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A H2OLi é a "tuneladora" que construtirá os tuneis do Plano Geral de Drenagem de Lisboa.

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Lembra-se da Maria Lisboa, em 1994, e da Varina em 2005, ou a Estrela do Oriente? Estas foram as máquinas que romperam as entranhas de Lisboa e levaram o metro com elas. Pois acabou de chegar uma irmã, esta semana. De nome mais estranho, mas em homenagem à água que há-de passar pelos buracos escavados por ela: a H2OLi é a “tuneladora” que construtirá os tuneis do Plano Geral de Drenagem de Lisboa. Viajou cerca de dois meses e meio num cargueiro vindo da China. E a Carlos Moedas foi esperá-la ao porto de Lisboa.

Por onde ela passar, nasce um túnel, já com aduelas – enormes placas de betão que formam a galeria. Estas obras a serem feitas estão previstas no Plano Geral de Drenagem de Lisboa – e prevê-se que os trabalhos da tuneladora se iniciem “previsivelmente no início de 2023” e terminem “no primeiro trimestre de 2025”, segundo a CML.

Nos trabalhos de perfuração e escavação, a tuneladora H2Oli atinge 70 metros debaixo do solo e vai construir dois túneis: um que liga Monsanto a Santa Apolónia (4,6 km) e o outro vai de Chelas ao Beato (1 km). A H2Oli tem cerca 130 metros de comprimento, 6,4 metros de diâmetro externo e uma cabeça de corte que pesa 70 toneladas.

Quando as obras de contenção e escavação do poço de ataque – o equivalente a um campo de futebol com 26 metros de profundidade – estiverem concluídas o material da tuneladora será instalado no estaleiro de Campolide.

Plano das primeiras ações da h2OLI. Foto: CML

O Plano, em execução até 2030, tem um orçamento total de 180 milhões de euros – a maior empreitada da cidade e prevê evitar “70% a 80%” das inundações em Lisboa.

Como a Mensagem já tinha escrito, o plano assenta em dois grandes eixos, sendo um deles a construção, já finalizada em 2019, das duas grandes bacias de retenção e infiltração, na Ameixoeira e no Alto da Ajuda. O segundo eixo prevê a construção de dois túneis de drenagem na cidade (Monsanto-Santa Apolónia e Chelas-Beato). 

Esta empreitada é considerada pelo presidente da autarquia, Carlos Moedas, como o seu “legado” e que vai “transformar aquilo que é invisível em visível”, tendo como objetivo proteger a cidade dos vários impactos das alterações climáticas.

Curiosidades da tuneladora H2Oli:

  • Irá colocar 3.300 anéis e 19.000 aduelas: cada anel é constituído por 6 aduelas e cada aduela pesa aproximadamente 4 toneladas, ou seja cada anel pesa 24 toneladas;
  • Mede 130 metros de comprimentos e avança cerca de 10 metros por dia;
  • A cabeça de corte pesa 70 toneladas e tem um diâmetro de 6,41m.

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