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A iniciativa pioneira, apadrinhada pelo multimilionário e antigo mayor de Nova Iorque, Michael R. Bloomberg, fundador da Bloomberg Philantropies, está aberta a cidades com mais de 100 mil habitantes (Lisboa tem cerca de 544 mil) e as candidaturas devem ser submetidas entre 10 de novembro de 2022 e 3 de fevereiro de 2023.

Michael Boomberg no evento City Lab em Amsterdão. Foto: DR

A partir de hoje, as cidades podem saber tudo aqui.

A ideia é, através da Bloomberg Initiative for Cycling Infrastructure (BICI), apoiar dez cidades em todo o mundo a criar infraestuturas seguras para bicicletas, interligadas e inovadoras, proporcionando assim opções de mobilidade sustentáveis aos seus habitantes. Será desenvolvida numa parceria com a Global Designing Cities Initiative (GDCI), uma organização lançada em 2014 com a missão de redesenhar ruas em todo o mundo, dando prioridade às pessoas e às suas necessidades.

Além de receberem mais de um milhão de dólares para implementarem os seus projectos, cada uma das 10 cidades vencedoras receberá apoio técnico da GDCI em implementação de projeto, design de ciclovias e infraestruturas cicláveis, recolha e tratamento de dados, envolvimento da comunidade e outras boas práticas.

“Tornar as cidades mais cicláveis, tornando mais fácil e seguro aos seus habitantes deslocar-se de bicicleta, ajudará a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, fortalecerá a saúde pública e aumentará as oportunidades económicas. Mas para isso acontecer é preciso que as cidades ofereçam infraestruturas cicláveis mais seguras e mais acessíveis – e a Bloomberg Philantropies quer ajudar a conseguir isso”, disse Michael R. Bloomberg, no lançamento da iniciativa, hoje, em Amsterdão, num encontro do City Lab da sua Bloomberg.

Este encontro reuniu uma série de presidentes de Câmara do mundo. “Os mayors podem fazer a difernça”, disse Boomberg. De Portugal está presente apenas Marta Cotrim, da área de dados da Câmara de Cascais.

“Num momento em que muitas cidades lutam para dar nova vida aos seus centros, investir em opções de mobilidade mais sustentáveis, acessíveis e seguras servirá de catalisador para o progresso”, acrescentou Bloomberg, secundado pela especialista em transportes da Bloomberg, Janette Sadik-Khan. “O investimento em ciclovias seguras e acessíveis é um investimento na saúde, sustentabilidade e futuro económico do planeta”, disse a antiga responsável pelo Departamento de Transportes da Cidade de Nova Iorque. “As cidades precisam de infraestruturas que ponham as pessoas em primeiro lugar e não apenas de megaprojetos centrados nos carros. Este programa vai incentivar a criação de ruas desenhadas para salvar vidas e diminuir as emissões que estão a ameaçar o planeta”.

Cidades bem sucedidas necessitam de sistemas de transporte que permitam que as pessoas se desloquem com segurança, eficiência e sustentabilidade – esta é a ideia. Redes inteligentes de ciclovias dão resposta a essas necessidades e ao mesmo tempo melhoram a saúde pública e o bem-estar das populações.

Os estudos demonstram consistentemente que a construção de infraestruturas cicláveis oferece benefícios sociais que justificam largamente o investimento feito e que quem anda de bicicleta é mais saudável ​​e feliz.

Foto Henk Swarttouw/twitter

A falta de infraestruturas cicláveis seguras é um dos maiores obstáculos em muitas cidades a esta forma de mobilidade suave e sustentável.

É essa a falha que está na origem da criação da BICI, projetada para ajudar as cidades a dar resposta à necessidade urgente de construir infraestruturas cicláveis mais extensas, interligadas e seguras, que possam ser usadas pelo maior número possível de habitantes.

“Quando se trata de infraestruturas cicláveis, cada cidade é única”, disse Skye Duncan, diretora executiva da GDCI. “Mas a necessidade de redes cicláveis modernas, que sejam seguras, bem concebidas, interligadas e adaptadas a todos é universal. Quer uma cidade possua já infraestruturas cicláveis, quer esteja a iniciar-se na criação de uma rede de ciclovias, queremos muito trabalhar com as cidades escolhidas, que estejam prontas para repensar as suas ruas neste sentido.”

As dez cidades selecionadas serão anunciadas na primavera de 2023.


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