Em Setúbal, toda a gente conhece o fotógrafo Américo Ribeiro: as suas fotografias de grandes dimensões estão espalhadas pela cidade. Mas poucos serão aqueles a quem o nome diz alguma coisa fora dela. E isso é muito injusto. Américo, como todos os sadinos o chamam, não foi apenas um fotógrafo. Ele foi o olhar de Setúbal – a lente que durante mais de 65 anos fotografou a cidade e as suas gentes.
Agora, no âmbito das comemorações dos 101 anos do Porto de Setúbal, a sua obra é celebrada com um livro do jornalista e fundador da Mensagem, Ferreira Fernandes: o quinto volume dos Cadernos do Arquivo, Américo Ribeiro, Um Olhar Sobre a Cidade e o Porto de Setúbal. E com um mural de grandes dimensões, inspirado nas suas fotografias do nosso ilustrador Nuno Saraiva, no Cais 3.
O livro e o mural foram apresentados no dia 18 de dezembro, no dia do aniversário do Porto. Carlos Correia, Presidente do Conselho de Administração do Porto de Setúbal explica que esta comemoração “deixa um legado e representa a abertura do porto a toda a população. Queremos deixar uma marca também para a própria cidade e que estes eventos tenham alguma perenidade. Que não se limitem só ao dia 18.”

O livro de Ferreira Fernandes não só conta a história deste homem curioso que em mais de 65 anos de carreira tirou mais de 140 mil fotografias, hoje guardadas no Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro, criado pela Câmara Municipal de Setúbal, mas também, de certa forma, a desta cidade desenhada pelo seu porto. Cidade-baía, cavada entre o rio Sado e o mar. Baía rica, porto óbvio. Uma pescadinha de rabo na boca, cidade/porto, porto/cidade. Foi esse o espírito de Américo, que se vê nas muitas fotografias “litorais” dele – do fascínio pelo Troino, bairro à beira rio, no Cais da Sardinha, às ostras e ao sal, os carregadores de peixe, a indústria das conservas, a marítima procissão da Nossa Senhora do Rosário, ou a evolução do porto, que ele fotografou oficialmente.

Américo começou como empregado numa tabacaria, e a fotografar em 1927, aos 21 anos, depois de comprar uma máquina fotográfica por 60 escudos. Fotografou tudo, de operários a procissões, da pesca à indústria conserveira.
“Américo fotografava as salinas, os, no masculino, varinos de canastra de peixe, o comércio febril do porto e as conserveiras, na década de 1930. E fotografava os carregadores descalços, com a pesada pirâmide de sal à cabeça, palmilhando tábuas finas e escorregadias entre os botes amarrados uns aos outros no cais – e sempre com as calças subidas aos joelhos (à “peixe-peixe”, chamava-se a moda, que não o era, era prudência), calças assim para impedir o dedão do pé tropeçar na bainha e causar perigoso desastre”, conta Ferreira Fernandes.
“Gostamos, precisamos tanto de Américo, sentem, tanto aqueles que lhes conheceram as fotos em vida, como os que só deram por ele em herança. Termos esta é também notável.”
O espólio do fotógrafo foi guardado pela Câmara Municipal de Setúbal, que o abriu à população, e a maior parte dele tem já acesso digital – algo que acentua Ferreira Fernandes, é de grande importância.



À semelhança do que em 2023 já tinha feito no aniversário do Porto de Lisboa, Ferreira Fernandes pegou no mote de uma história, escreveu um livro e foi acompanhado por um artista numa obra visual. No caso do segundo caderno da Coleção dos Cadernos do Arquivo dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra foi sobre o fotógrafo refugiado Roger Kahan – no qual foi acompanhado por um mural de Vhils. Desta vez, sobre o fotógrafo setubalense Américo Ribeiro, o ilustrador Nuno Saraiva desenhou um mural inspirado também nas fotos.

No mural a partir de agora no Cais 3, Nuno Saraiva inspirou-se nas fotos de Américo, e não por acaso, as que escolheu reinventar têm cheiro a maresia. Este mural duplo foi feito nas paredes da história de Setúbal, nos armazéns que foram criados no porto para albergar as caixas de latas a caminho da exportação, na época dourada do comércio conserveiro: Setúbal chegou a ser responsável, nos anos 1920 por 48% da indústria conserveira portuguesa; em 1920, havia 120 fábricas na cidade – e assim foi até à crise da sardinha. Hoje, nem uma resta.
Nuno Saraiva pegou num ponto que sentiu ser muito interessante da parte da obra do Américo Ribeiro: o humor.
“Há uma série de fotografias que têm uma carga humorística que é absolutamente fabulosa e fui por aí.”

O livro estará em breve disponível nas livrarias, a exposição fotográfica abrirá ao público já na 5ª feira, e o mural estará para sempre à disposição dos que o quiserem ver no Cais 3.

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“ Américo Ribeiro, 144 mil fotografias e um amor à cidade, em livro e mural no porto de Setúbal, com a Mensagem “.
“ Agora, no âmbito das comemorações dos 101 anos do Porto de Setúbal, a sua obra é celebrada com um livro do jornalista e fundador da Mensagem, Ferreira Fernandes: o quinto volume dos Cadernos do Arquivo, Américo Ribeiro, Um Olhar Sobre a Cidade e o Porto de Setúbal. E com um mural de grandes dimensões, inspirado nas suas fotografias do nosso ilustrador Nuno Saraiva, no Cais 3.”
Já Fotografei o Moral. – Obrigado, Pelo Vosso Trabalho. – Setúbal, Agradece.
Fui o Último Aprendiz, Fotografo, Empregado do Senhor, Américo Augusto Ribeiro, Meu Primeiro Mestre de Profissão a Partir dos 13 anos, 1958 – Foto Cetóbriga, Acompanhava-o, Como Ajudante, Pelo Concelho de Setúbal e Sesimbra, Com, Mala de Máquinas Suplente e Flache nas Reportagens, no Carregamento dos Rolos em Casamento, Baptizados e Outros Eventos, Públicos e Privados em Memórias, Visitas de Estado.
Estive Presente na Inauguração da Foto Améri em Sesimbra na Rua Cândido dos Reis. – Iniciei a Fazer Fotografias Analógicas, Preto e Branco, Primeiro, Amadores e Fotos, Tipo, Passes; Fórmulas Químicas, Reveladores e Fixadores de Imagens, Revelação de Rolos e Chapas, Negativos; Fotos, Para o Bilhete de Identidade no Estúdio e Fazia Serões a Fazer, Postais de Vistas da Sua Edição na Cidade de Setúbal. – Ele Ofereceu-me, Para Iniciar, Uma Máquina Caixote, 6×9, Fotografava a Família, Avós, Excursões, Voltas Saloias, Por Portugal e Amigos. – Cheguei a Filmar Eventos, Reportagem, Filmes, 5 Minutos – Super 8. – Recordar é Viver. – Documentado em Fotos. – Carteira Profissional de Aprendiz – Foto Cetóbriga de Américo Ribeiro.
Fui, Para a Fotos, Lda – Largo da Misericórdia a Partir dos 17 anos, 1962/72, Senhor, Joaquim da Piedade, Ex- Empregados e Afilhado do Senhor Américo Ribeiro, Seu Padrinho de Casamento, Primeira e Segunda Geração de Empregados do Senhor, Américo Ribeiro. – Fui o Último, 3ª. Geração. –
Na Fotos – Carteira Profissional de Fotografo, Averbada. – Estúdio e Reportagens, Impressor e Repórter Fotográfico, Desporto, Com o Jornalista – João Lúcio. – Fotografei na Taça de Portugal, Estádio Nacional – Vitória de Setúbal – Venceu a Académica de Coimbra, Pode Ser Visto no You Tub. – Fiz Foto Jornalismo, Jornal, Voz de Palmela.
Fui Trabalhador Estudante, Nocturno, Escola Comercial e Industrial de Setúbal, Área do Comércio. – Suspendi; Chamado, Para o Serviço Militar em 1966/69. – Especialidade, Radiologista,9 Meses, Hospital Militar Principal, Estrela e Enfermeiro Militar a Tempo Inteiro na Enfermaria de Sargentos no Anexo em Campolide, Até 1969. – Fotografava os Doentes, Combatentes e na Peregrinação a Fátima.
Em 1972, Colectei-me, Como Fotografo, Independente, Repórter, Tinha Cartão da Federação Portuguesa de Futebol. – Entrei, Para o Funcionalismo, Público, Câmara Municipal de Setúbal, Administrativo, Zelador, Passei, Pelos Serviços Centrais e Terminei na Secretaria – Sacristia do Cemitério de Nossa Senhora da Piedade.
Em Janeiro de 1975 – Abri a Articor – Fotografia e Cinema – Loja – Estúdio e Reportagens – Rua João Eloy do Amaral, 36 – Setúbal. – Restaurei, Casa no Centro Histórico de Setúbal, Rua, Paralela há Avenida dos Combatentes. – Fiz a Transição do Preto e Branco, Para a Cor – Estúdio e Reportagens, Fotografia Industrial ao Digital. – Com o Digital, Até 2008. – Uma Vida de Trabalho e de Risco. – Em Abril de 2024 – Recebi do Presidente da Câmara Municipal de Setúbal e Presidente da União de Freguesias de Setúbal no Fórum Municipal Luisa Tody – Um Diploma de Honra e Emblema de Distinção e Doado a Dezenas de Cidadãos.
O Meu Espólio Fotográfico, Nacional e Viagens, Turismo, Internacional, Europa Ocidental e Leste, Acervo Documental, Social e Político, a Partir de 1987, Concelhia e Presidente Distrital do PRD em Documentos de Intervenção Social – Candidato a Deputado – 1991, Até há Extinção do Partido, 1995 – Documentado em Fotos de Eventos. – Denunciei a Corrupção em Portugal. – Onde o Direito, Administrativo e Economico, Social, Constitucional, Não se Cumpre em Portugal.
Está no Museu Municipal, Complementa o Arquivo Fotográfico do Senhor, Américo Ribeiro, Meu Mestre na Fotografia – Casa Bocage – Setúbal, Arquivo Fotográfico e Maquinas, Desde o Preto e Branco, Cores ao Digital, Slides, Filmes e CD – Impressora e Digitalizadora. – Memória Futura.
A Minha Foto de Fotografo Profissional, Com Maquina Mamiya RB 67 – Está no Livro de Maurício Abreu – Retratos de Fim de Século.
Continuo a Fotografar, Como Sénior, 79 anos, Actividades Culturais e Municipais, Viagens e Sócio do INATEL, Desde 1975. – Milhares de Fotos de Centenas de Eventos Nacionais e Viagens Internacionais. – Lidei e Fotografei, Todas as Classes – Politicas/Religiosas e Sociais no Conhecimento, Cultural Tradicional do Bem e do Mal.
Autodidacta – Aluno 3º. Ano da Universidade Sénior de Setúbal e 2º. Ano da Escola Pós-Graduação da Universidade de Lisboa – Maiores 50 ULISBOA – Curso – Entender o Mundo no Século XXI – O Que Esperar da Ciência e Tecnologia Num Mundo em Mudança? – Grandes Temas em Artes e Humanidades – Em Várias Faculdades e Institutos Superiores Técnicos -2023/24 e 2024/25 – Grandes Temas em Ciências e Tecnologia – Nova Ordem Internacional – Faculdade de Direito e Institutos Superiores – Grandes Temas das Ciências Sociais e Políticas. – Núcleo de Formação ao Longo da Vida. – Consultar Programa do Curso na Internet. – Paulo Freire – “ Não Há Saberes Mais ou Saber Menos: Há Saberes Diferentes “ – António Gedeão – “ Aprender, Até Morrer “ – Obrigado.