Esta semana voltámos à Brasileira para debater o que é centro e o que é periferia com Kalaf Epalanga e Emília Ferrreira – a diretora do Museu de Arte Contemporânea, que estava a comemorar 110 anos esta semana.

O debate foi quente e falou-se de muito o que é ou não é disruptivo em Lisboa, da forma como a cidade se normalizou e de como as margens continuam em plena criatividade.

Pode assistir ao debate aqui:

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Tudo começou com a entrevista de Kalaf à Mensagem. O músico, escritor e produtor desafiava a ideia de centro e periferia – como ele próprio fez, na sua carreira e na sua vida: morava na Baixa e foi sempre procurar inspiração artística aos arrabaldes, aos subúrbios, às margens.

Kalaf Epalanga
Emília Ferreira

“As revoluções não nascem nos centros. As revoluções, que estudamos nos livros de História, todas elas nascem na periferia. Sinto que na cultura é a mesma coisa, a cultura não é produzida no centro, ela vem parar ao centro, onde estão as pessoas que a organizam, colocam os rótulos, encontram as prateleiras certas para ela. Mas o caos, a efervescência, o borbulhar não está no centro, a gente sabe, no centro não há pessoas. Desde muito cedo senti que se quisesse ter contacto com o que de mais fresco e contemporâneo estava a ser produzido tinha de ir às periferias”, dizia.

A diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea, Emília Ferreira, leu a entrevista e propôs à Mensagem que este devia ser o tema do início de uma colaboração entre ambas as entidades (o museu e o jornal).

Centro e Periferia – onde está a criatividade? Onde anda mais o mundo para a frente – no Chiado ou na Buraca? Será que estas noções ainda fazem sentido?

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