
Este ano, os bairros de alojamento social estiveram nas notícias – e nem sempre pelas melhores razões. No projeto Narrativas, que marcou o ano de 2024 da Mensagem, tentámos alargar o que o que se conhece destes bairros. Estas são, por exemplo, as histórias de três pessoas, de diferentes bairros municipais de Chelas – o que têm em comum é terem vindo de vidas difíceis e todas lutam por um futuro melhor para as suas comunidades.
Das barracas ao realojamento, milhares de famílias foram viver em grandes complexos habitacionais, vindas de lugares como o Bairro Chinês ou o Camboja (Bairro do Relógio). Uma nova realidade que uniria histórias diferentes num ponto em comum: de um momento para o outro, viam-se com novos vizinhos, pessoas de todas as proveniências, diferentes culturas e costumes.
Augusta levou Chelas para desfilar no Parlamento Europeu

Augusta Baptista faz a sua vida entre dois edifícios históricos de Chelas. Junto à loja onde está a associação que fundou, a Eco-Estilistas, vê-se a mega estrutura de habitação pública com 382 apartamentos, no bairro dos Lóios, projetada por Gonçalo Byrne e António Reis Cabrita, inaugurada em 1971 e que, por causa da inusitada cor das paredes, ficou conhecida como a “Pantera Cor de Rosa”.
Mais abaixo está o conjunto habitacional apelidado de “Cinco Dedos” – porque visto de cima forma a palma de uma mão aberta.
É através desta geografia urbana que ao longo das últimas três décadas, Augusta, que é auxiliar na escola, tem levado jovens do bairro a viajar pela Europa para exibir as criações de moda produzidas por ela, pelo filho Bruno e por gente do bairro. Augusta é uma mulher de armas, neste bairro, há muito: dinamizou a recolha de lixo com vizinhas quando o bairro mal tinha ruas. E desde esses tempos promove encontros interculturais, onde a cozinha de todo o mundo é servida pelas pessoas que ali vivem.
A história de Augusta em Chelas começou a escrever-se no momento em que chegou a Portugal, como tantas outras pessoas, fugida das guerras de libertação em África. No seu caso, de Angola. Esteve por Marinhais, em Salvaterra de Magos, até se instalar em Lisboa entre 1977 e 1978. Em 1980, casou com um português e foi a sogra, que tinha uma barraca junto à Mata de Alvalade, quem deu o primeiro passo para o realojamento da família, ao inscrever-se para ter direito a uma casa.
Augusta lembra o processo de realojamento que se seguiu e que ditou a sua chegada a Chelas, ali ao lado, e de onde não mais saiu.
“Não estavam muito bem preparados para realojar as pessoas. Pegaram numas e noutras pessoas e meteram-nas em prédios acabados de construir. Eram muitas culturas diferentes e foi um grande choque cultural”, lembra.
Em Chelas nasceram novos bairros e novas comunidades nesses finais dos anos 1980, como num piscar de olhos, com todas as dificuldades de um recomeçar de vida simultâneo e coletivo, com a dificuldade de haver insuficientes ou inacabadas infraestruturas de apoio. Por vezes, quando a mudança se dava, só o prédio estava concluído.
“Deram-nos os prédios a habitar novinhos, mas à volta era terrível, as estruturas não estavam feitas. Não havia um banco e os resíduos eram depositados a céu aberto, pelas ruas.”
Ao longo das últimas décadas e até ao início dos anos 2000, as barracas acabaram e quem para ali foi ganhou um “upgrade” habitacional, mas as dificuldades não desapareceram. A ligação da vizinhança é um processo demorado, construído do zero, e a cidade – o centro – continua longe. Para muitas dos realojados, Chelas era e continua a ser a sua cidade.
Aquilo que parecia – e era – uma benesse, ter uma casa nova, deixou alguns dos novos residentes numa situação bastante diferente daquela a que estavam habituados. Alguns ficaram “com muita pena porque não tinham a sua hortinha”. Quando “abriam a porta”, continua Augusta, do outro lado encontravam “uma família que não tinha nada a ver com a deles, e era complicado”.
Foram muitas destas situações e questionamentos que levaram Augusta a decidir que o bairro precisava de “uma grande mudança”. E, com a ajuda de vizinhas e colegas da escola em que começara a trabalhar, pôs mãos à obra.

A primeira intervenção seria em 1981, após o nascimento do filho Bruno. Não conseguia pensar em, deixá-lo ir brincar para o jardim em frente, quando da janela, via as crianças a brincar na rua entre vidros, ferros e ratos que andavam pelo lixo que se acumulava. Pior_ morria de medo de perder os filhos nas tampas escancaradas dos coletores, escondidas entre as ervas que cresciam nos terrenos em volta. Decidiu agir.
Começou pelo Centro Comunitário onde um grupo de carolas ensinava aos vizinhos como escrever cartas à Câmara a pedir melhores condições, reportando o estado das ruas. “Eu não gosto de reuniões, gosto mais de ação”, diz Augusta. Por isso, predispôs-se a ir, porta a porta, pedir que as vizinhas começassem a ir ao centro comunitário. Era o que ali faltava – o sentido de comunidade.
Acompanhada do filho, começou a tocar a campainhas. E as portas começaram a abrir-se. Do lado de dentro, pensavam que viria um recado da escola. Mas Augusta queria era convocar as vizinhas para a ação. “Porque isto tem de mudar”, dizia-lhes. Faltava um banco para os vizinhos sentarem-se na rua, a sombra de uma árvore – de sombra, no bairro, tinham apenas a de uma placa “enorme”, mencionando um projeto e fundos europeus. Durante anos nem projeto, nem fundos. E nada mudava.
O trabalho na escola conferia a Augusta o reconhecimento na comunidade e Augusta viria a tirar partido disso mesmo. É a partir da sua posição na escola e enquanto líder comunitária que começa a unir a vizinhança.
Pouco a pouco, gerou-se uma nova dinâmica comunitária, com as vizinhas a juntarem-se na reivindicação por melhores condições no bairro. Das reuniões, surgiria depois, já em 1989, a associação de moradores Tempo de Mudar.
Ao mesmo tempo, e também pela mão de Augusta, nascia a associação Eco-estilistas.


Do lixo, roupas e desfiles
No fim da dia, quando o conhecido pregão da Feira do Relógio se encerrava, Augusta seguia com a sogra, puxando o filho Bruno pela mão. Enquanto a sogra apanhava a fruta tocada, deixada para trás por quem já tinha desmontado a banca, Augusta e Bruno apanhavam “os plásticos e as redes mais bonitas”.
Para o filho, era “um divertimento”. Para Augusta, algo mais: levava o que recolhia para a escola e convidava os miúdos para, a partir do lixo, fazer nascer criações de moda.
O processo criativo não tinha mistério: bastava colocar “o lixo todo em cima das mesas do refeitório”. O grande desafio, depois, era a partir do lixo criar roupas ou acessórios, numa atividade que unia rapazes e raparigas, até que um deles quis saber: “Por que é que vocês não tornam essas coisas giras que fazem em roupas e nós desfilamos?”
Era um jovem “atrevido”, ao ponto de sugerir escrever uma carta e oferecer um desfile no recinto da Expo 98. E os Eco-Estilistas desfilaram pela primeira vez em plena Gare do Oriente. Depois disso foram também convidados para Bruxelas, várias vezes, pelo cruzamento entre ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento social.
Atualmente, é o filho Bruno o responsável pelos desfiles, mas Augusta não deixou de assumir o papel que lhe tem sido natural, de líder na comunidade. Guarda o arquivo de fotografias e um alargado conjunto de roupas e acessórios que nasceram do projeto como se de ouro se tratasse.


De Chelas para a Europa
Recentemente, por sugestão do filho, Augusta mobilizou as mães das crianças na escola para uma mostra de costumes. E foi no largo por trás da loja que aconteceu a festa Rebenta a Bolha, unindo vizinhos de vários países em torno da comida: Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Brasil, Nigéria, Angola, Marrocos, Eslováquia. No mesmo largo do bairro dos Lóios, juntaram-se no verão passado pela mão da Eco-estilistas 60 jovens de seis países diferentes num encontro intercultural.
Porque a luta só termina quando terminar.

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Marlene fez da realidade dos realojados uma profissão

Marlene Almeida e a família foram das últimas pessoas moradoras a deixarem o Bairro Chinês, em Marvila, no ano 2000. Até aos 19 anos, Marlene viveu numa “casa de madeira e chapa por fora”. Andava já no primeiro ano da faculdade quando foi realojada no bairro Marquês de Abrantes, em Chelas. A entrega da chave foi no dia do último exame do ano, o de matemática, o que a impediu de ir com o pai receber a chave.
Foi precisamente nessa altura que percebeu a vida distante que até então levava dos demais jovens da cidade.
“Não imaginam o quão poderoso aquilo foi. Ganhei outra condição de vida e percebi a diferença que isso me trazia aos estudos. Agora, podia ter internet, um computador e podia competir com os colegas, de igual para igual”.
Na antiga casa, Marlene ocupava um quarto “minúsculo” que a obrigava estudar em cima da cama, pois não cabia um outro móvel. De repente, a estrutura era diferente.
“Quando vives no mesmo meio que todos teus amigos e os nossos familiares vivem, fica tudo muito circunscrito àquele espaço. As tuas escolas são ali, não conheces outras realidades”, conta.
Quando começou a frequentar a escola António Verney, no bairro da Madre de Deus, começou a notar as diferenças. Marlene e outra rapariga foram as únicas do bairro a ir para esta escola – as outras acabaram na telescola, que já quase não se usava, apenas em populações rurais isoladas ou zonas suburbanas com sobrelotação escolar.
“Mas ali, porque achavam que as pessoas tinham menos competências, continuavam a encaminhar alunos para a telescola. Eu tive a sorte – e acho que foi isso que fez a diferença no meu percurso – de ser muito boa aluna e o meu pai ter lutado para que frequentasse uma escola.”
Do bairro e da sua turma de 30 alunos no 12.º ano, só Marlene e dois colegas acabaram por ir para a faculdade. Isto é o que ainda vivem hoje os jovens de Chelas. “Muitos deles não fazem planos de ir para a faculdade, olham para o futuro e pensam que tem que acabar o 12.º ano para ir trabalhar e contribuir para o orçamento da família.
Marlene não chegou a passar fome, como alguns dos seus vizinhos, mas na faculdade viria a perceber como a sua vida, assim mesmo, diferia da de outros. Lembra-se de um pequeno episódio, quando aquela que viria a ser a sua melhor amiga a convidou para a casa dela no Algarve.
– Casa do Algarve? Como assim tens uma casa no Algarve?
Marlene nunca tinha ido ao Algarve, que parecia bem mais longe do que hoje sabe ser. Quando chegou à casa da amiga, havia uma piscina. Ligou ao pai a contar: “Não vais acreditar!”
“Foi a primeira vez na minha vida toda que eu percebi que existia outra realidade. Sempre fui descontraída e, se calhar por ser muito descontraída, também era um bocado desatenta.”
Um curso a pensar no bairro
Marlene queria inicialmente fazer Jornalismo, mas acabou por inscrever-se em Ação Social, curso no qual acabou por se licenciar. Mais ou menos consciente: foi uma escolha a pensar no bairro e nos que passavam pelo processo de realojamento.
“A partir do décimo ano começou-se a intensificar o realojamento”. E o pai ouvia Marlene a dizer que “as pessoas não podiam ser apenas realojadas”. Tinham que receber apoio. “Temos de ensinar as pessoas, de explicar-lhes como é viver numa casa”, repetia, e o pai dizia que a filha acabaria na política.
Mas não. Fazia mesmo muita confusão a Marlene como as pessoas não sabiam reagir a rotinas simples da vida numa casa. “Uma ficou sem eletricidade porque não sabia mexer no quadro, nunca tinha tido um quadro. Outra não sabia sequer como pagar a conta da eletricidade”, lembra-se.
O espanto e a insatisfação foram o combustível para Marlene, a melhor aluna do curso. No final do quinto ano, fez um estágio na Gebalis, a empresa municipal responsável pela gestão dos bairros municipais e dos contratos de arrendamento de quem vive em habitações da Câmara.
Foi assistente social durante 15 anos e hoje coordena o departamento de projetos de intervenção comunitária da Gebalis. “E por isso é que hoje, na minha prática profissional, eu tento ao máximo criar oportunidades para os miúdos para saírem dos bairros, para conhecerem outras coisas.”

“Chelas continua a não estar plenamente integrada na cidade. As diferenças persistem e isso vê-se nas escolas. Se vocês forem a estas escolas daqui, percebem imediatamente que as condições não são as mesmas.”
Para o trabalho que faz, Marlene considera necessário romper a “a barreira do técnico” e partilhar as vivências. Dizem-lhe que é a técnica que aprecia a cachupa e que não se importa de provar o pastelinho de Cabo Verde – elogios para ela.
“Eu tenho aqui a visão da cidade toda. As condições das escolas destes bairros são muito difíceis e ainda há miúdos que vão para a escola com fome”, continua, certa de que “a educação é a alavanca da mudança social”.
Marlene encontra em Chelas um sentido comunitário muito forte em Chelas e uma solidariedade gigante. “Quem tem pouco, habitua-se desde cedo a partilhar um pouco. Era o que o pai fazia com uma vizinha velhota a quem dava eletricidade e da horta informal também oferecia couves.”
Em comparação com outras famílias realojadas, Marlena diz ter tido sorte. Vários dos antigos vizinhos ficaram em casas por perto, assegurando a manutenção de muitas destas práticas de solidariedade e apoio mútuo. E o pai conseguiu manter um pedaço de terra, agora com um talhão de uma horta municipal.
Varela e as lições do hip hop que o fizeram o Padrinho de Chelas

À semelhança de Marlene, também Nuno Varela veio de um bairro de autoconstrução. Viveu na Azinhaga das Teresinhas, um bairro de casas de madeira, ao lado do antigo Camboja – ou Bairro do Relógio -, de casas pré fabricadas junto à rotunda com o mesmo nome. Ali, as brincadeiras de rua dos mais novos conviviam com o consumo e o tráfico de droga.
“Nós, como crianças, éramos conscientes dessa realidade constante. A questão das ruas, das rusgas, do policiamento, da toxicodependência…”
A família de Varela foi realojada, por volta de 1998, no Bairro do Armador, onde viveu até aos 21 anos. “É um tipo de upgrade. Sais de uma situação bastante precária para morares num prédio com elevador e intercomunicador. Era uma realidade completamente diferente”.
Hoje, com 39, já não tem casa em Chelas mas é no bairro que passa os seus dias. Conhecido como o “Padrinho” do bairro, tem vindo a reinventar-se sucessivamente e sempre com Chelas como pano de fundo.
Em Chelas, Varela fundou o Kriativu, no Bairro do Armador, um ateliê de criação para jovens do bairro. No estúdio, cria-se música, há um programa de empréstimo e reparação de bicicletas e personalizam-se ténis.
“Em miúdo, tinha de inventar o que fazer. Hoje, os miúdos facilmente perdem-se a fazer scroll no Instagram e no TikTok.”
A ideia de que é preciso focar-se em projetos concretos para vencer os desafios de um bairro sem tantas estruturas aprendeu no hip hop.
“A maioria dos jovens do bairro vive em famílias numerosas e, nos bairros mais empobrecidos da cidade, falta em muitos casos estabilidade na família.”
E Varela não foi imune a isto. O pai dele esteve preso e Varela agarrou-se ao hip hop, às grandes referências do género e “à quantidade de informação, positiva e negativa”, para superar a situação, semelhante a de alguns dos nomes que seguiu – o 50 Cent ou o Nas – oriundos de uma realidade de pobreza, crimes e violência.

A mudança gradual que aconteceu com estes artistas, também Varela perseguia. O estilo de vida, as viagens, conhecer outras pessoas e subir na vida. Comprava revistas e via o que andavam a fazer, como o Jay Z a investir numa discoteca. “Fiquei com o bichinho do empreendedor.”
Num centro comercial de Alvalade, Varela mandou imprimir cartões de visita numa máquina. Um empreendedor com 12 anos que sairia da escola cedo, por causa de uma música de rap. Teria “uns 16 ou 17” anos. Agora, com dois filhos, não lhes deseja o mesmo percurso, mas não deixa de valorizar a forma como foi construindo o seu caminho.
Um ordenado, uma câmara e Chelas
Fora da escola, Varela diz ter corrido “todo o tipo de riscos e mais alguns”. Acabou por trabalhar numa mercearia durante um mês e o dinheiro que fez usou-o para comprar uma câmara de filmar. “Nunca tinha recebido tanto dinheiro” e também não sabia bem o que queria fazer com aquilo. Hoje, aponta para a compra da câmara como um dos pontos de partida para o seu sucesso.
“Foi das melhores compras que fiz na vida. Abriu-me os olhos para a multimédia e o entretenimento. Fiz horas e horas de gravações, de concertos e da minha realidade”, recorda.
Outras experiências viriam: trabalhou em Inglaterra numa fábrica de conservas de carne e, já de volta a Portugal, num call center. “Deu-me muita lábia”, revela, entre risos.
Experiências que juntas ajudaram a lançar os seus próprios projetos e a intervir na sua comunidade, em Chelas.
Na parede do Kriativu está a placa de 100 mil subscritores que conquistou com o canal de YouTube Hip Hop Sou Eu, uma plataforma de divulgação de hip hop nacional, lançada em 2007 e com dezenas de milhares de seguidores.
Em 2021, Varela juntou-se a quatro outro amigos de Chelas para fundar o Chelas é o Sítio, uma associação que pretende valorizar Chelas e o seu nome. Fez curadoria para os festivais vizinhos, Rock in Rio e Kalorama.
Agora, prepara-se para lançar um novo projeto que resulta de uma candidatura vencedora ao programa de intervenção em bairros prioritários da Câmara Municipal de Lisboa, o Bip Zip: O Gazetta do Bairro, ainda em construção, que pretende assumir-se como um projeto de jornalismo comunitário, feito por gente dos bairros de Chelas e orientado para quem lá vive – com a ajuda da Mensagem de Lisboa.
O Kriativu, onde Varela está durante o dia, era o espaço onde brincava em criança. Quando lhe entregaram as chaves da loja que o projeto hoje ocupa sentiu “um sentimento estranho, tipo missão. Não havia localização melhor do que ser aqui.”
Hoje, muitos dos miúdos do bairro passam por lá, dos cinco aos 20 anos. Este é o espaço que Varela gostava de ter tido em miúdo para investir na música e na edição de vídeo.
Esta reportagem faz parte do Projeto Narrativas. Saiba mais aqui


Frederico Raposo
Nasceu em Lisboa, há 32 anos, mas sempre fez a sua vida à porta da cidade. Raramente lá entrava. Foi quando iniciou a faculdade que começou a viver Lisboa. É uma cidade ainda por concretizar. Mais ou menos como as outras. Sustentável, progressista, com espaço e oportunidade para todas as pessoas – são ideias que moldam o seu passo pelas ruas. A forma como se desloca – quase sempre de bicicleta –, o uso que dá aos espaços, o jornalismo que produz.
✉ frederico.raposo@amensagem.pt

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