Quase nem dávamos por eles, os sons da cidade. Depois de as ruas se terem esvaziado por força da pandemia, percebemos o volume e a diversidade que tinham as nossas memórias auditivas de Lisboa.

Há aquelas que assustam: antes da pandemia, estávamos expostos a mais de 50 decibéis, o que corresponde ao que ouvimos sentados ao lado de uma máquina de lavar roupa em funcionamento.

E há as outras, as que contam a cidade e quem a ela pertence.

Por isso, na Mensagem, resolvemos fazer um podcast em homenagem aos Sons da Lisboa. Todas as quinzenas, vamos atrás de um destes sons, para lhe contar a história e a ciência que têm por detrás. Siga-nos aqui.

Carlos Martins, presidente da Associação Sons da Lusofonia. Foto: Catarina Reis

Esta semana, falamos com Carlos Martins, saxofonista e diretor artístico da Associação Sons da Lusofonia. “Eu nunca tinha estado tanto tempo aqui a ouvir, como agora”, confessa, sentado debaixo da ponte 25 de Abril, tentando decifrar a nota musical que dali vem.

“Quando passamos de carro a uma certa velocidade e os outros se cruzam, é o mesmo som da Fórmula 1.” Mas, se ouvirmos bem, pode ser um Dó e até um Fá sustenido. Desta ponte ecoam várias notas, utilizadas em práticas associadas ao bem-estar, como massagens e meditações de ioga.

Ouça este episódio, disponível em todas as plataformas:

Nota: Carlos Martins é músico e não musicólogo, como anteriormente referido. Exerce funções como diretor artístico da Associação Sons da Lusofonia e foi quem propôs à Mensagem o episódio sobre o som emitido a partir da ponte 25 de Abril.

Áudio – Catarina Reis
Edição – Catarina Reis

Pode também ouvir os episódios anteriores aqui.

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1 Comentário

  1. Pois eu não consigo encontrar nada de atrativo no ruído produzido pela ponte. É irritante e nem consigo estar muito tempo numa esplanada das Docas, com aquele ruído de fundo. Os outros ruídos, ouvi-os bem no auge do confinamento, quando quase não havia trânsito na ponte. Aí, sim, uma maravilha.

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