Receba a nossa newsletter com as hist√≥rias de Lisboa ūüôā

A processar…
Feito! Obrigado pelo seu interesse.

Durante 12 anos, quem atravessava diariamente o cruzamento que juntava a Rua da Junqueira, a Rua de Belém e a Calçada da Ajuda via-o ali, de capacete branco, luvas igualmente alvas, farda de polícia, braços no ar, apito na boca. António Paixão, 60 anos, era atualmente o polícia sinaleiro mais antigo de Lisboa, profissão que agarrou em abril de 1995, os primeiros 15 anos na Rua da Escola Politécnica, onde também ficou conhecido.

√Č sobre ele este epis√≥dio do podcast da Mensagem, Sons de Lisboa.

Passados tantos anos, o agente Paix√£o decidiu que era hora de parar. Reformou-se e, no √ļltimo dia de trabalho, a 12 de maio, recebeu no cruzamento uma despedida especial: Marcelo Rebelo de Sousa fez quest√£o de sair do Pal√°cio de Bel√©m e agradecer-lhe pelas fun√ß√Ķes que desempenhou ao longo dos anos.

O agente Paix√£o recebeu a visita do Presidente da Rep√ļblica no dia 12 de maio, o √ļltimo dia em que esteve ao servi√ßo. Foto: P√°gina da PSP – Comando Metropolitano de Lisboa

Mais do que um polícia, diz o próprio António, ele foi sobretudo um assistente da comunidade. Por isso, decidiu formar-se em ação social na Universidade Aberta, tornando-se o primeiro polícia sinaleiro licenciado, diz.

Ser pol√≠cia foi uma necessidade. Antes de integrar a PSP, em 1989, trabalhou anos numa unidade fabril em Coimbra, cidade onde nasceu e onde ainda mant√©m ra√≠zes vivas, ligado ao n√ļcleo de folclore. A vida na terra natal n√£o oferecia seguran√ßa financeira, por isso, estudou e respondeu a um concurso para a Pol√≠cia. Mas aquilo de que gosta mesmo √© de hist√≥ria da arte.

Depois dele, já só resta um sinaleiro em Lisboa. Uma profissão no precipício da extinção.

Pode tamb√©m ouvir os epis√≥dios anteriores aqui.

Produ√ß√£o e edi√ß√£o ‚Äď Catarina Reis

Gostaria de sugerir algum som para os próximos episódios?


Catarina Reis

Nascida no Porto h√° 27 anos, foi adotada por Lisboa para estagiar no jornal P√ļblico. Um ano depois, entrou na reda√ß√£o do Di√°rio de Not√≠cias, onde aprendeu quase tudo o que sabe hoje sobre este trabalho de trincheira e o pa√≠s que a levou √† batalha. L√°, escreveu sobretudo na √°rea da Educa√ß√£o, na qual encheu o papel e o site de not√≠cias todos os dias. No DN, investigou sobre o antigo Casal Ventoso e valeu-lhe o Pr√©mio Direitos Humanos & Integra√ß√£o da UNESCO, em 2020.

‚úČ catarina.reis@amensagem.pt

Deixe um coment√°rio

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *