Horta urbana Horta Nova workshop
O terreno do Horta Nova foi requalificado no ano passado, com hortas reconhecidas oficialmente pela autarquia e onde os moradores de prédios vizinhos ali erguidos, mas já fora do bairro social, também encontraram um espaço de terapia e aprendizagem. Foto: Inês Leote

Vieram de diferentes lados de Lisboa, da Amadora e até atravessaram o rio, chegados da Charneca. Eram jovens e também já reformados os leitores da Mensagem que marcaram presença na manhã deste sábado (5 de março) no nosso primeiro workshop. Encontraram no bairro da Horta Nova pequenos agricultores como o Álvaro, o António, o Serafim, a Susana, o Miguel, o Joaquim e a Sónia, dispostos a partilhar tudo o que sabem ser necessário para criar uma horta urbana.

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Workshop de hortas urbanas no bairro da Horta Nova, em Carnide. Vídeo: Inês Leote

“Daqui a nada, estou a colhê-las”. Álvaro falava da favas, já altas e frondosas, que estava a suscitar curiosidade no olhar da plateia que tinha à frente dele. Morador no bairro da Horta Nova, contou tudo o que aprendeu com os vizinhos sobre como cuidar do solo, o que plantar e como, numa horta na cidade.

Até António, outro dos moradores e pequenos agricultores deste bairro, filho de pais que dominaram esta arte no Norte, sabe bem que o cultivo na cidade pode ser um desafio. Por isso estudou tanto para dizer porque é que os morangos não devem crescer diretamente no solo. Dizem os vizinhos que tem uma das hortas mais bonitas e cuidadas deste parque hortícola. E os leitores da Mensagem dedicaram várias perguntas sobre a pequena estufa e o sistema de rega que criou para os morangos.

Alfaces, couves, cebolas, batatas e até flores. Os aprendentes tinham perguntas sobre tudo. Até sobre como conseguiram estes moradores da Horta Nova ocupar, juntos, um terreno abandonado da EPUL e ali criar hortas, em 2013. O mesmo terreno requalificado no ano passado, com hortas reconhecidas oficialmente pela autarquia e onde os moradores de outros prédios ali erguidos, mas já fora do bairro social, também encontraram um espaço de terapia e aprendizagem.

“O segredo é a união”, justificou Sónia Oliveira. Porque sem massa coletiva tudo se torna mais difícil. E os leitores, que admitiram a surpresa do sucesso conseguido pelos moradores deste bairro, dizem ter saído com vontade de participar mais na cidade e no bairro onde vivem.

Gostava de participar num workshop nosso? Diga-nos o que gostaria de aprender:

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