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27 de Março de 2020, princípio de tarde em Lisboa. Chego à porta do Complexo Desportivo Municipal do Casal Vistoso perto do Areeiro. Era aqui que estava a funcionar provisoriamente um centro de acolhimento para pessoas sem abrigo.

O Pavilhão estava a ser utilizado pela Camara Municipal de Lisboa para, devido à pandemia de covid-19, fazer face ao problema dos sem abrigo na capital. Constatei satisfeito que só estava uma pessoa à espera. Ótimo. Tinha lá estado no dia anterior e não tinha conseguido entrar, devido à enorme afluência que se fazia sentir.

Coloquei a mala no chão e sentei-me em cima dela cumprimentando a pessoa que já lá estava, junto à porta, deitada com a cabeça na mochila. Eram sensivelmente duas da tarde. Ainda teria de esperar mais umas três horas ou mais até à abertura das portas, mas hoje eu seria o segundo na fila. Tinha de entrar.

Com a pandemia estava a ser um verdadeiro inferno viver nas ruas. Se já era insustentável antes, agora com a pandemia era quase impossível. O comércio estava fechado, salvo alguns cafés e restaurantes a servirem à porta fechada com uma pequena mesa à entrada e a maioria das pessoas fechadas em casa de quarentena.

Dava a sensação que tinha rebentado uma bomba de neutrões, ou algo parecido, fazendo desaparecer a humanidade. Os transportes, embora agora com a entrada gratuita, estavam praticamente sem ninguém. Não havia trânsito nem pessoas. Ou seja, não havia carros para arrumar e pouca gente nas ruas para pedir uma moeda.

O número de carros de apoio aos sem abrigo tinha diminuído consideravelmente e a própria relação entre os sem abrigo nas ruas estava até a ficar mais difícil, devido à falta de meios de subsistência. Eram, como se costuma dizer na gíria, sete cães a um osso.

Os balneários públicos estavam fechados por medidas de segurança e eu não tinha conseguido tomar banho no habitual quartel de bombeiros onde costumava ir. Estávamos num período em que se era difícil viver para qualquer pessoa, imaginem o que era para os sem abrigo.

As medidas de segurança nacionais não contemplavam a segurança e subsistência das pessoas a viver nas ruas. Com a pandemia a vida dos sem abrigo nas ruas não sofria alterações. Aliás, piorou. Mas nos últimos dias, duas palavras corriam nas ruas: Casal Vistoso.

E foi ao Pavilhão do Casal Vistoso que afluímos centenas naquela altura, pois dizia-se que além da dormida forneciam banho e comida. E ouvia-se dizer também que a Câmara tinha uma solução para nós. Ver para crer, era o que a maioria de nós pensávamos…

Portanto, ali estava eu a segurar o meu segundo lugar na fila. Entretanto iam chegando mais pessoas colocando-se atrás de mim ao longo da fachada principal do edifício. Umas sentando-se no chão e outras deitando-se, com dois agentes da Polícia Municipal percorrendo lentamente o perímetro, bastante atentos.

Como eu tinha ouvido a um sem abrigo no dia anterior: “eh pá, isto parece o Woodstock, versão miséria e sem bandas para assistir!” E de facto, na véspera, tinha sido uma coisa que eu nunca tinha visto. Imaginem o que são à volta de duzentas pessoas sem abrigo reunidas num só local.

Contrariamente ao que as pessoas em geral pensam, os sem abrigo não são todos iguais. Existe logicamente gente de vários estratos sociais e profissionais, educação diferente, valores morais diferentes, credos diferentes, outros sem credos, e por aí fora. Existem alguns delinquentes também. Existem pessoas à beira da loucura, outras com problemas psíquicos já…

Os sem abrigo apenas têm uma coisa em comum uns com os outros: é não terem casa para viver, vivendo de forma igual e sendo observados por uma sociedade que os vê através de uma espécie de rótulo. O rótulo de sem abrigo. Por isso, numa situação destas vimos de tudo e ouvimos de tudo.

E era um ambiente perigoso. Das primeiras coisas que pensei foi como é que iam gerir a estadia de cento e cinquenta pessoas como nós dentro de um pavilhão, que era o que se dizia ser a lotação. Lembrava-me da minha má experiência no Albergue de Xabregas, onde um mês antes fiquei uma noite apenas, saindo logo pela manhã. E não éramos mais de trinta. Não me senti seguro. Perguntava-me, portanto, como seria um pavilhão cheio de gente sem abrigo.

Aliás, houve muitos que não quiseram sequer aparecer no Casal Vistoso. Mas a afluência era enorme. Viam-se muitas mulheres naquela fila. Uma das novidades que o Casal Vistoso estava a também a adotar era, para além da entrada de um lugar para homens e mulheres, existir também um sector para casais. E a fila ia aumentando. A expetativa era enorme e as conversas que se faziam ouvir eram do mais diversificado possível.

Poucos eram os que acreditavam numa solução por parte da Câmara. Resolvi tirar a mochila das costas e deitar-me com a cabeça sobre ela. Ainda faltava algum tempo até à hora das admissões. Olhei para os andares cimeiros do prédio em frente. Várias pessoas estavam às suas janelas assistindo ao que se passava cá em baixo junto ao pavilhão.

Aliás, quando vinha a entrar no perímetro das instalações, tinha ouvido um comentário depreciativo de um suposto vizinho para outro sobre o que se estava a passar ali. “Isto vai ser lindo”, pensei eu.

Já não era novidade para mim. Os moradores não gostam de ver pessoas sem abrigo junto às suas residências. Fechei os olhos. Estava cansado. Muito cansado. Estava cansado de dormir ao relento. Sentia falta de higiene. Já não aguentava deambular pelas ruas de Lisboa sem um objetivo, sem esperança. Tinha perdido a capacidade de sonhar. A minha vida era similar à de um animal.

Tinha ouvido há um tempo atrás outro sem abrigo dizer que éramos como insetos. Achei a comparação exagerada. Ele olhou para mim e disse: “Achas um exagero? Já reparaste como vivem as baratas? Sem habitat, rastejando diariamente às cegas, sem destino, à procura de alimento? E enfiando a cabeça no primeiro buraco que encontram evitando serem esmagadas? Nunca te sentiste a rastejar, Jorge? Não tens medo de ser pisado?” Sim, todos os dias…

De repente um dos voluntários do pavilhão pediu-nos licença para abrir a porta. Levantámo-nos. O pessoal do pavilhão estava a começar a entrar. E bastante pessoal, muitos voluntários. Até que se ouve uma voz lá atrás na fila: “Olhem! Chegou a manda chuva!”

Olho para a “manda chuva” em causa: vinha vestida com um colete do NPISA, com o passo determinado, um sorriso nos lábios, cumprimentando-nos pessoalmente e dizendo no final: “tenham um pouco de calma, vamos começar a trabalhar.”

Afinal, ao que parecia, era o NPISA que estava a dirigir o centro de acolhimento, pois já tinha entrado mais pessoal com o respetivo colete. E os voluntários eram de diversas organizações sociais, como a Comunidade Vida e Paz, a Crescer, a Noor Fátima e mais algumas. Bom, pessoal não faltava.

Quando se fechou a porta começaram da fila a chover os mais diversificados comentários acerca da “manda chuva”: “é da Santa Casa!”, “é do Governo”, “é a prima do Medina!”, “é motorista do NPISA!”, “é a Teresa não sei quê!”, “é simpática!”, “vai-nos foder a todos!”, “trabalha com um vereador da Camara”, “já estive com ela em Santa Apolónia”, “é a Mariana Bispo do Bloco de Esquerda!”, “tem pelo na venta!”, “daqui a nada vai-se embora!”, “é médica, estúpido!”…

Compreendem agora quanto confuso pode ser muitos sem abrigo reunidos num só local? Eu não fazia a mais pálida ideia de quem era.

Finalmente, a porta abriu-se novamente e eu fui o segundo a entrar. Estava à porta um voluntário com uma presença e estatura similar a um porteiro de discoteca, mas muito claro e elucidativo. Informava-nos ao pormenor sobre as regras do centro e o que deveríamos fazer. Muito assertivo e com uma boa comunicação, o que é fundamental. Fiquei surpreso. Nunca tinha visto ninguém a falar daquela forma connosco. Depois de me dar as devidas orientações e dirigindo-me para a triagem, perguntei-lhe qual era o seu nome. Bruno era o nome dele.

Ninguém entrava nas instalações sem passar pela triagem, onde nos mediam a febre e a tensão arterial. Finalmente a admissão. Lembro-me como se fosse hoje. Deram-me uma pulseira verde com o número 93. Portanto, noventa e três pessoas já lá estavam e ainda iam entrar muitos mais.

A seguir iria tomar banho. Dois voluntários forneciam a cada sem abrigo toalha, cuecas, meias e mini tubos de gel e champô. Mas que banho! Os chuveiros do pavilhão eram excelentes, com a água bem quente e com muita pressão. Eu não tomava um banho assim há séculos. Que bem que nos sentíamos!

E finalmente a entrada no recinto desportivo do pavilhão onde seria o nosso quarto durante a estadia, a ala dos homens. As mulheres e casais ficavam noutra ala do edifício. Quando entrei, fiquei surpreendido. Estavam dentro do recinto dezenas de camas de campanha devidamente afastadas umas das outras pelas medidas de segurança da covid-19.

Ao lado da cama munida com dois cobertores, estava uma mesa e uma cadeira em plástico para cada um. Ou seja, um “quartinho individual” para cada um de nós. Seria naquelas mesas que comeríamos as refeições.

Deitei-me na cama de campanha. Não era como um colchão, mas com um dos cobertores por baixo era uma cama confortável. Havia uma azáfama dentro do recinto com o pessoal todo a experimentar as camas, a ajeitar as mesas e as cadeiras a gosto.

Os pertences individuais de cada um ficariam debaixo das camas e os primeiros olhares de soslaio faziam-se sentir. Tal como nas ruas, teríamos de ter cuidado com as malas, as mochilas, a roupa… Já para não falar do dinheiro e dos telemóveis.

Éramos muitos naquele local e a rua estava ali presente. Encontrei no recinto muitos sem abrigo com quem lidava diariamente nas ruas. Alguns uma agradável surpresa e outros a evitar… Mas eu não queria pensar nisso agora. Estava deitado na minha cama apreciando o momento. Até que não estávamos mal! E era a minha primeira cama desde há oito meses, quando abandonei o meu quarto em Alverca. Sorri satisfeito. Tinha tomado um excelente banho, estava deitado, estava confortável e o cobertor era grosso e quente.

Passados uns minutos, levantei-me para ver as restantes instalações. Devo dizer que existia ali um “set” muito bem organizado. Além das restantes camaratas para mulheres e casais, estava disponível logo à entrada um amplo salão com televisão, muitas cadeiras e mais uma outra sala de convívio com mesas de quatro pessoas. Estava ao nosso dispor também o pátio ao ar livre.

Junto à escadaria principal existia uma banca de roupa e sapatos de diversos tamanhos e estilos, para homem e para mulher. Ao fundo existia o espaço reservado aos profissionais e voluntários do centro.

O voluntariado trabalhava de uma forma eficiente e organizada. Falavam connosco, queriam sentir que estava tudo bem. A tenda da triagem era em simultâneo uma enfermaria permanente e existia um espaço por baixo das bancadas do pavilhão que se destinava ao isolamento de pessoas que poderiam ter contraído o vírus. Ao mínimo sinal de febre, iriam para lá.

Sentei-me numa cadeira no pátio. Sentia-me bem. No lado direito do pátio a “manda chuva” falava ao telemóvel. Quando acabou a chamada, reparou em mim. Dirigiu-se a mim, sorrindo, perguntando-me como estava. Eu respondi que estava bem. Que tinha tomado um bom banho e sentia-me muito confortável. Mostrou-se satisfeita e acrescentou que era esse o objetivo daquele projeto. Eu disse que era pena é que houvesse limite de pessoas, ou seja, quando a lotação do pavilhão estivesse esgotada, a maioria dos sem abrigo ficariam nas ruas.

E foi aí que ela me disse que à medida que fossem resolvendo a situação de vida dos sem abrigo residentes, outros entrariam. Perguntei que tipo de solução é que tinham para nós e ela afirmou que o objetivo do projeto que estava a coordenar era não permitir que quem entrasse ali voltasse a dormir na rua.

Olhei para ela desconfiado. E foi aí que lhe perguntei quem era e se era licenciada. Ela disse que sim, encolhendo os ombros. E acrescentou: “meu nome é Teresa Bispo, coordenadora do NPISA. Sou também assessora do vereador Manuel Grilo, da Câmara Municipal de Lisboa, que é o criador deste projeto.”

Finalmente estava esclarecido o mistério da “manda chuva”. Estivemos à conversa mais um pouco e eu reparando que ela fumava, perdi a vergonha e pedi-lhe um cigarro. Tirou o maço de tabaco do bolso e deu-me dois. Dois? Eu continuava desconfiado. Agradeci: “muito obrigado Doutora Teresa.” Ela disse-me simplesmente: “Teresa. Por favor trate-me por Teresa.” E afastou-se. E foi para junto de outro sem abrigo para conversar com ele. E a seguir a esse, outros foram alvo da sua atenção pessoal. Eram já quase oito horas da noite.

Lembro-me de pensar que não era normal uma pessoa com uma posição profissional como a Teresa Bispo estar ali àquela hora. Senti que ela se preocupava. Aliás como toda a equipa que estava no Casal Vistoso. Durante o mês que estive naquele pavilhão, tive a oportunidade de assistir a um trabalho notável por parte da Teresa Bispo e daquelas pessoas. Um trabalho genuíno e com muita entrega pessoal de todos os profissionais.

Calculam o que é lidar diariamente com mais de cem pessoas sem abrigo? Não é fácil. É muito difícil. Caros leitores, não pensem que estou aqui a “dar graxa ao cágado”, como se costuma dizer na gíria.

Eu não escrevo estas linhas por estar reconhecido, por me terem acolhido e terem-me providenciado uma casa. A mim e a centenas de pessoas que por lá passaram. Eu escrevo estas linhas porque assisti durante um mês a um trabalho notável naquele pavilhão coordenado pela Teresa Bispo e pela sua equipa de profissionais.

Quero homenagear aqui esses profissionais. Pessoas como a Madalena Múrias e a Dina Nunes. Voluntários como o Bruno, o Marco, o Titó, a Filomena e tantos e tantos outros que por lá passaram. Até as auxiliares de limpeza trabalhavam em prol de todos os sem abrigo ali residentes. Estas pessoas são a pedra base no início da recuperação humana de todos os sem abrigo que por lá passaram e hoje têm um sítio para viver com dignidade.

Mas deixem-me voltar àquela primeira noite no Casal Vistoso. Depois de fumar um dos cigarros que a Teresa me tinha dado, minutos depois chegou o jantar. Uma refeição quente. Esparguete à bolonhesa, lembro-me perfeitamente. Com um sumo de fruta, pão e sobremesa. Gelatina. E acho que haveria ainda uma ceia ao deitar. Nessa noite não queria pensar em mais nada. Queria apenas fechar os olhos e descansar. Com o banho tomado, com a barriga cheia e com o corpo deitado num sítio que não fosse em pedra ou asfalto. Nessa noite ao deitar-me, permiti-me voltar a sonhar. De novo. Porque não?


Jorge Costa

Tem 54 anos de idade e nasceu em Lisboa, cidade onde sempre viveu. Na Mensagem, partilha a sua experiência da vivência nas ruas, sem teto para viver e para dormir. Foi sem abrigo durante 8 meses, até maio do ano passado. Escreve sobre esta “difícil experiência, indigna e quase desumana”.


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16 Comentários

  1. Boa tarde estou a ouvir na TVI e é uma história excelente força para todas as pessoas

  2. Estou a ver a entrevista do Jorge ao Goucha, agora mesmo. Despertou me a curiosidade e vim pesquizar sobre o Jornal, o o cronista….

  3. Estou neste monento a ver a entrevista dada pelo Jorge ao Goucha. Despertou – me a curiosidade e vim perquisar sobre o jornal e o cronista…

  4. Adorei ler esta crónica ! Parabéns senhor Jorge ! A sua história inspira qualquer pessoa … é um ser inspirador !

    Cumprimentos,
    Juliana.

  5. Ver a entrevista na tv esta tarde aguçou-me a curiosidade de também ver as crónicas. Adorei a entrevista. Adorei a segurança dele, sim eu vi um homem seguro de si. Identifico-me com o Jorge. A minha vida tem um POUCO da vida deste homem, porque também comecei há uns dias a escrever umas recordações e porque até tenho andado à procura de um local onde possa publicar, sempre sob anonimato.
    Força Jorge.

  6. Depois de assistir à entrevista do Jorge ao Goucha, apressei-me a ptocurar o tal jornal digital em que o Jorge participa. Que ser humano extraordinário, humilde e grato pelo que agora tem. Que vergonha senti por não saber nada das histórias de quem é atirado para a rua por motivos variados. Que a sua vida condiga agora ser mais normal e possa ajudar outros que tanto precisam de ajuda. Que Deus o abençoe Jorge, porque o seu sofrimento não foi em vão. Desculpe a minha indiferença e a de tantos que se sentem confortáveis na sua casa e fogem quando encontram estes Jorges.

  7. Obrigada, Jorge Costa pela partilha de uma experiência dolorosa, que conhece um final feliz. Só desejo que com esta acção de humanidade deste Centro de acolhimento, muitos outros se sigam, até que mais ninguém tenha de dormir na rua.

  8. Hoje soube da existência deste jornal por ter visto na TVI uma entrevista com Jorge Costa e fui,então, ler a sua crônica. De louvar todo o esforço feito e a fazer para a recuperação de seres humanos que, por um motivo ou outro, têm vivido á margem da sociedade em que se inserem. Sabemos todos da dificuldade em trazer de volta a uma vida digna, estes seres humanos, mas temos que acreditar que com pessoas, como as que refere o Jorge Costa, na sua crônica, é possível crer num futuro melhor para todos os que têm vivido na rua.

  9. Fiquei orgulhosa com a dedicação do pessoal que deu esta oportunidade a seres sem abrigo.
    A escrita do Jorge Costa define o ser humano sensível que é.

  10. Gostei de o ouvir no programa go Goucha. Por esse motivo vim ler a crônica. Parabéns e força para continuar. Um abraço

  11. Adorei ver a entrevista do Goucha ao Jorge Costa. O Jorge escreve muito bem, escreve como fala, de uma forma clara e directa, assim pude ficar a conhecer um pouco melhor o mundo dos sem abrigo. Bem hajam, os que de alguma forma contribuíram para a nova vida do Jorge e a este um obrigada pelas suas crónicas. A sua vivência já está a dar frutos.

  12. Ouvi hoje, mais uma vez o testemunho sentido de um Homem que viveu debaixo das estrelas meses a fio. Costumo dizer à imensos anos, que ninguém merece viver assim, porque a habitação é um dos direitos da nossa constituição. Se fosse eu que mandasse, não existia pessoas e animais abandonados à sua “sorte”. Bem hajam os que ajudam o próximo sem qualquer tipo de interesse. Parabéns a essa equipa maravilhosa do Casal Vistoso e a esse belo projeto. Força para o Jorge e todos os outros “Jorges”.

  13. Que o Jorge Costa consiga, que a miséria pela qual passou não o atormente por toda a vida. Que o vento leve para bem longe essas recordações.
    Que bem que escreve! Que a vida lhe dê oportunidade para sorrir.
    Ao Manuel Luís Goucha, o agradecimento por nos dar a conhecer, o que por vezes não queremos ver.

  14. Um verdadeiro murro no estomago.
    Um safanão na nossa consciência.
    Fiquei “apaixonada ” tanto pela história como pelo Jorge.
    Para ele um abraço solidário, se é que se pode ser solidário á distancia.
    Ana Maria

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