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Evoé, vizinho/a!

Hoje quem vos escreve é Álvaro Filho e, como é de se esperar de um brasileiro no mês de fevereiro, ainda sob os efeitos do Carnaval.

Antes de mais, “Evoé!” é como os brasileiros costumam saldar a chegada do Carnaval, uma expressão emprestada à saudação dos bacantes nos irreverentes cortejos do deus romano do vinho, Baco.

Quem já deu uma espreitada no Carnaval brasileiro sabe que a folia no outro lado do Atlântico não deixa nada a desejar.

Em Lisboa, talvez pelo frio e pela chuva, a temperatura nos desfiles não costumava subir tanto, mas isso não impediu o samba de pedir passagem na terra do fado. Nos últimos anos, mais de uma dezena de blocos tem emprestado cor e vibração ao Carnaval lisboeta, a maioria comandados por saudosos brasileiros para quem um fevereiro sem Carnaval é um ano com 11 meses.

A prova dessa sinergia entre a maior comunidade imigrante em Lisboa e os seus anfitriões deu-se no Colombina Clandestina, que no desfile deste ano contou com o lindeza, graça, colorido e energia das avós lisboetas.

Foliãs com mais de setenta ou oitenta carnavais de história, mulheres do coletivo A Avó Veio Trabalhar que produziram as próprias fantasias e de outros integrantes do bloco, contribuindo não só com a animação, mas com a beleza do desfile.

Estive nos acertos finais para contar essa história emocionante, um exemplo de que a alegria não tem idade e que os anos se contam na cabeça e no coração, nunca no calendário.

Confira aqui:

Fui ao desfile do Colombina e, claro, havia muitos brasileiros, mas um grande número de lisboetas também deram o ar da sua graça, numa prova de que a relação entre os imigrantes e os locais pode ser guiada pelas alegrias que nos une, e não como insistem alguns, pelo ódio que nos tenta separar.

Até breve!

– Álvaro Filho, jornalista na Mensagem de Lisboa


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