Vasco de Castro, que, como desenhador, assinava Vasco, era da minha terra, de Vila Real. Tal como aconteceu ao açoriano Medeiros Ferreira, que nasceu casualmente na Madeira, também Vasco veio à vida em Ferreira do Zêzere, porque nenhuma biografia consegue controlar as incidências das viagens de mães grávidas. 

Esteve por Vila Real da infância até ir para a universidade. Em Coimbra, passou dias academicamente menos áureos mas, ao que se contava, bem divertidos. Dali saiu para gozar as belas noites de uma certa Lisboa boémia.

Entre 1961 a 1974, viveu a vida de Paris. O Vasco não se perdia!

Tudo o que se possa dizer sobre o traço de Vasco fica aquém do que cada um retira quando olha os seus desenhos.

Lá fora, o “Le Monde”, o “Le Figaro” e o “France Observateur” (antecessor do “Nouvel”, para quem não saiba) acolheram a sua genialidade. Entre nós, o “Público” mostrou isso durante bastantes anos, como já o “Diário de Notícias” o tinha feito, por algum tempo.

Politicamente, Vasco andou pela esquerda da esquerda, tendo estado na origem do jornal “Página Um”. Há muito que tinha deixado de publicar.

Vasco de Castro morreu hoje, aos 85 anos.

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