
Desta vez perceberam que as novas paragens de autocarro, que decorriam do novo contrato de concessão com a JCDecaux, eram uma dor de cabeça: quando os velhos abrigos foram substituídos, alguns, em importantes zonas da cidade, perderam o banco que sempre tiveram. No seu lugar, um encosto, que não permite sentar.
E assim resolveram agir, precisamente para melhorar a vida dos lisboetas. Com a ajuda de um marceneiro, construíram um banco de madeira para os abrigos.
Soubemos que o tinham instalado na Avenida Fontes Pereira de Melo, ao lado do Marquês de Pombal, e nessa tarde fui até lá. Em pouco mais de uma hora, verifiquei a diferença que faz um lugar para sentar nas paragens. Os autocarros chegavam e partiam, mas, no entretanto, as pessoas sentavam-se, e durante a hora que ali passei, várias pessoas de muletas ou bengalas. A Marta, do grupo Infraestrutura Pública, esteve o dia inteiro, até ao anoitecer, e documentou tudo. Podem ler – e ver – no nosso site como a ação de dois lisboetas e um banco feito a partir de sobras de madeira melhorou o dia de dezenas.
Esta semana publicámos outra história que mostra a importâcia das coisas do dia a dia. Cá está ela, sobre as paragens de autocarro do outro lado do Marquês de Pombal:
Pela recetividade que tiveram estes dois artigos, percebemos não só que este é um problema que afeta muita gente, como também que há cada vez mais pessoas interessadas nas coisas da cidade. Lá está, que as afetam.
Foi por isso que ficámos – e eu em particular – contentes ao saber que a história da velha ponte Seixal-Barreiro tinha ganho o prémio Ciberjornalismo de Proximidade atribuído pelo ObCiber – Observatório do Jornalismo.
Esta reportagem, com direito a recortes de jornais com mais de um século e excertos de crónicas que relatam a relação entre o Barreiro e Seixal, “duas vilas irmãs”, unidas por uma ponte ferroviária durante 46 anos e derrubada por um navio em 1969, deu-me especial prazer no decorrer da pesquisa e da escrita.
Descobri que antes a viagem entre as duas localidades demorava apenas cinco minutos, desde então passaram a ficar separadas por 17 quilómetros, numa viagem que hoje leva 55 minutos de autocarro.
Convido-vos a ler:
Obrigada por estarem sempre connosco!
PS- E já sabem que se tiverem ideias ou denúncias a fazer podem sempre mandar mail para aqui.

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