
Olá, vizinha/o!
O Tejo é passado, presente e futuro em Lisboa. E talvez possa, até, ajudar a reduzir o número de veículos a circular pela cidade.
Todos os dias, centenas de camiões circulam pela zona ribeirinha de Lisboa, dos terminais do Porto de Lisboa, em Alcântara e Santa Apolónia.
Só no ano passado, passaram pelo Porto de Lisboa, o equivalente a 461 mil contentores, um crescimento homólogo de 9,8%. A maioria da carga que entra e sai dos terminais de contentores de Lisboa segue por via rodoviária.
E se for possível transportar os contentores que chegam aos terminais de Lisboa pelo rio, evitando a entrada de milhares de camiões no centro da cidade?
Sera uma boa ideia, certo? O transporte de mercadorias, nomeadamente contentores, por via fluvial é uma realidade com peso em vários países europeus, mas não em Portugal. Pois bem, esta semana foi apresentado um investimento, às portas de Lisboa, que promete alterar esta realidade.
O futuro Terminal Fluvial da Castanheira do Ribatejo será uma infraestrutura portuária no Tejo, que poderá, no limite, levar a uma redução diária na entrada de 400 camiões em Lisboa.
Para perceber melhor os potenciais impactos na cidade desta infraestrutura, olhamos para o projeto deste porto, e falamos com dois especialistas, procurando respostas a várias dúvidas.
Será o transporte de contentores pelo Rio Tejo uma opção mais sustentável?
Assim, é muito provável que a partir do próximo ano, barcaças de transporte de contentores, mais discretas que os grandes porta contentores, passem a fazer parte da paisagem da cidade.
Antes, as visões para esta zona do Tejo eram outras. As cargas mais leves e as embarcações bem mais pequenas, mas bem mais numerosas.
As bateiras avieiras já não são uma visão do quotidiano, mas a sua memória mantém-se, celebrada todos os anos, em maio, ao longo de 325 quilómetros de rio, no Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo. É uma viagem que parte do interior raiano, ainda em Espanha, até Oeiras – e passa pela zona do Estuário do Tejo onde irá nascer o novo terminal fluvial, com paragens em Azambuja, Vila Franca de Xira e Alhandra.
A jornalista da Mensagem, Ana da Cunha, escreveu sobre esta tradição num livro editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos E conta como se mantém viva a memória, a cultura e os sabores das comunidades dos pescadores avieiros, numa leitura que aconselhamos muito.
Um excelente fim de semana, boas férias (se for o caso) e até já!
– Frederico Raposo, jornalista
PS – Se não assistiu à última edição Mensagem ao Vivo, veja aqui como foi emocionante:
900 espetadores, 180 pessoas e as suas histórias em palco: como um espetáculo de jornalismo ao vivo esgotou o Teatro São Luiz
A primeira série da Mensagem ao Vivo chegou ao fim, após sete edições no Teatro São Luiz. Recorde as histórias e conheça os bastidores do projeto. Vai voltar? Sim, em breve damos notícias.







