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Para ouvir aqui:

É seguro dizer que todos temos formas diferentes de passar o Natal. Mas nem sempre as diferenças passam apenas pela refeição que escolhemos ter à mesa – se polvo ou bacalhau, se bolo-rei ou rainha.

Há dois anos, Jorge Costa tinha um saco de pistáchios e dois litros de vinho na mão. Agarrou-se ao álcool para esconder a angústia de saber que aquele Natal de 2019 seria passado ao relento. Acabou a noite de consoada a dormir junto à estação de Santa Apolónia, o único sítio a que poderia chamar ‘casa’, na altura. É hoje cronista da Mensagem – conta aqui a vida que levou como sem-abrigo – e tem um teto. Mas passou esta data sozinho.

Neste episódio do nosso podcast Sons de Lisboa, que tem homenageado os sons da cidade, Jorge é um dos três protagonistas a quem passámos o gravador, para nos contarem na primeira pessoa como viveram este dia.

Com ele, Mauro Wah, morador do bairro PER 11, que passou a véspera e dia de Natal a trabalhar no aeroporto. A manhã mal o era quando saiu de casa, mas ainda conseguiu dedicar a tarde à associação de moradores do bairro – da qual é fundador – para estar com quem não tem quem o espere em casa.

A alguns quilómetros de distância, Carla Alves, da Quinta do Lavrado, onde foram realojados os moradores da antiga Curraleira (um bairro de lata), arregaçou as mangas com outros vizinhos e foi distribuir cabazes de comida pelas famílias mais necessitadas. Eram cerca de 120 ao todo.

O Natal de cada um deles não poderia ser mais diferente. Ouça-os neste episódio.

Pode também ouvir os episódios anteriores aqui.

Produção e edição – Catarina Reis

Gostaria de sugerir algum som para os próximos episódios?


Catarina Reis

Nascida no Porto há 26 anos, foi adotada por Lisboa para estagiar no jornal Público. Um ano depois, entrou na redação do Diário de Notícias, onde aprendeu quase tudo o que sabe hoje sobre este trabalho de trincheira e o país que a levou à batalha. Lá, escreveu sobretudo na área da Educação, na qual encheu o papel e o site de notícias todos os dias. No DN, investigou sobre o antigo Casal Ventoso e valeu-lhe o Prémio Direitos Humanos & Integração da UNESCO, em 2020.

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