O sabor de uma boa história esteve novamente à prova em mais um Jantar de Vizinhos realizado pela Mensagem de Lisboa, nesta quinta-feira, 15 de maio. A paragem deste encontro que reúne jornalistas e leitores à volta da mesa foi o restaurante Ajitama, no Chiado, com uma conversa alimentada pelos múltiplos sabores do ramen.
Uma experiência sensorial que conquistou dois lisboetas, António Carvalhão e João Azevedo Ferreira, e levou-os a um périplo em busca do “umami” perfeito, uma viagem obstinada de mais de uma década que levou a dupla de amigos até o Japão para descobrir os segredos e o ponto exato de cocção de cada um dos ingredientes de uma tradição do Oriente.
Foi o próprio António quem recebeu os vizinhos da Mensagem numa sala reservada do restaurante na rua do Alecrim, cuja decoração é composta por imensos “noodles” de madeira no teto, como se os comensais estivessem mergulhados numa gigante taça de ramen, o reflexo do desejo dos proprietários de propiciar uma imersão na cultura do prato.
Na breve apresentação, com direito a um diário de bordo da viagem dos dois amigos, António voltou a falar do poder do umami, o “quinto sabor” do paladar humano revelado pelos japoneses – à parte do salgado, doce, amargo e ácido – que pode ser estimulado quando se conhece muito bem as características e o potencial de cada ingrediente.
O umami, um “porta-aviões” de sabores a bombardear o palato, segundo o capitão de mar e guerra da Marinha, Paulo Silva, um dos vizinhos que atenderam à convocação da Mensagem para se alistar no encontro. “Sou leitor e fiquei curioso em conhecer a iniciativa, uma experiência realmente diferente”, conta, diante da taça fumegante de ramen.












Vizinho nascido na pequena cidade germânica de Lingen, o físico Manfred Niehus vive em Lisboa há três décadas, ou seja, já é um alfacinha – ou salat, em alemão – de gema e veio à reunião acompanhado pelo filho, Caetano.
Fã da gastronomia asiática, Manfred já queria ter ido ao primeiro jantar, no restaurante Instituto de Petiscos Noturnos, em Chelas, mas a agenda profissional não permitiu. Agora, não perdeu a oportunidade de mergulhar nos sabores de ramen.
O exótico ovo servido na entrada e que batiza o restaurante e serve de base para os caldos, – o ajitsuke tamago – foi um dos pontos altos da experiência.
Entre os presentes, havia também quem se arriscasse em cozinhar o próprio ramen, como a lisboeta Maria Gomes, leitora da Mensagem que nas horas vagas costuma fazer o prato japonês. Na companhia do marido Vitor Gomes, aproveitou para tirar algumas dúvidas, ouvir dicas e aprender um bocadinho mais sobre a iguaria.
A experiência de reunir os lisboetas num jantar voltará a repetir-se em breve, novamente ao redor de uma das deliciosas histórias contadas pela Mensagem. Segue o convite para os nossos leitores ficarem atentos ao convite de mais um Jantar de Vizinhos.

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Parece me óptima a ideia de reunir cidadãos à volta de uma mesa, somente o preço a pagar num restaurante , pode ser uma despesa a evitar para muitas bolsas. Porque não organizam um picnic ?
Vamos registar a ideia, Maria! E, se acontecer, diremos orgulhosamente que partiu de si. Obrigada!