Quantas revoluções cabem na história de Lisboa? É para responder a isso que surgiu a exposição “Lisboa em Revolução, 1383-1974”, no Palácio Pimenta, iniciativa do Museu de Lisboa, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos. Este que é um projeto de investigação em parte inédito: é a primeira vez que, num só espaço, se reúnem todos os momentos considerados revolucionários da história do país e da cidade, desde o século XIV até à Revolução dos Cravos de 1974.

A exposição foi inaugurada no dia 25 de maio e estará em exibição até dia 5 de janeiro do próximo ano. Mas esta visita é especial e os leitores da Mensagem terão acesso a ela, mediante inscrição prévia: será guiada por Daniel Alves, investigador integrado do Instituto de História Contemporânea da NOVA FCSH, especializado em história do séc. XIX. No final da visita, haverá tempo para uma conversa sobre a exposição com o próprio.

Partindo da voz de personagens concretas e de sítios de Lisboa onde as ações aconteceram, a história do que aconteceu é contada naquelas salas com factos, antecedentes e os efeitos que cada momento revolucionário foi tendo na transformação de Lisboa e do País.

A exposição foca-se em seis períodos de tensão, nomeadamente em 1383-85, 1640, 1820, 1836 e 1910. São cerca de 135 peças do acervo do Museu de Lisboa e de mais de 40 instituições externas, entre elas museus nacionais, arquivos e coleções privadas.

“Mais do que objetos, esta exposição percorre ideais. As revoluções que aqui se contam tiveram vários traços em comum, partilhando os impulsos semelhantes de liberdade, de autonomia, de progresso, de melhoria de condições de vida. Mas também tiveram muitas diferenças entre si. Se, nas mais antigas foi a luta pela independência nacional o principal objetivo, nos momentos revolucionários a partir de 1820 a principal preocupação era a legitimação do regime a partir da soberania popular. Nasceu o primeiro parlamento, alargou-se o direito de voto, garantiram-se liberdades individuais e coletivas”, explica Joana Sousa Monteiro, diretora do Museu de Lisboa.

Se tem interesse em descobrir mais sobre Lisboa e as revoluções que mudaram o rumo da história, basta inscrever-se através deste link.

A inscrição para a visita é obrigatória e tem um custo de 3 euros, a reverter na totalidade para o museu. O bilhete inclui, para além da visita e da conversa com o investigador Daniel Alves, acesso às restantes salas do museu. 


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