista de mudanças necessárias no seio das comunidades para mudar a sina desta, mas há uma mudança prioritária: “Deve começar nas escolas, nas crianças, na educação. Antigamente, ouvia-se dizer em escolas de algumas aldeias, quando a criança não queria comer a sopa: ‘Olha que vem aí o cigano e leva-te’. Fico triste. Não somos como nos pintam, eu não sou. Gostava que se começasse pela educação.”

É este o formato que a Pluriversidade pretende seguir. Pelo menos uma vez por mês, abrir espaço à discussão de um tema escolhido pela comunidade como importante para ela própria. Hoje, o papel da cultura cigana. Numa próxima, saúde mental, o conceito de segurança, a arte e o impacto das alterações climáticas nos bairros, as questões de género, entre outros.

As tertúlias irão juntar pessoas da comunidade que tenham histórias para contar sobre o tema em questão, com académicos ou investigadores. E serão precedidas por um filme, um documentário ou uma exposição.

O saber salta daqui para um podcast (que terá parceria com uma rádio local), vídeos e uma plataforma de agregação de conhecimento ainda em construção – que mais se assemelhará a uma Wikipédia, no formato.

O ‘conselho científico’

Toda a informação veiculada é validada por uma espécie de conselho científico, composto por 11 mulheres e 11 homens. Metade deles com habilitações literárias acima de mestrado – “nomeadamente académicos, para não cortar esta ligação à academia, mas não de gabinete”, diz Roque Amaro. Aqui, tem lugar, por exemplo, o catalão Jordi Estivill Pascoal, licenciado em Economia e doutorado em Sociologia.

A outra metade são pessoas de grupos comunitários, algumas só com a 4.ª classe, mas reconhecidas pelos seus pares pela sua experiência e saber.

Aos primeiros, chamam-lhes “Sistematizadores”, aos segundos “Indutores”. Integram este conselho científico que também foge ao velho nome: aqui, é designado Conselho de Sistematizadores e Indutores (CSI).

Joaquim Saavedra tem 51 anos e uma vida contada em vários continentes como homem cigano. Subiu ao palco na primeira ‘aula’ da Pluriversidade. Foto: Rita Ansone

Joaquim Saavedra, 51 anos, neste dia no palco, é um destes indutores. “Não estava a perceber nada”, confessa, quando lhe explicaram pela primeira vez o que seria esta universidade. É homem de várias moradas – percorreu e viveu na África do Sul, Botswana, Quénia, Tanzânia, Zâmbia, Brasil, Escócia e Holanda. E reconhecido como “um profundo conhecedor da história e da cultura do povo cigano”.

Entrou nesta aventura através do grupo comunitário da Ameixoeira, onde mora. Entrou porque “foi uma forma de agradecer ao grupo pela forma como debatiam sobre a comunidade”. Quis ir “para ajudar”.

Além deste CSI, a nova escola tem uma Assembleia Comunitária, da qual qualquer um pode fazer parte, para definir regularmente os eixos estratégicos desta Pluriversidade.

Universidade popular: um conceito nunca muito português

Quem também está desde o primeiro minuto na materialização da ideia desta universidade é Bárbara Ferreira, académica na área da participação cidadã, braço direito de Roque Amaro e membro do Conselho de Sistematizadores e Indutores (CSI) – o conselho científico.

Esta “é a primeira ideia deste foro em Portugal”, que nunca foi país muito dado a estes conceitos, ao contrário de outros, diz Bárbara. Fala dos casos do Perú, Argentina e Chile, por exemplo, onde a história do país se cruza com o surgimento das universidades populares. Na Argentina, a revolução começou naquela que ficou conhecida como a Reforma de Córdova, em 1918, quando o movimento dos estudantes da Universidade Nacional de Córdova reivindicava o direito universal ao ensino superior, sem concurso, no país. A ideia de que o saber deve ser democrático.

Bárbara Ferreira é especialista em participação cidadã e desenvolvimento comunitário. Foto: Direitos Reservados

Em Portugal, “podemos ver pequenos sinais disto numa fase pós-25 de Abril, de tentativa de empoderamento da alfabetização no interior”. Recorda o projeto SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local, que juntava arquitetos e engenheiros com as populações locais que viviam em bairros precários, para colmatar as necessidades básicas de habitação. Foi sol de pouca dura, porque seria extinto logo em 1976.

“Hoje temos em Portugal uma parca educação para a cidadania ativa”

BÁRBARA FERREIRA, investigadora em desenvolvimento comunitário e participação cidadã

O que se seguiu foi “um declínio de democracia popular mais vibrante, quando estes movimentos passaram a ser vistos como muito revolucionários”, diz a investigadora, de 38 anos. Isso e a economia instável “tornou-nos o povo dos brandos costumes, desconhecedores de alternativas”. Por isso, diz, “hoje temos uma parca educação para a cidadania ativa.”

Já após a recessão de 2008, o mundo “teve uma reação à falta de regulação e ao neoliberalismo, que resultou num ressurgimento da cultura do ir para a rua reclamar melhores condições. Em Portugal, isto traduziu-se em pequenos surtos de alguns movimentos, sobretudo liderados por jovens”, defende.

O que acontece com maior expressão em Lisboa, em zonas mais desfavorecidas, onde “os grupos comunitários têm conseguido fazer a luta”. Bárbara Ferreira diz que a capital tem “um papel muito importante nisto, ao nível do impacto e reconhecimento político”.

Este vai ser o maior desafio da universidade: a mobilização, que não será o forte dos portugueses e lisboetas. “Fazer com que as pessoas se mobilizem, interessem e compareçam não será fácil”.

Quem são estes grupos comunitários?

Mais de 20 anos de experiência dão a Ricardo Vieira a segurança para dizer: “Para haver sensibilidade, tem que haver primeiro conhecimento. E, para haver conhecimento, temos que ter a humildade de perceber que não sabemos tudo, temos que ouvir os outros.” O técnico da Santa Casa Misericórdia de Lisboa (SCML) fala como membro desta nova escola, para lembrar que as bases que originaram a Pluriversidade foram também os princípios que levaram ao nascimento dos grupos comunitários, tal como os conhecemos.

Ricardo Vieira, técnico da SCML, conhece bem as comunidades a quem a Pluriversidade quer chegar. Foto: Rita Ansone

Aliás, Rogério Roque Amaro esteve envolvido na criação do primeiro grupo comunitário no país, em 1993, em Carnide, nascido da mão de moradores, em conjunto com a SCML e a Junta de Freguesia. Depois, em 1994, esteve no arranque do grupo dos bairros Horta Nova, Quinta Grande e Galinheiras. Em 1996, no bairro de Loios. “São plataformas informais com a participação de moradores na resolução dos seus problemas e com parceria institucional”, explica.

Aqui, abordam os problemas e discutem as soluções.

“Alguns dos meus colegas [técnicos da área de intervenção social] tomam algumas situações como sendo reais porque estudaram sobre elas e não dão espaço a quem não tem canudos de partilhar as suas formas de resolver problemas.”

RICARDO VIEIRA, técnico da SCML e membro da Pluriversidade

Problemas muitas vezes comuns, embora a história e dinâmica dos bairros possam ser diversas. A investigadora Bárbara Ferreira lembra como, nas reuniões destes grupos, havia um assunto recorrente: a gestão do lixo urbano, a falta de recolha. “Fruto da gentrificação, que descentralizou esta resposta e deixou alguns bairros esquecidos”, diz.

“E se os juntássemos todos? Não seria mais eficaz juntar os grupos num, para facilitar o pedido de mudanças ao poder?”, questionou-se Rogério Roque Amaro. A questão foi a semente para a criação, em 2019, da PIC, a plataforma de grupos comunitários de Lisboa.

A PIC acabou reconhecida pela CML, que resolveu a gestão de resíduos urbanos nestes bairros. Daqui, nasceu o GLPP – Governança Local Partilhada e Participativa, ideia apadrinhada pela anterior vereadora da habitação, Paula Marques. “E, neste âmbito, lançámos a ideia de um GOD (Grupo de ocupações e desocupações), para resolver os problemas de despejos nas suas comunidades. Mas está estagnado agora”, conta o professor.

O que acontece quando se ouve mais a comunidade?

Ricardo Vieira é perentório: obrigar as instituições a trabalhar em conjunto com a comunidade tem provado ser o método mais eficaz. “Consigo confirmar isso no meu trabalho [como técnico da SCML]. Alguns dos meus colegas [técnicos da área de intervenção social] tomam algumas situações como sendo reais porque estudaram sobre elas e não dão espaço a quem não tem canudos de partilhar as suas formas de resolver problemas.”

Lembra o caso específico de uma associação nascida na Ameixoeira que juntava pessoas com mobilidade reduzida e deficiência – hoje, a AGEDI (Associação Grupo Esperança Direitos Iguais). Um projeto cívico que nasceu de uma necessidade e para provar uma outra.

Lutavam por melhores acessos. “Naquela zona em particular, havia muitas barreiras. Uma dessas pessoas foi falar com a presidente da Junta [de freguesia] da altura, para propor que os consultassem quando fossem feitas obras. Responderam-lhes: ‘Ah, mas nós temos técnicos a tratar disso’. Então, o rapaz disse: ‘Venha cá comigo, cá fora. Daqui já não consigo passar, vê?’”

Desta experiência, nasceu um workshop sensorial, em que a associação propunha a técnicos de várias associações passar um dia de trabalho numa cadeira de rodas. “Foi fenomenal o resultado. E quem liderou o projeto foi um imigrante da Guiné-Bissau com apenas o 9.º ano de escolaridade. Mostrou que as respostas estão em quem delas precisa.” E que um canudo pode nada significar no sucesso do nosso trabalho, se não ouvirmos os outros.

A Pluriversidade Comunitária “assenta que nem uma luva nestes ideais”. Diz o técnico que “vem dar resposta às ansiedades de vários de nós e a esta consciência de que o conhecimento está apenas centrado na academia – quem tem acesso ao Ensino Superior é quem tem acesso ao conhecimento. Fala-se tanto em termos uma sociedade horizontal, mas que esbarra logo aqui com esta ideia de academia e conhecimento. A experiência de vida de alguém pode valer muito mais [do que um canudo]”, remata.

Esta nova escola quer tirar o saber da academia para a comunidade, mas voltar a trazê-lo para a academia.

“A universidade arrisca-se, neste momento, a tornar-se uma coisa inútil.”

ROGÉRIO ROQUE AMARO, investigador e docente do ISCTE

É também uma ideia que fervilha na cabeça do professor Roque Amaro há vários anos. Ele que já propôs ao ISCTE e até em Tomar “permitir uma universidade sénior dentro destas instituições, permitir também que os mais velhos fossem professores nas suas áreas de saber, mesmo sem formação superior ou nenhuma”. A resposta foi sempre negativa. “Não ia ao encontro dos cânones da universidade”, justifica.

Teme há muito que a academia esteja gradualmente a perder o valor que pode oferecer às pessoas que dela se servem. “A universidade arrisca-se, neste momento, a tornar-se uma coisa inútil”, desabafa. “Temos que estar ao serviço da comunidade. É só assim que sei trabalhar.”

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O provérbio concretizou-se e, ao final destes anos de insistência, o professor Roque Amaro não só conseguiu uma Pluriversidade, como uma pós-graduação em Desenvolvimento Comunitário, no ISCTE, que arranca em fevereiro. Terá a duração de apenas um semestre, mais uma cadeira, “para responder a problemas muito específicos das comunidades”. E há finalmente uma porta aberta para levar formadores que não têm formação académica – como sempre quis.


Catarina Reis

Nascida no Porto há 26 anos, foi adotada por Lisboa para estagiar no jornal Público. Um ano depois, entrou na redação do Diário de Notícias, onde aprendeu quase tudo o que sabe hoje sobre este trabalho de trincheira e o país que a levou à batalha. Lá, escreveu sobretudo na área da Educação, na qual encheu o papel e o site de notícias todos os dias. No DN, investigou sobre o antigo Casal Ventoso e valeu-lhe o Prémio Direitos Humanos & Integração da UNESCO, em 2020.

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90 Comentários

  1. Formidável iniciativa. Folgo que concretizem este projecto com o empenho de todos. Apesar dos meus 68 anos, gostaria imenso de poder fazer parte de algo tão a favor da comunidade.

  2. Projecto de louvar. Parabéns
    Pela dinâmica!
    Tenho79 anos, trabalhei arduamente, mas faltaram oportunidades…
    Felicidades para a nova maneira de educar😍
    👏👏👏 Hajam Vontades!

  3. Estou muito satisfeita por este Grupo, que afinal é constituído, pelo que percebi, por vários que em conjunto têm encontrado as soluções possíveis, agora. O que nos parece impossível hoje, será possível amanhã! Acreditemos! É preciso meter mãos à obra, com coragem e determinação, aqui está a prova! Um abraço e obrigada! Sou uma Portuguesa interessada e preocupada. Agora, depois desta informação, bastante menos… 🌻

  4. Excelente iniciativa. Grande registo de experiências vividas e partilhadas pelo público aderente.

  5. Muitos Parabéns pela iniciativa que não me parece nada fácil !
    Tenho 62 anos, e tal como no comentário anterior, faltaram oportunidades mas esta ideia “comunitária” também era equacionada de um outro modo.
    pelo que li, lembrei-me de imediato do autor Ivan Illich, porque algumas das obras dele, acabam por refletir o desejo de poderem existir novas instituições educativas. Daí o seu seu livro, um dos mais conhecidos, “Sociedade sem escolas”, publicado em 1971, onde critica o sistema educativo das sociedades contemporâneas.
    Muita força para este projeto, que à partida parece muito bom e com a participação de todos aqueles que têm a sua experiência de vida para contar, ensinando de uma outra forma.

  6. Fantástico, fiquei encantada. Trabalhei alguns anos com comunidades no Brasil, sei das dificuldades que as pessoas enfrentam por falta de conhecimento. Este é um projeto maravilhoso, bem hajam.

  7. Cada vez mais iniciativas destas são precisas. Dar a voz ao saber de tantos.
    Para uma governação cada vez mais das pessoas para as pessoas, da cidades, dos países, do mundo.
    Também podemos e devemos ser poder.

  8. É nesta participação no e para o bairro para a comunidade e para o povo que eu acredito…acho fantástico…faz- me acrditar num mundo melhor..

  9. Estou super feliz pela iniciativa.
    Espero que se estenda a todos os bairros de Lisboa e do País.
    Quando andarem perto de Alcântara ou.Campo de Ourique quero estar presente. Muito obrigada

  10. Excelente iniciativa.
    Quem tiver curiosidade há uma história de Universidade Popular em Lisboa na Padaria do Povo em Campo de Ourique.

  11. Excelente ideia, gostaria imenso de participar.
    Sou lisboeta, tenho 70 anos, marcada pelas injustiças sociais ao meu redor.
    Nunca aceitei, “quando nasci já era assim” e outras coisas mais, que quando falo delas aos filhos, questionam onde nasci? Onde vivi…..
    Bem haja pela IDEIA
    isabelnasci@gmail.com
    Freguesa Arroios há 48 anos ( antes bairro alto/s.dom.benfica)

  12. Extraordinária iniciativa, a ser multiplicada! Parabéns pela ideia, parabéns pela resiliêncua, parabéns pela concretização!

  13. Acho a iniciativa muito interessante… Adoraria poder participar. Ė possível?
    Se sim o que tenho q fazer para tal?

  14. Boa tarde, estou encantada com tudo o que li sobre esta iniciativa. Gostaria de saber se é possível assistir a essas “aulas”? Como poderei saber a sua periodicidade? Obrigada

  15. Bellissima iniciativa…
    Este projeto lembra muito o educador Paulo Freire e suas obras acerca da EDUCAÇÃO popular, “uma escola para o povo”, “pedagogia do oprimido” e tantas outras, sem esquecer naturalmente o método PF de alfabetização.
    Estou atualmente em Lisboa, na zona de Queluz, sou Professor em uma Universidade pubica no Brasil e já quase na retorna institucional, porém, outros projetos solidários estão apenas começando…rsrs
    Gostaria de conhecer mais e melhor esta redentora ideia da Pluriuniversidade
    Um abraço Tucuju da Amazônia brasileira

  16. Votos sinceros de sucesso. Que não seja mais um bom projecto que fica pelo caminho.
    Seria óptimo replicar este projeto em zonas do interior do país.

  17. Uma excelente iniciativa! Fui aluna do Prof. Roque Amaro e com ele aprendi muito sobre Desenvolvimento Local. Mãos à obra!

  18. Boa tarde,
    A Pluriversidade ainda está com a plataforma digital em construção. Mas pode contactar diretamente o fundador, Rogério Roque Amaro: rogerio.amaro@iscte-iul.pt
    Obrigada e boa semana

  19. Olá, Rosa
    A Pluriversidade ainda está com a plataforma digital em construção. Mas pode contactar diretamente o fundador, Rogério Roque Amaro: rogerio.amaro@iscte-iul.pt
    Obrigada e boa semana

  20. Boa tarde, Lúcio
    A Pluriversidade ainda está com a plataforma digital em construção. Mas pode contactar diretamente o fundador, Rogério Roque Amaro: rogerio.amaro@iscte-iul.pt
    Obrigada e boa semana

  21. Excelente iniciativa, parabéns pelo projeto e seu desenvolvimento e implementação! A resposta e o futuro estão na partilha do conhecimento e no desenvolvimento comunitário. Gostaria de participar. Anabela Cristos, lisboeta, 63 anos, moradora em Benfica. Obrigada.

  22. Que maravilha!!!
    Sou arquiteta, brasileira de Minas Gerais e fiquei surpreendida com o projeto. Uma iniciativa de valorização das pessoas humanas no seu meio, com a sua dignidade e poder de participação. Brilhante!!!

  23. Reformei-me em janeiro de 2022 e este era um projeto, que gostaria de abraçar. Tenho uma licenciatura, uma pós graduação e um mestrado, mas isto pouco contará, e bem, na filosofia integradora e participativa deste projeto.
    Se possível, gostaria de reunir com algum responsável para analisar como devo ou posso participar. Muito agradecido a quem teve a iniciativa e o empenho de avançar com a ideia.

  24. Parabéns pela iniciativa e realização de uma utopia. Que sirva de inspiração para outros mais!

  25. Extraordinária iniciativa e empenho!
    Como poderei integrar-me num grupo de trabalho?

  26. Fantástico poder nascer uma iniciativa que dê valor ao saber das experiências vividas. Vivo no Porto, se fosse em Lisboa iria colaborar. Parabéns pela iniciativa!

  27. É interessante o comentário do Professor Rogério Roque Amaro sobre a riqueza do conhecimento das pessoas sem estudos académicos mas que dotadas de grande inteligência se destacam nas comunidades e são fonte de inspiração para todos!

    Parabéns

  28. Prezadíssimas e prezados professores, grato em conhecer um trabalho desta magnitude. Moro em Belém/PA, norte do Brasil, sou professor da rede pública, com trabalho voltado para comunidades em vulnerabilidade social.Concluí um doutoramento em ciências e gostaria muito de ter mais entendimento e alguma participação em vosso trabalho. Abraços ( Sérgio Freire)

  29. Uma iniciativa admirável. Fico muito feliz por saber que aconteceu e aconrtece a cada novo dia. Parabéns

  30. Pluriversidade Comunitária e professor Roque Amaro parabéns pela iniciativa e que célebre muitos anos de vida e farta descendência. Se posso sugerir mais um tema que deve saltar da academia para as comunidades e de volta aquela: solidão e isolamento de jovens e idosos, bem como a falta de preparação de Portugal para a longevidade da sua população, nomeadamente em matéria de emprego. Perdoem-me pois já acho que são 2 ou 3 temas. Bem hajam.

  31. Uma iniciativa admirável. Fico muito feliz por saber que aconteceu e acontece ativamente a cada novo dia. Parabéns

  32. Tenho pena de já não estar no “activo” em Lisboa…
    Mas fico “atento” a este Projecto e às suas potenciais aplicações na aldeia da minha meninice, onde agora vivo.

  33. Sinais de Esperança num Mundo melhor, com uma sociedade mais justa, mais solidária, mais humana e mais Feliz.
    Sonho com esse Mundo há anos e hoje fico feliz por esta iniciativa e ter na sua origem o Professor Roque Amaro.

  34. Num momento em que estamos pensando numa mudança curricular todo esse movimento nos ajuda a integrar a academia a serviço da comunidade. Que bom que já existe essa ideia em movimento e nos inspira casa vez maus nessa nova integração da academia auxiliando a soluções comunitárias em parceria academia e cidadãos.

  35. Com especialidade em gestão de projetos sociais, acredito fortemente nesta iniciativa.Digna de aplausos, traz na alma do projeto: a fraternidade, o solidário e a cooperação. Certamente, dentre os objetivos específicos do objetivo central, traçará metas para atingí-los num sistema horizontal, em sentidos de vai e vem, através de interações de pólos distintos num complexo inimaginável, surpreendente e frutífero.Aqui do Brasil meus fraternais abraços a todos , muito sucesso e sustentabilidade ao projeto.

  36. Parabéns pela iniciativa.
    Sou consultor do Instituto Carlos Matus e acredito que experiência como esta, pode ser o caminho para maior percepção e participação dessas comunidade, ditas periféricas na formulação e desenvolvimento das políticas sociais, dos governos.

  37. A humanização da ciência, o reconhecimento da sabedoria ancestral e popular em ações com visão multiuniversais nos permitirá a emancipação da mulher com a elevação e reconhecimento do valor das parcerias como diretriz no progresso civilizatório. Gostaria de poder multiplicar esta iniciativa num intercâmbio mais uma vez UNIPORTOS UNILAÇOS Portugal&Brasil.

  38. Maravilhosa iniciativa! O conhecimento não pode continuar encastelado, e favorecendo só as elites. Parabéns aos criadores! E que a pluriversidade tenha vida longa agregando cada vez mais as pessoas que compõem as comunidades. Me oferecia como voluntária se morasse em Lisboa.

  39. Parabéns! Viva, viva! A educação deve ser isso mesmo: democrática, horizontal, libertadora e dialógica! Bem “freiriana” essa experiência… aqui no Brasil, o fio condutor é a Educação Popular, sistematizada por Paulo Freire nos anos 60. Sou doutor em saúde pública e docente da Universidade Federal da Paraíba e troco experiências em comunidades socialmente vulneráveis com o projeto extensionista “Mais Saúde na Comunidade”, há vários anos, ancorado na educação popular em saúde. Vejam esse vídeo no youtube,produzido pelos estudantes em parceiria com várias comunidades: https://youtu.be/NhoFTWPjnMY

  40. Que excelente iniciativa!!!! Gostaria de manter contato com o grupo. Marilda. Brasil.

  41. Adorei saber desta grande iniciativa, quisera eu ainda ser moradora de Lisboa para prestar meu contributo como professora, geógrafa, educadora social e amante de causas plurais como está. Mas desde o Brasil, contem com meu apoio e alegria do saber. Desejo muito sucesso a esta nobre empreitada pluriuniversal.
    Magda Braga de Souza

  42. Parabéns pela grande idéia de uma UNIVERSIDADE QUE SIRVA PARA TODOS OS QUE QUEIRAM TROCAR CONHECIMENTOS, VIVENCIAR EXPERIÊNCIAS, SEM UMA BUROCRACIA DOMINADORA, QUE,MAIS DESTRÓI QUE CONSTRÓI!

  43. Parabéns!
    E q venham +!
    Esperança na mudança para uma sociedade inclusiva, de facto, da qual bem precisamos!
    Felicidades!

  44. Estou encantada com a iniciativa. Penso que esta ideia poderia se espalhar por todos os países. Sou professora e orientadora Pedagógica em escolas públicas no Brasil, desde do ano passado estou com uma ideia de fazer um projeto de inserção social na escola de Formação de professores que trabalhado, no sentindo de orientar os alunos ao acesso a informações, para conhecerem seus direitos, buscar parcerias para que ampliem seus saberes, incentivando-os ao acesso a universidades públicas, a cultura, a saúde, ao mercado de trabalho, a sustentabilidade, etc. Ao ler este artigo, fiquei empolgada em levar a ideia adiante, me trouxe várias ideias, pois me dói ver muitas vezes os olhares de desesperança em jovens com tantos potenciais, ficarem a margem desta sociedade tão desigual. Sucesso! Que toda está luta pela universalização do conhecimento acadêmico, colha bons frutos na construção de uma sociedade mais igual.

  45. Maravilhosa essa atitude. Miri em Goiânia, no centro-oeste do Brasil. É uma cidade linda mas com vários problemas sociais. Quais os primeiros passos para começar um projeto dessa envergadura?

  46. Maravilhosa essa atitude. Miri em Goiânia, no centro-oeste do Brasil. É uma cidade linda mas com vários problemas sociais. Quais os primeiros passos para começar um projeto dessa envergadura?

  47. Iniciativa maravilhosa e corajosa. Estou concluindo doutorado em difusão do conhecimento na Universidade Federal da Bahia em Salvador Bahia. Brasil e acredito nos princípios da dialética, da integração, da troca de saberes, do compartir. Se eu pudesse estaria aí entre vocês vivendo esta experiência ímpar.
    Desej muito sucesso

  48. Excelente iniciativa.
    Parabéns.
    Gostaria de conhecer e estar presente num próximo encontro

  49. Dizem que e preciso ter fé que coisas melhores virão. A estagnação dominante quase me impede de acreditar. Mas não é que chegam verdadeiros milagres humanos? Uma nova esperança.

  50. Muito interessante e estimulante a ideia. Parabéns aos idealizadores e promotores do projeto, que espero tenha sucesso e se espalhe a outros sítios e realidades. Apenas uma observação sobre algo que achei desnecessário no discurso, ainda mais porque contrapõe erradamente a ideia da “pluriversidade” à da “universidade”, como sendo esta última sinônimo de “(uni)formização” do saber. Universidade, como devem saber, provém do latim ‘universitate’, como ideia de “universalidade, totalidade, conjunto; corpo, companhia, corporação, comunidade…”. Não são portanto ideias opostas, pelo contrário. Credito esse detalhe à mania, recente, de desconstruir-se o que está feito e considerá-lo inadequado ou sem valor para os novos tempos.

  51. Genial essa ideia. Espero que em todos os lugares tenham essa bela iniciativa. Parabéns, Sucesso. ALBERTO ARAÚJO.

  52. Parabéns pela iniciativa, Roque Amaro. Vida longa para a Pluriversidade Comunitária.
    Mesmo de longe, vivo no Brasil, adoraria participar e contribuir, na medida do possível, com esta causa que me encanta e a qual também me dedico. Desde já, gostaria de colocar à disposição da Pluriversidade, todas as experiências, projetos e resultados do Cpcd (www.cpcd.org.br). Destaco o Projeto Sementinha: a escola debaixo do pé de manga” (premiado pela OMEP – Organização Mundial de Educação Pré-Escolar, como modelo de educação infantil, em 1987) e a “Universidade Comunitária da Ceilândia “, Brasília (1º ligar no concurso para uma universidade na Ceilândia, cidade satélite de Brasília, pela UnB, em 1989).
    Para contacto comigo (tiao@cpcd.org.br)
    Felicidades. Abraços

  53. Para completar , gostaria de sugerir que a Pluriversidade Comunitária entre em contato com o ICE – Instituto das Comunidades Educativas, sediada em Setubal, criado por Ruy D’Espiney, com quem tive a feliz oportunidade de conviver e trabalhar!
    Abraços mineiros e brasileiros.

  54. Exelente projeto!!
    Preciso aprender com vocês.
    Sds,
    Valter Moacir.

  55. Sigo com muito interesse o que têm feito. Conhecia já de nome, o Prof. Roque Gameiro, que foi muitas vezes referido no Grupo de Cidadania Ativa de Benfica, de que a minha Associação de Moradores faz parte, que congrega associações e instituições de Benfica. Parabéns, pelos trabalhos que tenho lido . Aliás, excede em muito as expetativas que tinha quando nos falaram do vosso projeto, antes de ser concretizado. Estou em crer que uma das pessoas com que falei foi a autora deste artigo.

  56. Corrijo para Prof. Roque Amaro. Lamento a incorreção cometida.

  57. Gostava de conversar pessoalmente com a vossa equipa organizadora.
    É que começamos a criar uma Associação Académica e Artistica de nome TAGVS com o mesmo fim, na Bx. Banheira/Moita. A partilha era fundamental. Aceitem-nos como parceiros, Pf. Obrigada

  58. Parabéns pela iniciativa de se criar esta “Pluriversidade Comunitária”. – A nossa Fundação Geolíngua está à disposição para colaborar, a todos os níveis. – Por exemplo, fui convidado pela Universidade Popular de Almada para uma palestra, no âmbito dos objetivos da nossa Fundação desde a sua criação em 2002, a sua apresentação ao MAI e, – o que está a se passar com a mesma, desde então!?

  59. Excelente iniciativa. Fico encantada com a organização e engajamento em Portugal, apesar de a matéria explicar que não é algo fácil e que atualmente não está no melhor momento. Mas vejo como temos dificuldade de deslanchar iniciativas como a Casa dos Direitos Sociais aqui no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, a cidade que nasci e vivo. Portugal me inspira. Espero um dia, através do Instituto dos Arquitetos do Brasil, o espaço que mais tenho tentado atuar, conseguirmos reunir conselhos comunitários, casas dos direitos sociais e universidades populares. Muito obrigada e parabéns!

  60. VERDADEIRA AULA DE CIDADANIA NUM TEXTO SIMPLES SOBRE AS DEMANDAS LOCAIS COM PESSOAS INTERESSADAS A TRANSFORMAR SABERES, CONHECIMENTOS EM REALIDADES NA VIDA DOS MENOS FAVORECIDOS. PARABÉNS A TODOS E, TODAS NESTA BELA EMPREITADA. VANIO KORRÊA! 10 DE FEVEREIRO. DE 2.O22. RIO DE JANEIRO BRASIL.

  61. Que projeto admirável… como gostaria de viver em Portugal para me aproximar e contribuir de alguma maneira na manutenção desta iniciativa e crescer junto com todos, mesmo estando com meus 65 anos

  62. Concordo, plenamente, com Maria do Carmo Almeida.
    Para esta iniciativa , bato palmas.

  63. É uma brilhante iniciativa.
    No Brasil não conheço nada semelhante
    Vai somar conhecimento

  64. Sensacional, estou feliz sabendo desse projeto. Sou apaixonada por todos os saberes, mas, principalmente, por esses que o povo mantém vivo por tradição oral. Parabéns, iniciativa maravilhosa. Pesquiso na área das manifestações populares no Brasil há 40 anos e me dedico também ao estudo dos brinquedos e brincadeiras populares. Sou professora. Gostaria de ser informada sobre tudo que que vocês forem desenvolvendo. Agradeço a atenção. Grande abraço de Sálua de Salvador/Bahia

  65. Quais os canais para interação com o Conselho de Sistematizadores e Indutores (CSI) da Pluriversidade? Há algum site ou local físico? Em fevereiro realizamos uma interessante videoconferência de psicólogos brasileiros com forte atuação na área social e também acadêmica, e gostaríamos de trocar ideias. Resido em Lisboa e gostava de participar/contribuir, inclusive presencialmente. Obrigado.

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