Konstantins Lisbon | "I'd rather die here, than live anywhere else."

You will find few people with as genuine a love for Lisbon as Konstantin Arnold. “My mother would hate me for saying it, but I’d rather die here than live anywhere else.” 

Konstantin first came to Lisbon when he was just 17 out of what he describes as “an inner necessity.” Having fallen for the romance of the streets he would return every year thereafter, until finally he gave in, deciding to make a move permanently.  

“The first day I arrived in Lisbon I bought a big green plant at a florista. Then I met an old man who helped me carry it to my flat and then we had some beers. The plant will come with me for the rest of my life.” 

It is clear Konstantin gets a real excitement from chance encounters with strangers. He has a sense of pride as he talks about the people he meets.  “João (the old man) has been 45 years together with his wife. I can visit them whenever I need some advice.” 

Konstantin is a wanderer – and little gives him more pleasure than rambling the crooked alleys at night. “I have the time of my life,” he says. “I’m happy walking alone, looking at people, talking to waiters, having a drink, reading the newspaper. Everyday, everynight is an adventure.”

In Konstantines kitchen – he lives in São Vicente – he has an article taped to the wall listing the 50 best tascas in Lisbon. “I don’t agree with all of them being on the list, but I’ve been to most of them. I love the cheap red wine they have. Most likely served by a beautiful old lady or a grumpy old man.”

Konstantin has notebooks. Stacks and stacks of notebooks. They are all the same – small and black. He never goes anywhere without one in his pocket. And if you keep your eyes peeled you might spot him at any moment writing in one. He takes notes with frequency. “All the living I live, I write down. Then later I will try to write it in a way that somebody might like to read.” 

A writer well liked

You could imagine Konstantin sitting late at night in a bar scribbling in a notebook, if on the off chance he didn’t make company, “Late night in a bar is the worst time to write, because the next day you can’t read what you wrote.”

On one level Konstantin seems quite intense with his brooding earnest emotions and his heart on his sleeve approach to life. He often has a big smile. He is engaging. And as he walks the streets of Lisbon it is abundantly clear that he is well liked. The most random people say hello to him. Of course it helps that he speaks Portuguese with fluency.

Vídeo do lançamento do livro de Konstantin, aqui:

He is unusually comfortable with the real Lisboetas. And they are comfortable with him. 

The way Konstantine speaks about Lisbon, one begins to think he should be endorsed by the Lisbon tourist board. “Lisbon is how I look inside. Every little street, stairway, praça, balcony,  I love the rawness and authenticity. You can see a chicken running across the street and then moments later an old lady will shout at me – Konstantino how are you feeling today? How is your girlfriend? Are you fighting today? And then there is the light. It’s the only reality that is better than fantasy. Lisbon is the love of my life. It has thought me how love works. Every… bloody… day.”

It is not entirely true that Lisbon is the love of his life. If that is the case he is two timing the city (which he calls a village), for when Konstantin is not talking about Lisbon he talks about his love for a Portuguese girl called Catarina. Their relationship seems to be dramatic, fueled by boundless passion and plenty of red wine. It is clear there are arguments. They sound heavy. It is clear there are make ups. They sound sweet. 

Konstantine talks about a painting he has leaning against the wall in his living room – it is Pollock-esque with plenty of light blue. “Me and my girlfriend did this over 6 hours, with a couple bottles of wine and smoking a packet of cigarettes. It’s our first creation together.”

If it isn’t clear – love is a big topic for Konstantin. “Everything we do in the end is about love. This is what I want to write about. I don’t want to write about cheese. But maybe I am a bit cheesy sometimes.”

Lisbon and love gives Konstantin plenty of inspiration for his writing. “I live what I write and I write what I live. The writing is just the output of what is inside me, which is far more important. It’s my psychology. It’s my way of getting my inner energy out. Instead of having a clinic, I have a publisher. I’m lucky.”

Konstantin Arnolds book Libertin – Letters From Lisbon is out now.

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De Lisboa com Amor

Konstantin Arnold é um escritor alemão que vive em Portugal há quatro anos. Tem um livro novo, ‘Libertin – Letters From Lisbon’, e uma enorme paixão por Lisboa.

Konstantin tem cadernos. Pilhas e pilhas de cadernos. São todos iguais – pequenos e pretos. Foto: Rita Ansone

Há-de haver poucas pessoas com um amor tão genuíno por Lisboa como o escritor alemão Konstantin Arnold. “A minha mãe odiar-me-ia por dizer isto, mas prefiro morrer aqui do que viver noutro lugar qualquer.”

Konstantin veio pela primeira vez a Lisboa quando tinha apenas 17 anos – no que descreve como “uma necessidade interior”. Tendo-se apaixonado pelo romance das ruas, voltaria todos os anos depois disso, até que finalmente cedeu, decidindo ficar definitivamente.

“No primeiro dia que cheguei a Lisboa comprei uma grande planta verde numa florista. Então conheci um velho que me ajudou a levá-la para o meu apartamento e depois bebemos algumas cervejas. A planta virá comigo o resto da minha vida. ”

Konstantin mostra-se entusiasmado com os encontros casuais com estranhos, na rua. Nota-se o orgulho quando fala sobre as pessoas que encontra. “O João (o velho) está com a mulher há 45 anos. Posso visitá-los sempre que preciso de algum conselho. ”

Konstantin é um andarilho – e pouco lhe dá mais prazer do que caminhar pelas vielas tortuosas à noite. “É o melhor momento da minha vida”, diz ele. “Fico feliz andando sozinho, olhando as pessoas, conversando com empregados de mesa, tomando uma bebida, lendo o jornal. Todos os dias, todas as noites é uma aventura. ”

Na cozinha, no seu apartamento no bairro de São Vicente, Konstantin tem um artigo colado na parede com as 50 melhores tascas de Lisboa. “Não concordo com todas as que estão na lista, mas já estive na maioria delas. Adoro o vinho tinto barato que têm. Provavelmente servido por uma bela senhora ou um velho rabugento. ”

Um escritor amado pelo povo

Konstantin tem cadernos. Pilhas e pilhas de cadernos. São todos iguais – pequenos e pretos. Nunca vai a lado nenhum sem um no bolso. E se você estiver de olhos abertos, em Lisboa, vai pode encontrá-lo a escrever num deles, num lugar qualquer. Ele está sempre a tirar notas.

“Tudo o que vivo, escrevo. Mais tarde, vou tentar escrever de uma forma que alguém possa gostar de ler. ” Podemos imaginar Konstantin sentado, tarde na noite, num bar, rabiscando num caderno. Isto se, por acaso, ele não encontrar companhia: “À noite, num bar, é a pior hora para escrever, porque no dia seguinte não se consegue ler o que escrevi!”

Konstantin parece bastante intenso – com suas emoções, sérias e taciturnas, e sua abordagem da vida com o coração na boca. Geralmente aparece com um grande sorriso. É envolvente. E ao andar pelas ruas de Lisboa fica bem claro que é também muito querido de muita gente. As pessoas cumprimentam-no. É claro que ajuda que ele fale português com fluência. E que se perceba que se sente confortável com os verdadeiros Lisboetas. E eles, com ele.

Da forma como Konstantin fala de Lisboa, devia ter patrocínio do Turismo da cidade. “Lisboa é como eu sou por dentro. Cada ruazinha, escadaria, praça, varanda, adoro a crueza e a autenticidade. Podemos ver uma galinha a atravessar uma rua e, momentos depois, uma senhora grita comigo – Konstantin, como estás hoje? Como está a tua namorada? Estão a discutir hoje? E então há a luz. É a única realidade que é melhor do que a fantasia. Lisboa é o amor da minha vida. Ensina-me como funciona o amor. Todos .. os santos … dias. ”

Não é totalmente verdade que Lisboa seja o amor da vida dele. Se assim for, há dois, na cidade (que chama de aldeia). Quando Konstantin não está a falar de Lisboa, está a falar do seu amor por uma portuguesa chamada Catarina. A relação dos dois parece ser dramática, alimentada por uma paixão sem limites e muito vinho tinto.

É claro que há brigas. Eles parecem pesadas. É claro que existem reconciliações. Elas parecem doces.

Konstantin fala sobre uma pintura que tem na parede da sala – parece Pollock com bastante azul claro. “Eu e minha namorada fizemos isto durante 6 horas, com algumas garrafas de vinho e fumando um maço de cigarros. É nossa primeira criação juntos.” Se ainda não for claro – o amor é o grande tópico para Konstantin. “Tudo o que fazemos é sobre o amor. É sobre isso que quero escrever, também. Eu não quero escrever lamechices. Mas talvez eu próprio seja um pouco lamechas às vezes. ”

Lisboa e o amor dão a Konstantin muita inspiração para a escrita. “Vivo o que escrevo e escrevo o que vivo. A escrita é apenas a saída do que está dentro de mim, o que é muito mais importante. É minha psicologia. É a minha maneira de libertar minha energia interior. Em vez de ter uma clínica, tenho uma editora. Tenho sorte.”

O livro de Konstantin Arnold, Libertin – Letters From Lisbon já está à venda.

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