Quando se faz uma pesquisa no Google por “origem dos bolos Garibaldis” aparece logo o nome do Sr. Álvaro Pereira, pasteleiro beirão, que em 1969, em Almada, teria inventado o famoso bolo com o nome do general unificador italiano, de claras, chocolate e açúcar que faz crescer água na boca a todos os que o tenham provado pelo menos uma vez na vida.

Álvaro Pereira, Condestável, Garibaldi
O famoso Garibaldi. Foto: Líbia Florentino Credit: LIBIA FLORENTINO

Um mal-entendido repetido tantas vezes que se tornou “verdade” e é apresentado como facto por essa internet fora. Mas quem é, então, o inventor dos Garibaldis? Um pasteleiro de 85 anos, que não gosta de ostentar galões que não lhe pertencem.

Quem desfaz primeiro o equívoco é a filha, Leonor, hoje com o irmão Pedro à frente da Pastelaria Condestável, no nº 37 da Av. D. Nuno Álvares Pereira, em Almada.

Com um sorriso acolhedor, ao pedido para falar com o inventor do Garibaldi, acede, com uma ressalva: “Claro, o meu pai está lá dentro a almoçar e já vou chamá-lo, mas olhe que ele não inventou o Garibaldi, isso é um mal-entendido. Já esclarecemos várias vezes, mas continuam a dizer isso. O que ele inventou foi o Setubalense, esse é que é original aqui da casa”, diz, enquanto pega num, acabado de sair do forno para dar a conhecer a criação do pai.

Álvaro Pereira, Condestável, Garibaldi
Álvaro Pereira, com os filhos Pedro e Leonor, hoje à frente da Pastelaria Condestável, que abriu em 1969, em Almada, e ficou famosa pelos garibaldis e os setubalenses. Foto: Líbia Florentino Credit: LIBIA FLORENTINO

“Prove, ainda está quentinho. Assim é que é bom”. A ideia era saborear enquanto esperava pelo sr. Álvaro Pereira, mas ei-lo. Lá ficou metade do Setubalense, massa brioche com creme de pasteleiro, em forma de merenda, para depois.

Dois beijinhos, “para não ficar com a cara à banda”, diz ele, com o sotaque beirão com que aos 19 anos chegou a Lisboa, olhos vivos, e uma boa disposição que, adivinha-se, sempre o animou.

Então, afinal, não foi o senhor que inventou o Garibaldi, diz a sua filha?

– Não, isso foi deturpado já por duas vezes, salvo erro, em entrevistas que dei. Eu digo que inventei o Setubalense, mas como a malta gosta muito do Garibaldi daqui, faz confusão e diz que foi o Garibaldi”.

Não foi.

“O Garibaldi era uma receita da Pastelaria Cinderela, no Areeiro, e foi um colega meu, meu conterrâneo, que trabalhou lá, que me transmitiu a receita. Lá é que havia os Barquinhos e os Garibaldis, que eram muito famosos e tinham uma publicidade muito grande na rádio, na altura”, esclarece Álvaro Pereira.

Álvaro Pereira, Condestável, Garibaldi
Álvaro Pereira tornou-se pasteleiro no fim dos anos 1950, na Mexicana, em Lisboa. Dez anos depois abria a sua própria casa, o Condestável. Apesar de ser famoso pela “invenção” do Garibaldi, não foi ele que inventou o bolo. A receita que trouxe para o Condestável e fez sucesso era da Cinderela, no Areeiro, e foi-lhe dada por um colega pasteleiro, seu conterrâneo, que lá trabalhou. Foto: Líbia Florentino Credit: LIBIA FLORENTINO

“Os Barquinhos levavam chantilly e ananás e os Garibaldis eram à base de claras, chocolate e açúcar. Os Garibaldis que eu conhecia, da Mexicana, eram feitos à base de chantilly. Esse meu colega passou-me a receita da Cinderela, que eu fazia aqui e saía muito bem, mas não tive nada a ver com a invenção. O que é original do Condestável são os Setubalenses”, conta.

Um bolo para fugir às tabelas da ditadura… e a história de um beirão que queria ser marceneiro e se fez pasteleiro em Lisboa

Os Setubalenses, que não foram batizados à data da sua criação, também têm uma história. Foram inventados para fintar as regras da ditadura no que à pastelaria dizia respeito.

“Antigamente, o Salazar tinha uns quatro ou cinco bolos tabelados. Era o queque, o arroz, o caracol, o croissant e já não lembro mais qual, mas que não podiam, na altura, custar mais de 15 tostões cada um. E então, para fugir a essa tabela, inventei o Setubalense. Era um bolo diferente, os outros eram os chamados bolos populares, e este era diferente e apanhou um sucesso tal, que tive alturas de fabricar 800 diariamente. Setubalenses e Garibaldis, 800 de cada um”, conta Álvaro Pereira, 85 anos de vida e quase tantos de muito trabalho.

Álvaro Pereira, Condestável, Garibaldi, setubalense
O Garibaldi e o Setubalense do Condestável, que chegou a fazer fornadas de 800 de cada um por dia. O Setubalense, sim, é uma criação do Sr. Álvaro Pereira. Foto: Líbia Florentino. Credit: LIBIA FLORENTINO

“Mas não se chamaram logo setubalenses. Isso também é uma história engraçada. Não tinham nome, mas havia uma cliente que era de Setúbal e estava sempre a reclamar dos bolos todos, nenhum prestava, e quando provou este, de cada vez que comia, dizia com aquele sotaque carregado de Setúbal ‘ai que rrrique bole’. E então ficou o bolo da setubalense, que é, hoje, o Setubalense”, lembra o pasteleiro.

Antes de chegar a Almada Álvaro Pereira passou pelas grandes pastelarias de Lisboa – a sua grande escola foi a Mexicana. Natural de Oliveira de Frades, Beira Alta, veio para Lisboa com 19 anos, trabalhar numa padaria, a Mercantil, na Travessa do Rosário, perto da Praça da Alegria. “Trabalhávamos na padaria a fabricar o pão e de manhã ia cada um com o seu cesto às costas fazer a distribuição”.

Na rota do jovem Álvaro, estavam algumas pastelarias. “Nem toda a gente fazia pão de forma, mas nós fazíamos e eu ia entregar o pão ali à Rua Alexandre Herculano e quando ia à Pastelaria Paraíso, do balcão mandavam-me ir entregar lá abaixo à fábrica onde trabalhavam os pasteleiros e, conversa daqui, conversa dali, um deles, que era o segundo pasteleiro, pergunta: quanto é que imagina que eu que ganho? Alguns três contos, respondi eu. ‘Eu não, mas o chefe ganha’ (ele ganhava dois contos e quinhentos)”.

Álvaro Pereira, Condestável, Garibaldi
Quando havia cinema em Almada, o Condestável enchia-se de gente, depois das matinés da Incrível e da Academia. Vinha tudo atrás dos Garibaldis e dos Setubalenses, conta Álvaro Pereira. Foto: Líbia Florentino. Credit: LIBIA FLORENTINO

Na altura, por volta de 1958, três contos [três mil escudos, 15 euros] era muito dinheiro. Álvaro ganhava 900 escudos por mês [4,5 euros].

“Ora, aquilo subiu-me à cabeça. Naquela altura um homem ganhar três contos era muito e eu fiquei a pensar que tinha de ir para pasteleiro e comecei a bater todas as pastelarias de Lisboa, a ver se precisavam de um moço. Na altura, funcionava-se por escalões, moço, ajudante, ao fim de três anos era-se forneiro e só ao fim de seis anos de arte é que se era chefe pasteleiro”.

Álvaro Pereira foi bater de porta em porta e parou na Mexicana, na Av. Guerra Junqueiro. Precisavam lá de um “ajudantezito” e foi contratado. “Mas a força e a garra eram tantas que me passaram logo do escalão de baixo para o segundo do escalão. E quem foi tapar esse buraco que eu deixei foi o tal Fernando Ruivo, meu conterrâneo, que depois viria a trabalhar na Cinderela e me deu a receita do Garibaldi”.

Quando foi para a Mexicana, mentiu na idade porque na altura ninguém queria empregados que estivessem prestes a ir para a tropa, porque isso obrigava a recebê-los de volta, quando regressassem, conta Álvaro Pereira, mas “entrementes, esse mesmo meu conterrâneo descobriu-me a careca e o chefe começou-me a dar piadas e tal”. “E eu passei-me dos parafusos e peguei lá numas varas de batido e ainda lhe fiz assim um gesto para lhe dar com aquilo e então fui chamado ao patrão e suspenso do trabalho.”

Depois da Mexicana, que foi a grande escola de Álvaro Pereira, o pasteleiro passou pela Loreto, no Largo Camões, ao Chiado e pela Mimo, na Duque de Ávila. Depois veio a tropa e quando voltou, trabalhou na Colombo, na Av. da República, na Luso-Americana, como chefe de pasteleiro, na Almirante Reis, e na Chilena, do outro lado da rua.

“Aquilo antigamente, não havia cá horários de trabalho, se houvesse trabalho para dar até às 3 horas, era às 3. Se fosse até às 5, era até às 5. O primeiro ano que passei em pasteleiro, na Mexicana, cheguei a estar 72 horas sem parar, sem dormir, sem coisa nenhuma, era à base de café. Chegava a andar e a sonhar, lembro-me perfeitamente de andar e a ideia não estava comigo”, conta Álvaro.

Despachado o serviço na pastelaria ainda ia trabalhar para uma marcenaria ali ao pé. A paixão dele “desde miúdo” era ser marceneiro.

“E a Bijou, não se esqueça da Bijou do Calhariz”, lembra a filha Leonor, de passagem.

“Ah, a Bijou, pois, era em frente à Caixa Geral de Depósitos do Calhariz, eu morava por cima da Bijou. Foi lá que conheci a mulher e foi lá começámos a desenvolver o nosso namoro e o casamento. Era uma casita pequena, que tinha oito hóspedes para dormir e comer. A senhoria era minha conterrânea também, mas já assim de mais idade”, esclarece.

Álvaro Pereira, Condestável, Garibaldi
A paixão de Álvaro Pereira era a marcenaria, mas foi à pastelaria que dedicou toda a vida. Aqui ao balcão do Condestável, que faz lembrar os balcões dos snack-bares lisboetas dos anos 1960. Foto: Líbia Florentino. Credit: LIBIA FLORENTINO

Foi nessa casa, cuja arrendatária alugava quartos (ou camas), que Álvaro se hospedou quando veio para Lisboa. Pagava 600 escudos de cama e pensão, lembra. Depois saiu, porque como na fábrica tinham facilidade de fazer a comida, “cozer umas batatas, uma lata de atum, convenci-me que ia poupar dinheiro, mas ao fim do mês nem um tostão poupei e lá voltei para essa pensão”.

“Já tínhamos uma filha, esta rapariga, a Leonor, que ainda nasceu lá, nessa ‘pensãozita’ [depois tiveram mais dois, o Pedro e a Susana, que já nasceram em Almada], e dormíamos ao fundo da cozinha, num divã. Esta minha filha dormia junto a nós, numa alcofinha pendurada numa janelita que dava para o telhado.”

“Entrementes”, como diz o senhor Álvaro Pereira, percebendo que o casal começava a ganhar um dinheirito e a alindar o espaço com umas coisas baratitas que ia comprar lá abaixo à Praça da Ribeira, uma sobrinha da arrendatária começou a picar a tia e às tantas correram com eles de lá para fora, conta o pasteleiro.

Foi então que a outra margem surgiu como alternativa.

“Viemos aqui para Almada pela necessidade de encontrar uma casita em conta. Fomos morar ali para o pé da Quinta da Alegria [hoje Rua Romeu Correia], para umas águas furtadas de três assoalhadas, casa esconsa, alugávamos dois quartos, ficávamos com um. Agora a malta já não sabe como é que era”, diz Álvaro.

Começa a saber.

Enquanto Álvaro fala, é inevitável pensar como a História se repete, com outros protagonistas, ou como Lisboa, por diferentes motivos e com algumas nuances, está a voltar 60 anos atrás.

Álvaro Pereira, Condestável, Garibaldi
Álvaro Pereira mudou-se para Almada no fim dos anos 1960. Trabalhou bastantes anos no Dragão Vermelgo, conhecida pastelaria da cidade, até abrir a sua própria casa, o Condestável, na Av. D. Nuno Álvares Pereira. Foto: Líbia Florentino. Credit: LIBIA FLORENTINO

A outra margem e sempre muito, muito trabalho

Em Almada, Álvaro trabalhou muito tempo numa conhecida pastelaria, o Dragão Vermelho. Em 1969 abriu, com três sócios, a casa que é hoje sua. A Pastelaria Condestável, por estar situada na Rua D. Nuno Álvares Pereira. “Ainda houve dúvidas sobre o nome, porque havia o Hotel Condestável, em Lisboa, e estava registado, mas arriscou-se e o Condestável ganhou a batalha”.

“Vais ao Condestável? A sério? Ai, os Garibaldis do Condestável são tão bons. O que nós adorávamos aqueles Garibaldis”. 45 anos depois, dos nomes históricos juntam-se e os Garibaldis do Condestável continuam a fazer parte da memória coletiva. De Lisboa e sobretudo das gentes de Almada.

O café era conhecido como “Café Aquário”, porque tinha um aquário gigante com peixes. Era mais taberna que café, e Álvaro transformou-o numa pastelaria e restaurante ao jeito daquelas onde tinha trabalhado em Lisboa. Até um balcão lhe pôs, bem mais pequeno que o do Galeto, mas a lembrar os snack-bares tão em voga nos anos 1960 e 1970, em Lisboa.

Foi sempre pastelaria e restaurante, mas o forte era a pastelaria.

“Antigamente a malta, aos sábados e aos domingos ia às matinés de cinema na Academia [Almadense] e na Incrível [Almadense], e quando saíam era aqui uma avalanche, atrás dos Garibaldis e dos Setubalenses. Não se conseguia entrar, praticamente”, lembra Álvaro Pereira.

Para o pasteleiro, o segredo do sucesso foi a novidade e a variedade.

“Antigamente, havia aí muita casita, mas era tudo casitas que tinham aqueles bolos grandes, mal feitos, mal saborosos, e eu, como trouxe a escola da Mexicana, que era a segunda casa do país na altura, o Condestável foi aqui um estrondo”, diz.

Aos quase 85 anos, com os dois filhos mais velhos, a Leonor e o Pedro, à frente do negócio, Álvaro Pereira, continua a vir praticamente todos os dias ao Condestável.

“Venho cá mais para trazer uma hortaliçazita, comer qualquer coisa, levar qualquer coisa para a mulher para casa e mais nada, que isto está complicado, já é difícil andar cem metros sem me encostar”, diz ele, no tom brincalhão com que diz tudo, ele que faz questão de esclarecer que nunca precisou “de enganar ninguém. O negócio correu sempre bem, só precisei foi de trabalhar muito, muito, muito. E foi assim. Agora não me vá deturpar que eu que inventei o Garibaldi. O que eu inventei foi o Setubalense!”


Catarina Pires

É jornalista e mãe do João e da Rita. Nasceu há 51 anos, no Chiado, no Hospital Ordem Terceira, e considera uma injustiça que os pais a tenham arrancado daquele que, tem a certeza, é o seu território, para a criarem em Paço de Arcos, terra que, a bem da verdade, adora, sobretudo por causa do rio a chegar ao mar mesmo à porta de casa. Aos 30, a injustiça foi temporariamente corrigida – viveu no Bairro Alto –, mas a vida – e os preços das casas – levaram-na de novo, desta vez para a outra margem. De Almada, sempre uma nesga de Lisboa, o vértice central (se é que tal coisa existe) do seu triângulo afetivo-geográfico.


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13 Comments

  1. Não conheço os Garibaldis mas os Setubalenses são óptimos e são o meu lanche favorito cada vez que vou a Almada.

  2. Estou a caminho dos 61 anos e nasci e cresci na Quinta da Alegria, e toda a minha vida conheci os Garibaldis e os Setubalenses. O Condestável, se não estou em erro , chegou a ser dono do Café Repuxo, que ainda hoje existe, depois de ter passado por outros donos e o meu pai ía aí buscar os bolos, principalmente ao domingo de manhã, para o pequeno almoço ou para o lanche.
    Continuam a ser uma delícia e trazem sempre muitas saudades de outros tempos.

  3. A Melhor e Mais Bonita Pastelaria de Almada. Conheço desde sempre. Adoro! Que Preservem Sempre!Bem Hajam! Qualidade e Simpatia!🥰♥️

  4. De crescer água na boca. Quando voltar a Almada lá terei de ir ao Condestável … uma boa história de vida que nos trouxe a Catarina!

  5. Só os Garibaldis ? Os Russos são uma delícia, sempre que passo no Condestável tenho que comprar pelo menos um.

  6. Uauuuuu. Adorei esta notícia. Ainda na semana passada eu falei nos Garibaldi e nos Setubalenses do Condestável em Almada. Muito fui a esse café comprá- los pois morava aí perto qdo casei e antes mesmo em solteira quando vinha da escola do Pragal. Saudades desses tempos. Obrigada por esta notícia e nos fazer recordar como Almada tinha boas pastelarias onde se podia desfrutar de boas coisas.

  7. Está mal contada a história de quem inventou o Setubalense…
    Sou Filho da Pastelaria Condestável entrei para lá no dia1do 3 de 1973 e o Senhor Alvaro Pereira ((GRANDE HOMEM))
    AINDA HOJE É COMO UM PAI PARA MIM.

  8. Boa tarde. A história da invenção do Setubalense está contada exatamente como o senhor Álvaro Pereira me contou.

  9. Parabéns por esta publicação, mesmo tendo falado muito pouco com o Sr Álvaro Pereira, demonstrou ser uma pessoa muito séria e assertiva nos seus comentários, tenho 59 anos e ainda hoje falo aos meus filhos dos famosos bolos do Condestável, ainda hoje lá vou matar o vício . Vejo a casa um pouco degradada em relação aos seus tempos áureos, talvez em modo sobrevivência, mas não há qualquer dúvida, almadense que se preze tem nas suas recordações o garibaldi e a azáfama que era entrar naquela pastelaria após as sessões de cinema. Tudo passa e acaba, infelizmente Álvaros Pereiras, Condestáveis e afins tendem a acabar nas nossas memorias vivas, fica a saudade, a memória e a felicidade de ter pertencido a uma geração em que o pouco já era muito…….e comer um garibaldi então era simplesmente bestial. Obrigado pelo artigo.

  10. Adorei este artigo. Sei que a jornalista vive em Almada, só assim poderia descobrir estes segredos bem guardados pelos almadenses. O garibaldi era o meu bolo preferido na infância. Comia sempre na pastelaria “Pérola do Feijó”. Anos mais tarde, quando vim morar para a cidade de Almada descobri-os novamente no Condestável. Mas aquilo é uma bomba calórica e lá me refreei. Vim a descobrir mais recentemente em Almada Velha um pasteleiro chamado também Álvaro que tem uma mini pastelaria, a Padinha, que também sabe fazer e aprendeu no Café Central onde trabalhou há muitos anos. Queremos mais pérolas deste tipo.

  11. A minha Avó vivia no Areeiro e lembro-me muitas vezes de comer Garibaldis quando pequeno. Confesso que não me lembro se seria na Cinderela, a tal do Bolo-Rei ou se na Flórida um pouco mais abaixo . Mas que eram bons . Eram. Muito bons.

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