Lisboa tem tanta História que até há um nome especial para ela: olissipografia. Aqui encontrará os artigos onde descobrimos os segredos de Lisboa, escondidos no tempo.
Carta de um anónimo em outubro de 1910: a revolução republicana vista de uma janela do Bairro Alto
Num manuscrito que encontrámos no Gabinete de Estudos Olisiponenses, uma testemunha da revolta republicana escreve sobre o que viu e ouviu desde a rua dos Douradores, onde trabalhava, e da janela de sua casa, na colina de São Roque. Furou barricadas e a rotina.
Quem foi João do Rio, jornalista carioca apaixonado por Lisboa, que dá nome a uma praça no Areeiro?
Entre o trânsito caótico do Areeiro e da Alameda da Fonte Luminosa, existe uma pequena praça ajardinada que guarda uma história quase esquecida de Lisboa. A Praça João do Rio homenageia um dos mais importantes cronistas brasileiros do início do século XX, hoje pouco lembrado tanto em Portugal como no Brasil.
O caso do livreiro da Rua do Ouro: um livro medieval recuperado no Liberalismo
Em 1838, um livreiro francês, com loja na rua do Ouro, tentou vender à Biblioteca Nacional uma obra quinhentista que era propriedade do Estado. O caso mereceu a intervenção da Procuradoria Geral da Coroa e a devolução foi decidida por um tribunal.
O crime militar do dramaturgo
Em finais de 1966, os Serviços de Censura encerraram definitivamente a editora Minotauro e a PIDE prendeu Sttau Monteiro em Caxias. Em causa estavam duas peças de teatro, publicadas no livro “Peças em um acto”, que o regime leu inicialmente como crimes contra a segurança do Estado e depois como delitos militares. O escritor foi mantido preso meio ano.
Vítor viveu dentro do velho cinema Paris. As histórias dos cinemas piolho em Lisboa, um documentário da Mensagem
A Mensagem estreia o documentário “Os antigos cinemas de Lisboa”, projeto vencedor do programa “Lisboa, Cultura e Media”, da Lisboa Cultura e da Câmara Municipal de Lisboa.
Teatros em Lisboa no século XVIII: proibida a entrada a mulheres, em nome da “ordem”
Em finais do século XVIII as mulheres foram banidas dos palcos e das plateias. Nas óperas, os cantores eunucos resolviam a grande ausência, mas nas peças teatrais e nos bailados as interpretações de pastoras, ninfas e deusas por matulões de voz e barba grossa convertiam qualquer espetáculo numa comédia. Os visitantes estrangeiros ficaram escandalizados.
Foi o sonho de um grupo de vizinhos: 120 anos depois, há nova vida à vista para este teatro abandonado em Alhandra?
Em 1844, ter um teatro em Alhandra tornou-se uma vontade muito forte de um grupo de moradores – entre eles, o homem que daria nome ao edifício: João Salvador Marques da Silva, dramaturgo, jornalista, ensaiador, tradutor e empresário. Mas há 40 anos que o Theatro Salvador Marques fechou portas, ficando ao abandono. Há planos para reerguê-lo.
Keil do Amaral sonhou com um Palácio no Parque Eduardo VII. 50 anos depois, o que ficou por fazer?
Durante 27 anos, o arquiteto Keil do Amaral dedicou a carreira a projetar um Palácio no topo do Parque Eduardo VII, onde se instalaria um Museu da Cidade. 50 anos passados sobre a morte do arquiteto, o Museu de Lisboa, no Palácio Pimenta, recorda os planos nunca concretizados.
Quem são os anónimos que fizeram o 25 de Abril? Rogério Charraz e José Fialho andam a contar (e cantar) sobre eles
E se as histórias que lemos nos jornais sobre os que participaram no 25 de Abril de 1974 forem esquecidas? E se houver muitas histórias, de anónimos, que nunca chegaram ao jornais? A resposta está no projeto “Anónimos de Abril”, de Rogério Charraz e José Fialho Gouveia.
Coca-Cola, isqueiros e licença para casar com professora: o livro com as mais caricatas proibições pré-25 de Abril
Além disso, andar de bicicleta, jogar cartas no comboio e sacudir o pó da janela, fiscalizada pelos agentes da lei – entre eles o temível “Três Dedos”. “Era Proibido”, do jornalista António Costa Santos, reúne as estranhas proibições antes do 25 de Abril e lembra o quanto uma ditadura pode ser também ridícula.
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