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O Teatro do Bairro Alto, dia 19 de maio, recebe a exposição “Os mapas também o são, os mapas também não”. Foto: António Brito Guterres

O mapa que conhecemos de Lisboa não nos diz tudo sobre a cidade e conhecê-lo a fundo não nos torna os maiores conhecedores da capital. Mesmo que saibamos exatamente onde começa Marvila e acaba o Beato. Há outros mapas, os invisíveis. Será que o nome que damos a um bairro é o mesmo que lhe dá quem lá mora? E como se desenharia Lisboa se a delineássemos à luz da criminalidade e da música que percecionamos quando pensamos nela?

António Brito Guterres, da Fundação Aga Khan, é o coordenador da exposição. Foto: DR

Esta quinta-feira, 19 de maio, o Teatro do Bairro Alto abre portas a outros sete mapas citadinos. A exposição “Os mapas também o são, os mapas também não” tem coordenação de António Brito Guterres, da Fundação Aga Khan e membro do conselho editorial da Mensagem.

Ao longo da exposição, que começa às 18h00 e termina às 22h00, o teatro recebe sete estações com mapas, que resultam de propostas recolhidas da anterior conferência “Os mapas também o são”. O palco vai virar uma oficina.

O primeiro mapa expõe as designações oficiosas de alguns bairros de Lisboa, à luz de relatos dos próprios moradores. Um mapa com a curadoria do coordenador da exposição e de Nuno Trigueiros. O segundo é dedicado ao panorama musical da periferia, curado por Nuno Barbosa. Na terceira estação, mapeia-se o preconceito e a criminalidade narradas sobre zonas da cidade, num mapa construído por António Brito Guterres e Ana Teresa Ascensão.

Mas há espaço também para um mapa afetivo sobre o bairro do Castelo de São Jorge e outro dedicado às “costas da cidade”, com Carla Alves e Mário Maia (da Geração com Futuro).

O sexto mapa retrata a fisionomia da “transição económica de cidade industrial para cidade informacional e como uma hegemonia económica produz espaços antagónicos mas necessários para a economia neoliberal que temos”, diz o coordenador da exposição.

O último mapa em exposição será livre, feito por todos os presentes. Foto: António Brito Guterres

Já o último mapa é livre e participativo: nele, quem se fizer presente pode deixar propostas da sua visão da cidade.

A entrada é livre, mas requer o levantamento prévio de bilhete (num máximo de dois bilhetes por pessoa), no próprio dia, a partir das 15h00.

Ideia e coordenação: António Brito Guterres
Mediadores: Ana Naomi de Sousa, Ana Teresa Ascensão, Carla Alves, Inês Sapeta, José Baessa de Pina, Mario Maia, Nuno Barbosa, Nuno Trigueiros
Produção: Claraluz Keiser
Coprodução: Associação Geração com Futuro e Teatro do Bairro Alto
Apoio: Museu de Lisboa, Festival Iminente e jornal Mensagem de Lisboa

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