Ilustração: Nico / LSD Lisbon School of Design.

Da junção de “palavra” e “rio” nasce o mais novo festival de literatura de Lisboa: Palavrio é o nome do primeiro evento de literatura de uma das juntas de freguesia mais históricas da cidade, Santa Maria Maior, que pretende, de 25 a 27 de outubro, usar os livros para refletir sobre os caminhos não só da freguesia, mas da capital portuguesa.

Um debate que terá a contribuição da Mensagem na mesa que encerra o evento, com o tema Cidades Imaginadas, com a participação da diretora de redação Catarina Carvalho e do jornalista e escritor Álvaro Filho, com moderação da jornalista, escritora e crítica literária Isabel Lucas.

O Palavrio nasce com importante estatuto de um evento que marca o aniversário de Santa Maria Maior, em 26 de outubro, uma prova da aposta da Junta de Freguesia em investir em cultura, mais especificamente em literatura.

Ilustração: Susanne Malorny / LSD Lisbon School of Design.

O vogal responsável pela Cultura de Santa Maria Maior, Ricardo Gonçalves Dias, explica que o Palavrio é um “caminho natural” da dinamização cultural proposta pela Junta de Freguesia no último mandato. A literatura, inclusive, tem uma ligação literária e biográfica com a freguesia, reforça.

“O Tejo e Vários dos nossos bairros históricos, como Alfama, Mouraria, Castelo e a Baixa Pombalina serviram de cenários para livros, bem como inúmeros escritores viveram no atual limite da freguesia.”

Durante o festival, em cada uma das mesas a literatura é o mote para se tratar temas caros aos lisboetas, como a solidão, a questão colonial, a cidade e, claro, o fado. Passarão pelo Palavrio nomes como do escritor Gonçalo M. Tavares e Dulce Garcia, e o antigo diretor editorial do grupo Porto Editora, Manuel Alberto Valente.

“A literatura, como instrumento de cultura e de reflexão, obviamente tem uma palavra a dizer na construção de Lisboa”, explica Ricardo Gonçalves Dias, que frisa a importância do Tejo no imaginário e emocional dos lisboetas. “É uma forma de nos posicionarmos como uma freguesia aberta ao mundo e que tem o rio como nossa porta de entrada.”

Ricardo Gonçalves Dias, vogal de Cultura da Freguesia de Santa Maria Maior. Foto: Líbia Florentino.

Ainda durante o festival, no dia 27, acontece a premiação da segunda edição do Prémio Armando Baptista-Barros de Literatura, cuja primeira edição, em 2023, foi vencida pelo jornalista e escritor da Mensagem, Álvaro Filho.

Confira a programação:

Sexta-feira, 25 de outubro:

21h30: Na cidade os homens têm outra definição, com o escritor Gonçalo M. Tavares e moderação de Ricardo Gonçalves Dias (Auditório do escritório Abreu Advogados);

Sábado, 26 de outubro:

16h: Angola, dois romances, duas memórias, com a escritora Dulce Maria Cardoso e Nicolau Santos, às 16h, com moderação de Manuel Alberto Valente. (Teatro Nacional de São Carlos);

18h: Fado Operário: redescobrir uma memória perdida, com Rui Vieira Nery e participação musical do fadista Tiago Correia.

Domingo, 27 de outubro

16h: Tenho uma solidão parecida com a tua, com Inês Dias e João Paulo Esteves da Silva e moderação de Raquel Marinho (Museu do Fado)

17h30: Cidades Imaginadas, com Catarina Carvalho e Álvaro Filho, e moderação de Isabel Lucas (Museu do Fado);

19h: Cerimónia de entrega da segunda edição do Prémio Armando Baptista-Bastos de Literatura (Museu do Fado).


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